Cambuci em Foco

Eis o responsável pelo nome do largo e do bairro: um lindo cambucizeiro, que estava repleto de frutos na ocasião de nossa visita!

Meus pais e eu viemos do Rio de Janeiro para São Paulo definitivamente quando eu tinha 7 anos. Família de descendentes de japoneses, fomos parar no meio do bairro italiano do Brás, local de muitas boas recordações de infância! Mas com o início das obras da linha vermelha do metrô na década de 1970, tivemos de nos mudar para a Baixada do Glicério, e depois para a Aclimação, quase na divisa com o Cambuci. Andei muito pela Rua Lavapés e imediações naqueles tempos, nos meus trajetos para a Escola Estadual São Paulo, na Rua da Figueira. Vizinho da Aclimação (além da Liberdade, Ipiranga, Vila Mariana e Mooca), o Cambuci sempre fez parte de minhas andanças e lembranças – em alguns pontos, eu já nem sei onde um bairro termina e o outro começa! Mas, você deve estar se perguntando: por que escrever um post sobre o Cambuci? Bairro tão antigo quanto São Paulo, morada e local de trabalho de grandes artistas do passado e do presente, como o pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi e os grafiteiros de fama internacional Os Gêmeos, berço da mais antiga escola de samba ainda em funcionamento na cidade, palco de reunião dos primeiros times de futebol de várzea paulistanos, lar de inúmeros imigrantes que vieram trabalhar nas suas fábricas no final do século XIX e início do século XX, atual sede de diversos restaurantes renomados, lojas e prestadores de serviços, o Cambuci, com suas ruas, construções, moradores e inúmeras nuances, é parte importantíssima na história de São Paulo!

 

Apesar de ter sido criado oficialmente em 1906, o Cambuci é um dos bairros mais longevos da cidade, com registros que datam dos primórdios de São Paulo. Desde o século XVI, tropeiros e viajantes que chegavam do litoral pelo antigo Caminho do Mar passavam pela Baixada da Glória, e depois paravam no Córrego do Lavapés (onde hoje está a Rua do Lavapés). Lá eles se banhavam e descansavam da longa viagem, davam de beber e comer aos animais, e lavavam os pés. Naquela época, o local servia de divisa entre as zonas rural e urbana, e era importante para os viajantes entrarem “com os pés limpos” na cidade: de lá eles iriam para a igreja, onde respeitosamente prestariam os seus agradecimentos por mais uma jornada. Ao longo desse percurso, principalmente a partir de 1850, foram surgindo chácaras, fazendas e pequenos comércios. Em 1870, foi erguida a Capela Nossa Senhora de Lourdes, e em 1895 foi concluída a Igreja da Glória. Com a construção do Museu Paulista (o Museu do Ipiranga) em 1890 e a construção da linha de bonde que ligava o centro da cidade ao Cambuci e Ipiranga em 1900, o bairro realmente começou a se desenvolver. Diversas fábricas se instalaram na região, como a Chapéus Ramenzoni, a Villares e a Nadir Figueiredo. Com isso, vieram milhares de imigrantes, que foram acolhidos no Cambuci e outros bairros operários, como o Brás e a Mooca. Devido à falta de infra-estrutura no local, os próprios operários abriram e construíram muitas das ruas e casas da região, dando um aspecto completamente diferente à antes pacata Chácara da Glória. Na década de 1970, com o fechamento de muitas fábricas, o bairro sofreu um longo período de decadência. Até hoje, podemos encontrar galpões abandonados, que ainda esperam utilização. Mas o Cambuci soube se reinventar: o bairro, antes fabril, passou a abrigar inúmeros pontos de comércio e prestação de serviços, especialmente ao longo da Avenida Lins de Vasconcelos e imediações. E devido a sua privilegiada localização, próxima ao centro da cidade, e preços de terrenos relativamente acessíveis, tornou-se um dos bairros mais procurados por construtoras e incorporadoras imobiliárias –os imóveis da região tem valorizado exponencialmente!

 

E não poderíamos deixar de falar do personagem principal de nosso post: o Cambuci! O nome vem da árvore nativa de nossa Mata Atlântica, que infelizmente está constantemente ameaçada de extinção. Atingindo cerca de 5 m de altura, seus frutos, que parecem pequenos potes, são carnudos e azedos, e ótimos para doces, sucos e compotas. O loteamento das velhas chácaras fez com que a exuberante mata que cobria a região fosse quase que totalmente destruída. Os pés de Cambuci, antes abundantes, e que deram nome ao bairro, praticamente desapareceram. Encontramos um lindo e solitário espécime no Largo do Cambuci, que estava carregado de frutos durante nossa visita. Mas existem iniciativas para “ressuscitar” a bela árvore no bairro: mudas de Cambuci estão sendo plantadas por moradores nos arredores; restaurantes da região, como o tradicional Javali, oferecem em seu cardápio diversos itens que utilizam o fruto, como sucos, pinga, sorvetes e até nhoque ao molho de Cambuci – o sorvete é uma delícia! E em várias cidades paulistas, como Salesópolis, Paranapiacaba e Rio Grande da Serra, há festivais com a fruta como protagonista. Fico imaginando como o bairro e a cidade se beneficiariam, ao replantar mais árvores nativas, especialmente as frutíferas como o cambuci!

 

Para conhecer o bairro, a melhor pedida é o metrô – desça na Estação Vila Mariana, da linha azul, que fica ao lado da Avenida Lins de Vasconcelos. De lá, você pode andar ou pegar uma das muitas linhas de ônibus para descer a avenida. Apesar do Cambuci não fazer parte do circuito turístico tradicional de São Paulo, o bairro tem diversas preciosidades que valem a pena ser conhecidas. Suas casinhas antigas repletas de histórias, a relativa tranqüilidade de suas ruas, seus bons restaurantes e comércio merecem a visita. Existem trechos do bairro que requerem cuidado – especialmente as áreas próximas do Glicério e Avenida do Estado, que infelizmente estão bastante degradadas, e carecem de segurança. O poder público parece ter se esquecido de certas regiões da cidade, que tanto colaboraram para o desenvolvimento e crescimento de nossa metrópole. Até quando a resposta será o abandono e descaso? Cidades como Nova York, Barcelona e Buenos Aires souberam revitalizar e reutilizar áreas antes degradadas, com inúmeros benefícios para os moradores e turistas. Está na hora dos nossos governantes deixarem as picuinhas políticas de lado e pensarem no melhor para nossa cidade! Mas, de qualquer forma, vale a pena sair um pouco do circuito manjado dos guias turísticos e caminhar e explorar este bairro adorável,  palco de tantas histórias interessantes!

Nosso passeio começa na Estação Vila Mariana do metrô, da linha azul. A saída do terminal de ônibus fica bem no começo da Avenida Lins de Vasconcelos.

Nosso passeio começa na Estação Vila Mariana do metrô, da linha azul. A saída do terminal de ônibus fica bem ao lado da Avenida Lins de Vasconcelos.

Com 3 km de extensão, a Avenida Lins de Vasconcelos é uma das principais vias do Cambuci. No seu início, ela concentra prédios residenciais.

Com 3 km de extensão, a Avenida Lins de Vasconcelos é uma das principais vias do trânsito de São Paulo, interligando os bairros da Vila Mariana e  o Cambuci. Perto da estação do metrô, ela concentra diversos prédios residenciais.

O nome da avenida é uma homenagem ao jurista alagoano Luis de Oliveira Lins de Vasconcelos, que presidiu a província do Maranhão de 1879 a 1880. Lins foi um grande filantropo, e fez muitas doações a instituições de caridade. Foi o fundador da Casa da Divina Providência, no bairro da Mooca, e foi um dos grandes benfeitores da Santa Casa de Misericórdia.

O nome da avenida é uma homenagem ao jurista alagoano Luis de Oliveira Lins de Vasconcelos, que presidiu a província do Maranhão de 1879 a 1880. Lins foi um grande filantropo, e fez muitas doações a instituições de caridade. Foi o fundador da Casa da Divina Providência, no bairro da Mooca, e foi um dos grandes benfeitores da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. 

Na Avenida Lins de Vasconcelos fica a bela sede da Fundação Richard Hugh Fisk, que administra as escolas de idiomas Fisk. Foi numa dessas unidades que iniciei os meus estudos em Inglês, na minha adolescência!

Na Avenida Lins de Vasconcelos fica a bela casa que abriga a sede da Fundação Richard Hugh Fisk. Aqui fica a administração das escolas de idiomas Fisk, que conta com unidades em todo o Brasil. Foi numa dessas unidades que iniciei os meus estudos de Inglês na minha adolescência! Saudades!

No encontro das avenidas Lins de Vasconcelos e Lacerda Franco, fica a Igreja Santa Margarida Maria.

No encontro das avenidas Lins de Vasconcelos e Lacerda Franco, fica a Igreja Santa Margarida Maria, em homenagem à santa francesa nascida em 1647 e falecida em 1690, que iniciou a devoção ao coração de Jesus Cristo entre os católicos.

A capela foi originalmente construída em madeira na década de 1920, que funcionou até 1941. Em 1956, ela sofreu uma grande reforma, que terminou em 1960, que transformou a pequena capela na igreja que hoje conhecemos.

A capela foi originalmente construída em madeira na década de 1920, e assim funcionou até 1941. Em 1956, ela sofreu uma grande reforma, que terminou em 1960, que transformou a pequena capela na igreja que hoje conhecemos.

Na Avenida Lacerda Franco fica o Cemitério Vila Mariana. Aberto em 1904, é um dos cemitérios mais antigos da cidade, como o Cemitério da Consolação, o Cemitério São Paulo e o Cemitério do Araçá.

Ao lado da igreja, na Avenida Lacerda Franco, fica o Cemitério Vila Mariana. Aberto em 1904, é um dos cemitérios mais antigos da cidade, assim como o Cemitério da Consolação, o Cemitério São Paulo e o Cemitério do Araçá. Com 73.699 m², ele abriga os restos mortais do pintor ítalo-brasileiro Alfredo Volpi, que morou no bairro durante quase toda a sua vida.

Ao lado do Cemitério Vila Mariana fica o Cemitério Israelita da Vila Mariana, inaugurado em 1923. Primeiro cemitério judaico de São Paulo, foi aberto graças a doações de Maurício Klabin, empresário lituano que fundou a Klabin Irmãos & Cia, que se tornaria o maior complexo industrial papeleiro da América Latina.

Ao lado do Cemitério Vila Mariana fica o Cemitério Israelita da Vila Mariana, inaugurado em 1923. Primeiro cemitério judaico de São Paulo, foi aberto graças a doações de Maurício Klabin, imigrante lituano que fundou a Klabin Irmãos & Cia, que se tornaria o maior complexo industrial papeleiro da América Latina.

De volta à Avenida Lins de Vasconcelos, encontramos o Centro de Conveniência Aclimação (eu bem que disse que ninguem sabe direito onde um bairro começa e outro termina!). Este centro foi inaugurado em 2009, e reúne diversas lojas e prestadoras de serviços.

De volta à Avenida Lins de Vasconcelos, na esquina com a Rua Coronel Diogo, encontramos o Centro de Conveniência Aclimação (eu bem que disse que ninguém sabe direito onde um bairro começa e outro termina!). Este centro foi inaugurado em 2009, e reúne lojas, restaurantes e serviços diversos.

Com 869 m² e 13 lojas, esse mini-shopping a céu aberto segue um modelo utilizado em outros bairros da cidade, visando oferecer num mesmo espaço diversas opções, para facilitar a vida dos moradores da região.

Com 869 m² e 13 lojas, esse mini-shopping a céu aberto segue um modelo utilizado nos Estados Unidos, o strip-mall, oferecendo comodidade aos moradores da região. O local já se tornou ponto de encontro do bairro!

À medida que descemos, a Avenida Lins de Vasconcelos vai mudando de perfil. Além de abrigar diversos prédios residenciais, é a principal via comercial do bairro, com diversas lojas, restaurantes e serviços, além de diversas escolas e hospitais. Indo naquela direção, chegaremos ao Largo do Cambuci.

À medida que descemos, a Avenida Lins de Vasconcelos vai mudando de perfil. Além de abrigar diversos prédios residenciais, é a principal via comercial do bairro, com diversas lojas, restaurantes e serviços, além de diversas escolas e hospitais.

O Yokoyama, inaugurado em 1967, serve deliciosos salgados. Os seus pastéis são considerados um dos melhores de São Paulo!

Ao longo da avenida podemos encontrar uma enorme variedade de restaurantes, bares e lanchonetes. O Yokoyama, inaugurado em 1967, serve deliciosos salgados. Os seus pastéis são considerados um dos melhores de São Paulo!

A pastelaria é tocada pela família Yokoyama, e o atendimento é de primeira!

A pastelaria é tocada pela família Yokoyama, e o atendimento e qualidade dos produtos são excelentes!

A lanchonete Achapa, que está no mesmo endereço desde sua abertura em 1967. Seus hamburgers são muito apreciados pela qualidade de seus ingredientes, assim como os milk shakes.

A lanchonete Achapa, cuja matriz está no mesmo endereço desde sua abertura em 1967. Seus hamburgers são muito apreciados pela qualidade de seus ingredientes, assim como os milkshakes. Na avenida também podemos encontrar restaurantes japoneses, árabes, redes de fast food e churrascarias.

A sede do Jornal do Cambuci & Aclimação, que desde a década de 1980 vem prestando serviços de informação aos moradores dos bairros.

A sede do Jornal do Cambuci & Aclimação, que desde a década de 1980 vem prestando serviços de informação e cultura aos moradores dos bairros.

Uma das coisas que eu mais adoro são as padarias de São Paulo! Na Avenida Lins de Vasconcelos podemos encontrar excelentes panificadoras, como a Santa Isabel, que oferece produtos deliciosos, com um atendimento de primeira!

Uma das coisas que eu mais adoro são as padarias de São Paulo! Na Avenida Lins de Vasconcelos podemos encontrar excelentes panificadoras, como a Santa Isabel, que oferece produtos deliciosos, com um atendimento de primeira – somos fãs!

Vai um cafezinho aí? O atendimento simpático dos meninos da Santa Isabel.

Vai um cafezinho aí? O atendimento simpático da equipe da Santa Isabel. A padaria também serve pratos diversos e um ótimo buffet na hora do almoço e jantar. 

O Hospital e Maternidade Cruz Azul, que começou a ser construído em 1928, com a doação do terreno pelo banqueiro e comerciante José Sampaio Moreira. O banqueiro era proprietário do belíssimo Edifício Sampaio Moreira, na Rua Líbero Badaró, o primeiro arranha-céu de São Paulo.

O Hospital e Maternidade Cruz Azul, que começou a ser construído em 1928, com a doação do terreno pelo banqueiro e comerciante José Sampaio Moreira. O banqueiro era proprietário do belíssimo Edifício Sampaio Moreira, na Rua Líbero Badaró, o primeiro arranha-céu de São Paulo.

As vias paralelas à Avenida Lins de Vasconcelos tem muitos tesouros. Suas ruas tranquilas ainda mantém muitos sobrados operários e casas antigas adoráveis. Esses belíssimos sobrados de arquitetura britânica são uma jóia arquitetônica!

As vias paralelas à Avenida Lins de Vasconcelos tem muitos tesouros. Suas ruas tranquilas ainda mantém muitos sobrados operários e casas antigas adoráveis. Esses belíssimos sobrados de arquitetura britânica  na Rua Teodureto Souto são um exemplo!

Outra bela casa de tijolos aparentes. O nome da rua é uma homenagem ao advogado, politico a abolicionista cearense, que foi presidente do Banco do Brasil e do Banco da República no final do século XIX.

Outra bela casa de tijolos aparentes na Rua Teodureto Souto. O nome da rua é uma homenagem ao advogado, politico a abolicionista cearense, que foi presidente do Banco do Brasil e do Banco da República no final do século XIX.

Que belos sobrados! Espero que as casinhas do bairro não sejam engolidas por empreendimentos imobiliários tão cedo!

Que belo conjunto de sobrados! Espero que as casinhas do bairro não sejam engolidas por empreendimentos imobiliários tão cedo!

No nº 292 da Rua Teodureto Souto fica o restaurante Ed Carnes, comandado pelo cantor Ed Carlos e sua esposa Vânia.

No nº 292 da Rua Teodureto Souto fica o restaurante Ed Carnes, comandado pelo simpático casal formado pelo cantor Ed Carlos e sua esposa Vânia.

Ed Carlos, apadrinhado por Roberto Carlos, fez sucesso na Jovem Guarda, com músicas como "Estou feliz", de 1967.  A amizade dos dois é tão grande, que Roberto Carlos veio inaugurar o restaurante pessoalmente em 1988.

Ed Carlos, apadrinhado por Roberto Carlos, fez sucesso na Jovem Guarda, com músicas como “Estou feliz”, de 1967. A amizade dos dois é tão grande, que Roberto Carlos veio inaugurar o restaurante pessoalmente em 1988. Ed Carlos, por sua vez, dedicou a música “Roberto, meu amigão” ao eterno rei.

A especialidade da casa é a "Costela do Edão", saborosa costela bovina assada por 12 horas no forno a lenha.  Aos sábados e domingos há o almoço musical, com música ao vivo, além dos jantares dançantes com diversos artistas convidados.

A especialidade da casa é a “Costela do Edão”, saborosa costela bovina assada por 12 horas no forno a lenha. Aos sábados e domingos há o almoço musical, com música ao vivo, além dos jantares dançantes com diversos artistas convidados.

Um convidado muito especial! O restaurante tem um ambiente familiar e aconchegante, com boa comida e sem frescuras!

Um convidado muito especial! O restaurante tem um ambiente familiar e aconchegante, com boa comida a preços acessíveis. Vale a pena conhecer!

Paralela à rua Teodureto Souto está a Rua Gama Cerqueira, que também tem casinhas adoráveis como esses lindos sobradinhos.

Paralela à rua Teodureto Souto está a Rua Gama Cerqueira, que também tem casinhas adoráveis como esses lindos sobradinhos.

Foi nesse sobrado simples que morou um dos maiores pintores de todos os tempos: Alfredo Volpi, que morou no Cambuci praticamente toda a sua vida. O artista ítalo-brasileiro faleceu aos 92 anos, em 1988.

Foi nesse sobrado simples na Rua Gama Cerqueira, nº 154, que morou um dos maiores pintores de todos os tempos: Alfredo Volpi. O artista ítalo-brasileiro, que veio para o Brasil com 1 ano de idade, morou no Cambuci praticamente toda a sua vida, até  falecer em 1988.

Em 92 anos de vida e 70 de pintura, ele produziu aproximadamente 3000 telas. Conhecido como o "pintor das bandeirinhas", Volpi foi auto-didata e só passou a viver da pintura após os 50 anos de idade. Ele trabalhou como encadernador, decorador e pintor de paredes.

Em 92 anos de vida e 70 de pintura, ele produziu aproximadamente 3000 telas. Conhecido como o “pintor das bandeirinhas”, Volpi foi auto-didata e só passou a viver da pintura após os 50 anos de idade. Até então, ele havia trabalhado como encadernador, decorador e pintor de paredes, além de realizar eventuais encomendas de pinturas.

"Mulata", tela de 1927, que teve como modelo sua esposa, Judith - que na verdade se chamava Benedita da Conceição. Volpi e Judith foram casados até ela falecer, em 1972. Tiveram uma filha e adotaram uma dezena de crianças.

“Mulata”, tela de 1927, que provavelmente teve como modelo sua esposa, Judith – que na verdade se chamava Benedita da Conceição. Volpi e Judith foram casados até ela falecer, em 1972. Tiveram uma filha e adotaram uma dezena de crianças.

Afresco de Alfredo Volpi, na Capela Cristo Operário, no Ipiranga. Volpi sempre viveu com muita simplicidade, e junto com sua esposa adotou dezenas de crianças. Avesso a homenagens e formalidades, era comum encontrar o artista caminhando pelas ruas do bairro. No seu ateliê, preparava as próprias tintas e telas.

Afresco de Alfredo Volpi da década de 1950, na Capela Cristo Operário, no Jardim da Saúde, zona sul de São Paulo. Volpi sempre viveu com muita simplicidade: era comum encontrar o artista caminhando pelas ruas do Cambuci de chinelo, fumando o seu cigarrinho de palha. No seu ateliê, preparava as próprias tintas e telas.

Avesso a homenagens e formalidades, recusou até um convite do então governador de São Paulo, Paulo Egydio Martins, para visitar o Palácio dos Bandeirantes. Volpi teria dito "O que vou fazer num palácio? Por que ele não vem aqui?". E não é que o governador foi até o Cambuci para vê-lo?

Avesso a homenagens e formalidades, recusou até um convite do então governador de São Paulo, Paulo Egydio Martins, para visitar o Palácio dos Bandeirantes. Volpi teria dito “O que vou fazer num palácio? Por que ele não vem aqui?”. E não é que o governador foi até o Cambuci para vê-lo? Volpi não foi ao Morumbi, mas um dos parques do bairro foi batizado em sua homenagem, o belo Parque Alfredo Volpi.

Essas casinhas são uma graça! O bairro do Cambuci recebeu milhares de imigrantes italianos, que vieram trabalhar nas fábricas da região no final do século XIX e início do século XX. Como a infraestrutura na região era precária, muitas das ruas e casas do Cambuci foram construídas pelos próprios imigrantes.

Essas casinhas são uma graça! O bairro do Cambuci recebeu milhares de imigrantes italianos, que vieram trabalhar nas fábricas da região no final do século XIX e início do século XX. Como a infraestrutura na região era precária, muitas das ruas e casas do Cambuci foram construídas pelos próprios imigrantes.

Essa bela casinha, datada de 1913, agora abriga um bar. É sempre um prazer ver essas casas antigas em bom estado de conservação!

Essa bela casinha, datada de 1913, agora abriga um bar. É sempre um prazer ver essas casas antigas tão bem conservadas como essa!

Na esquina das ruas Gama Cerqueira e Backer fica esta bela casa

Na esquina das ruas Gama Cerqueira e Backer fica esta bela casa de arquitetura européia.

Na Rua Backer encontramos a Travessa Alfredo Volpi. Creio que esta singela homenagem teria deixado o artista feliz!

Na Rua Backer encontramos a Travessa Alfredo Volpi, uma vilinha meio escondida. Creio que esta singela homenagem teria deixado o artista feliz! 

A Avenida Lacerda Franco, outra via paralela à Avenida Lins de Vasconcelos. Aqui a verticalização tem sido mais intensa.

A Avenida Lacerda Franco, outra via paralela à Avenida Lins de Vasconcelos. Daqui podemos testemunhar a verticalização que o bairro tem sofrido nos últimos anos.

Mas algumas casas antigas ainda resistem, como esses lindos sobrados operários.

Mas, felizmente, algumas casas antigas ainda resistem, como esses lindos sobrados operários.

Linda casa!

Linda casa! O nome da via é uma homenagem ao político Antonio de Lacerda Franco, que fundou a fábrica têxtil Votorantim na cidade de Sorocaba. Em 1917, após decretar falência, a fábrica foi adquirida pelo italiano Nicola Scarpa, e depois por José Ermírio de Morais.

Na Avenida Lacerda Franco podemos encontrar uma padaria para cães e gatos, que vendem quitutes como bolos, biscoitos e tortas especialmente para cães. O local reúne a padaria, pet shop e um hospital veterinário.

Na Avenida Lacerda Franco podemos encontrar uma padaria para cães e gatos, que vende quitutes como bolos, biscoitos e tortas especialmente para cães. O local reúne a padaria, pet shop e um hospital veterinário.

Na Rua Nossa Senhora de Lourdes, parte mais alta do Cambuci, encontramos a bela Igreja de Nossa Senhora da Glória. Ela foi construída por iniciativa da proprietária da antiga Chácara da Glória, Dona Euláulia D´Assumpção e Silva. A chácara, uma das maiores da região, foi mais tarde loteada, e deu origem ao bairro do Cambuci.

Na Rua Nossa Senhora de Lourdes, parte mais alta do Cambuci, encontramos a bela Igreja de Nossa Senhora da Glória. Ela foi construída por iniciativa da proprietária da antiga Chácara da Glória, Dona Euláulia D´Assumpção e Silva. A chácara, uma das maiores da região, foi mais tarde loteada, e deu origem ao bairro do Cambuci.

A Igreja de Nossa Senhora da Glória, em estilo gótico feudal, foi concluída em 1893. A família D´Assumpção depois doou o terreno para o Arcebispado de São Paulo, que abriu o templo para a população.

A Igreja de Nossa Senhora da Glória, em estilo gótico feudal, foi concluída em 1893. A família D´Assumpção depois doou o terreno para o Arcebispado de São Paulo, que abriu o templo para a população.

Daqui, temos uma visão privilegiada de quase toda a cidade. Para lá, podemos ver os bairros da zona leste, como a Móoca. Por estar localizada numa posição estratégica, no alto de um morro, a Igreja de Nossa Senhora da Glória foi cenário da Revolução Tenentista de 1924. Comandada pelo general reformado Isidoro Dias Lopes, foi o maior conflito bélico ocorrido na cidade de São Paulo.

Em frente à igreja temos uma visão privilegiada de quase toda a cidade. Para lá, podemos ver os bairros da zona leste, como o Brás e a Móoca. Por estar localizada numa posição estratégica, no alto de um morro, a Igreja de Nossa Senhora da Glória foi cenário da Revolução Tenentista de 1924. Comandada pelo general reformado Isidoro Dias Lopes, foi o maior conflito bélico ocorrido na cidade de São Paulo.

Para lá, podemos ver marcos do centro da cidade, como o Edifício Altino Arantes e as cúpulas da Catedral da Sé. A Igreja da Glória serviu de trincheira para os soldados de Isidoro, que queriam a deposição do Presidente Artur Bernardes e diversas reformas políticas. Durante o conflito, que durou 23 dias, a igreja foi atingida por tiros e granadas, que destruíram a torre de ardósia, além de  estragos no altar e perfurações em suas paredes externas.

Para lá, podemos ver marcos do centro da cidade, como o Edifício Altino Arantes e as cúpulas da Catedral da Sé. A Igreja da Glória serviu de trincheira para os soldados de Isidoro, que queriam a deposição do Presidente Artur Bernardes e diversas reformas políticas. Durante o conflito, que durou 23 dias, a igreja foi atingida por tiros e granadas, que destruíram a torre de ardósia, além de causar estragos no altar e perfurações em suas paredes externas.

Após os conflitos, o local foi reformado e ampliado. A igreja é até hoje a sede da Paróquia de São Joaquim. A paróquia iria funcionar, originalmente, entre as ruas Tamandaré e Vergueiro. Como as obras nunca chegaram a ser executadas, o que era para ser provisório acabou se tornando permanente.

O sangrento conflito deixou um saldo de 503 mortos e mais de 4000 feridos. Mais de 300.000 pessoas saíram da cidade, a pé ou de trem. Após o fim da revolução, a igreja foi reformada e ampliada, e sua torre foi restaurada.

A imagem de Nossa Senhora da Glória, que se encontra no altar principal, é venerada pelos portugueses.

A imagem de Nossa Senhora da Glória, que se encontra no altar principal, é venerada pelos portugueses. Ela é representada com uma coroa na cabeça, um cetro na mão e o menino Jesus nos braços.

Ao lado da Igreja Nossa Senhora da Glória está a adorável Capela Nossa Senhora de Lourdes, construída em 1870 na Chácara da Glória, por Dona Eulália D´Assumpção da Silva. Muito religiosa, Dona Eulália mandou trazer da França os artesãos e materiais para a construção da capela.

Ao lado da Igreja Nossa Senhora da Glória está a adorável Capela Nossa Senhora de Lourdes, construída em 1870, também por iniciativa de Dona Eulália D´Assumpção da Silva. Muito religiosa, Dona Eulália mandou trazer da França os artesãos e materiais para a construção da capela, que dispõe de belas pinturas, vitrais e murais.

Chegamos ao Largo do Cambuci, que no início do século XX demarcava o limite da área mais urbanizada de São Paulo.

E chegamos ao Largo do Cambuci, que no início do século XX demarcava o limite da área mais urbanizada de São Paulo.

Várias ruas convergem para o Largo do Cambuci. A Avenida Lins de Vasconcelos se inicia neste ponto.

Várias ruas convergem para o Largo do Cambuci. A Avenida Lins de Vasconcelos se inicia neste ponto.

Outra importante via que se inicia no largo é a Rua Independência, que liga o Cambuci à Avenida Dom Pedro I, no bairro do Ipiranga.  No século XIX, a ida para Santos era feita através de uma estrada que seguia pela Rua da Glória, a Rua Lavapés e a Rua da Independência.

Outra importante via que se inicia no largo é a Rua Independência, que liga o Cambuci à Avenida Dom Pedro I, no bairro do Ipiranga. No século XIX, a ida para Santos era feita através de uma estrada que seguia pela Rua da Glória, a Rua Lavapés e a Rua da Independência.

A Rua Climaco Barbosa, que liga os bairros do Cambuci e Ipiranga. O nome da rua é uma homenagem ao médico, político, jornalista e abolicionista baiano, que se estabeleceu em São Paulo.

A Rua Climaco Barbosa, que liga os bairros do Cambuci e Ipiranga. O nome da rua é uma homenagem ao médico, político, jornalista e abolicionista baiano, que se estabeleceu em São Paulo.

Naquela direção, mais 2 importantes vias que convergem para o Largo do Cambuci: a Rua dos Lavapés e a Rua Luiz Gama, que ligam o Cambuci ao Glicério.

Naquela direção, mais 2 importantes vias que convergem para o Largo do Cambuci: a Rua dos Lavapés e a Rua Luiz Gama, que ligam o Cambuci ao Glicério.

Eis o responsável pelo nome do largo e do bairro: um lindo cambucizeiro, que estava repleto de frutos na ocasião de nossa visita!

E aqui está o responsável pelo nome do largo e do bairro: um lindo cambucizeiro, que estava repleto de frutos na ocasião de nossa visita!

O Cambuci é uma árvore nativa da Mata Atlântica, tipicamente paulista. Antes abundante, a bela árvore está ameaçada de extinção: em 2009, havia somente 8 espécimes restantes no bairro.

O Cambuci é uma árvore nativa da Mata Atlântica, tipicamente paulista. Antes abundante, a bela árvore está ameaçada de extinção: em 2009, havia somente 8 espécimes restantes no bairro.

Felizmente, existem algumas iniciativas para tentar salvar a bela espécie: mudas foram distribuídas pelo bairro. Porém, o Cambuci cresce lentamente e é de difícil germinação, já que depende de animais como a paca e o cachorro do mato para que suas sementes se espalhem.

Felizmente, existem algumas iniciativas para tentar salvar a bela espécie: mudas foram distribuídas pelo bairro. Porém, a tarefa não é fácil: o Cambuci cresce lentamente e é de difícil germinação, já que depende de animais como a paca e o cachorro do mato para que suas sementes se espalhem.

Os frutos do Cambuci - a árvore estava carregada! O Largo do Cambuci era antigamente conhecido como o Largo do Pote, devido ao formato dos frutos do cambucizeiro, que lembram pequenos potes. São frutos suculentos e bem azedos. Desde o século XVII, os frutos são utilizados para a confecção de cachaças.

Os frutos do Cambuci – a árvore estava carregada! O Largo do Cambuci era antigamente conhecido como o Largo do Pote, devido ao formato dos frutos do cambucizeiro, que lembram pequenos potes. São frutos suculentos e bem azedos.

Desde o século XVII, os frutos são utilizados para a confecção de cachaças. A bebida era a favorita dos tropeiros, que colhiam as frutas para colocarem na pinga!

Desde o século XVII, os frutos são utilizados para a confecção de cachaças. A bebida era a favorita dos tropeiros, que colhiam as frutas para colocarem na pinga!

Os frutos do Cambuci são utilizados como ingredientes em diversos restaurantes e há festivais da fruta em Rio Grande da Serra, Paranapiacaba, Paraibuna, Salesópolis e Natividade da Serra.

Os frutos do Cambuci são utilizados como ingredientes em diversos restaurantes e há festivais da fruta em Rio Grande da Serra, Paranapiacaba, Paraibuna, Salesópolis e Natividade da Serra.

O Largo do Cambuci foi revitalizado recentemente, e recebeu equipamentos de ginástica, novos bancos, mesas, playground, piso e iluminação. O largo, que estava bem degradado, ficou muito mais bonito e agradável!

O Largo do Cambuci foi revitalizado recentemente, e recebeu equipamentos de ginástica, novos bancos, mesas, playground, piso e iluminação. O largo, que estava bem degradado, ficou muito mais bonito e agradável!

A fonte, que estava desativada há anos, voltou a funcionar. Os canteiros foram ampliados e receberam diversas plantas, entre elas outro pé de Cambuci.

A fonte, que estava desativada há anos, voltou a funcionar. Os canteiros foram ampliados e receberam diversas plantas, entre elas outro pé de Cambuci.

O playground recebeu gangorra e balanço feitos de eucalipto. Gostei de ver que a garotada está utilizando o largo para o seu lazer!

O playground recebeu gangorra e balanço feitos de eucalipto. Gostei de ver que a garotada está utilizando o largo para o seu lazer!

O Cambuci lembra uma cidade do interior em vários pontos. Aqui nesta mesa no largo está ocorrendo um emocionante jogo de dominós! É legal ver que o largo voltou a ser um ponto de encontro do pessoal do bairro!

O Cambuci lembra uma cidade do interior em vários pontos. Aqui nesta mesa no largo, um grupo de amigos se reúne para jogar dominó.  É legal ver que o local voltou a ser um ponto de encontro do pessoal do bairro!

O perfil do Largo Cambuci é basicamente comercial: podemos até encontrar peruas andando pelas lojas!

O perfil do Largo Cambuci é basicamente comercial: podemos até encontrar peruas andando pelas lojas!

Pertinho do Largo do Cambuci, fica a Rua Barão de Jaguara, que tem adoráveis casinhas operárias ainda em pé.

Pertinho do Largo do Cambuci, fica a Rua Barão de Jaguara, que tem adoráveis casinhas operárias ainda em pé.

Na Rua Barão de Jaguara fica a Cantina 1020, fundada em 1948, uma das mais tradicionais de São Paulo.

Na Rua Barão de Jaguara fica a Cantina 1020, fundada em 1948, uma das cantinas italianas mais tradicionais de São Paulo. A cantina oferece deliciosas massas de fabricação própria, além de uma boa carta de vinhos. Há música ao vivo no jantar de sexta-feira e no almoço de domingo.

Na Rua Luis Gama encontramos uma das unidades da AMA, Associação de Amigos do Autista, fundada em 1983. por pais de crianças autistas. Hoje conta com 5 unidades (uma delas na Rua do Lavapés), que oferecem atendimento 100% gratuito a crianças, jovens e adultos.

Na Rua Luis Gama encontramos uma das unidades da AMA, Associação de Amigos do Autista, fundada em 1983 por pais de crianças autistas. Hoje, conta com 5 unidades, sendo duas delas no Cambuci, que oferecem atendimento 100% gratuito a crianças, jovens e adultos.

Continuando na Rua Luis Gama, encontramos um dos restaurantes mais tradicionais do bairro, a Pizzaria, Restaurante e Churrascaria Javali, inaugurada em 1962.

Continuando na Rua Luis Gama, encontramos um dos restaurantes mais tradicionais do bairro, a Pizzaria, Restaurante e Churrascaria Javali, inaugurada em 1962.

O Javali tem diversas opções em seu cardápio que tem a fruta do Cambuci como ingrediente, como o sorvete de Cambuci - que é uma delícia!

O Javali tem diversas opções em seu cardápio que tem a fruta do Cambuci como ingrediente, como o sorvete – que é uma delícia!

Uma fruta de Cambuci congelada! Além do sorvete, o Javali serve outras delícias feitas com o fruto, como sucos, doces, e o Nhoque ao molho de Cambuci.

Uma fruta de Cambuci congelada! Além do sorvete, o Javali serve outros quitutes feitos com a fruta, como sucos, doces, pizza e o Nhoque ao molho de Cambuci.

Outro carro-chefe da casa é a famosa cachaça artesanal de Cambuci. Essa bebida é conhecida desde a época dos tropeiros

Outro carro-chefe da casa é a famosa cachaça artesanal de Cambuci. Tenho certeza que os antigos tropeiros, que adoravam a bebida, iriam se esbaldar!

Agora eu vou terminar de saborear o meu sorvete de cambuci - estão servidos?

Agora eu vou terminar de saborear o meu sorvete de cambuci – estão servidos? Além dos pratos com a fruta do cambuci, o restaurante também serve boas massas, pizzas, carnes, peixes e pratos diversos, como a feijoada às quartas-feira e aos sábados.

O Javali conta com um ambiente familiar e muito aconchegante. Fomos muito bem recebidos por todos os garçons e pelo proprietário Francisco Garcia. Nossos sinceros agradecimentos!

O Javali conta com um ambiente familiar e muito aconchegante. Fomos muito bem recebidos pela simpática equipe do restaurante, assim como pelo proprietário Francisco Garcia. Nossos sinceros agradecimentos a todos!

Na esquina da Rua Luiz Gama com a Avenida do Estado, encontramos esta interessante construção, que durante anos abrigou a Mesbla Veículos. A Mesbla, que começou a operar no Brasil em 1939, fechou em 1997.

Na esquina da Rua Luiz Gama com a Avenida do Estado, encontramos esta interessante construção, que durante anos abrigou a Mesbla Veículos. A Mesbla, que começou a operar no Brasil em 1939, fechou as portas em 1997.

Muito antes das concessionárias de luxo de hoje, a Mesbla Veículos era o local para se ver carros importados e últimos lançamentos automotivos.

Muito antes das concessionárias de luxo de hoje, a Mesbla Veículos era o local para se ver carros importados e últimos lançamentos automotivos.

É uma pena que esta bela construção esteja abandonada, com diversas pichações. Após o fechamento da Mesbla Veículos, o local abrigou uma igreja evangélica. Agora, o edifício está vazio, assim como as redondezas, que está bastante degradado.

É uma pena que esta bela construção esteja abandonada, com diversas pichações. Após o fechamento da Mesbla Veículos, o local abrigou uma igreja evangélica. Agora, o edifício está vazio, assim como as redondezas, que está bastante degradado. Tenha muito cuidado ao andar nesta região – nós quase fomos assaltados, quando tirávamos as fotos!

A Avenida do Estado, importante via que interliga a Marginal Tietê e o centro de São Paulo aos bairros da zona sul e leste de São Paulo, como o Ipiranga e Mooca, as cidades do ABC e o sistema Anchieta-Imigrantes (que liga São Paulo à Baixada Santista). Para lá, podemos avistar o Banespão, no centro de São Paulo.

A Avenida do Estado, importante via que interliga a Marginal Tietê e o centro de São Paulo aos bairros da zona sul e leste de São Paulo, como o Ipiranga e Moóca, as cidades do ABC e o sistema Anchieta-Imigrantes (que liga São Paulo à Baixada Santista). Daqui, podemos avistar o Banespão.

A Avenida do Estado, no sentido da zona sul e leste de São Paulo. No meio da avenida podemos ver a via por onde passa o Expresso Tiradentes, uma linha de ônibus expressa que liga o centro de São Paulo à zona leste da cidade.

A Avenida do Estado, no sentido da zona sul e leste de São Paulo. No meio da avenida podemos ver a via por onde passa o Expresso Tiradentes, uma linha de ônibus expressa que liga o centro de São Paulo à zona leste da cidade.

O Rio Tamanduateí acompanha a Avenida do Estado em praticamente todo o seu percurso. Durante a gestão de Paulo Maluf, entre 1979 e 1982, o rio recebeu um tampão de concreto de 2,6 km de extensão, entre o Cambuci e a Baixada do Glicério, e a avenida ganhou mais pistas.

O Rio Tamanduateí acompanha a Avenida do Estado em praticamente todo o seu percurso. Durante a gestão de Paulo Maluf, entre 1979 e 1982, o rio recebeu um tampão de concreto de 2,6 km de extensão, entre o Cambuci e a Baixada do Glicério, e a avenida ganhou mais pistas.

Com o fechamento e mudança de muitas fábricas para outras cidades, a Avenida do Estado passa por um longo período de decadência, com galpões abandonados, favelas e cortiços. É uma pena que o poder público e privado não tenham conseguido aproveitar todo o potencial da avenida e imediações, como fizeram cidades como Nova York e Buenos Aires, que revitalizaram áreas antes degradas.

Com o fechamento e mudança de muitas fábricas para outras cidades, a Avenida do Estado passa por um longo período de descaso e decadência, com muitos galpões e armazéns abandonados, favelas e cortiços. É uma pena que o poder público e privado não tenham conseguido aproveitar todo o potencial da avenida e imediações, como fizeram cidades como Nova York, Barcelona e Buenos Aires, que revitalizaram áreas antes degradas, com ótimos resultados para a população local e turistas!

Na Rua dos Lavapés, com as casinhas da Rua Eulália Assunção.

Na Rua dos Lavapés, com as casinhas da Rua Eulália Assunção.

O muro do Colégio Marista Nossa Senhora da Glória, com diversas obras de arte urbana, o grafite. Na ponta esquerda, podemos ver um painel executado pelos Gêmeos, os mais famosos grafiteiros do Brasil.

O muro do Colégio Marista Nossa Senhora da Glória, coberto de obras de arte urbana, o grafite. Na ponta esquerda, podemos ver um painel executado pelos Gêmeos, a dupla de grafiteiros mais famosa do Brasil.

O Cambuci é o berço da dupla de grafiteiros mais conhecida no Brasil, os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, Os Gêmeos. Nascidos e criados no bairro, a dupla tem diversos grafites espalhados na cidade de São Paulo, e seus trabalhos podem também ser encontrados em países como Estados Unidos, Alemanha, Itália e Espanha, entre outros. 

O Cambuci é o berço dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, Os Gêmeos. Nascidos e criados no bairro, a dupla tem diversos grafites espalhados na cidade de São Paulo, e seus trabalhos podem também ser encontrados em países como Estados Unidos, Alemanha, Itália e Espanha, entre outros.

Os Gêmeos tem tanto prestígio, que em 2005 a Nike lançou um tênis desenhado por eles, e o jornal The New York Times afirmou num artigo que suas obras chegam a valer até US$ 15.000 nos Estados Unidos. Mesmo com todo o sucesso internacional, a dupla afirma que não troca o bairro do Cambuci por nenhum outro!

Os Gêmeos tem tanto prestígio, que em 2005 a Nike lançou um tênis desenhado por eles, e o jornal The New York Times afirmou num artigo que suas obras chegam a valer até US$ 15.000 nos Estados Unidos. Mesmo com todo o sucesso internacional, a dupla afirma que não troca o bairro do Cambuci por nenhum outro!

Não é legal? Muito melhor do que ver os muros pichados com rabiscos e garranchos ilegíveis!

As ruas do Cambuci são consideradas uns dos melhores lugares para se apreciar o grafite – é difícil ver algum muro “pelado” no bairro! Andando pelas redondezas, podemos observar diversos trabalhos interessantes de grafiteiros como Vitché, Nunca e Nina Pandolfo.

Na esquina das ruas do Lavapés e Justo Azambuza está o Colégio Marista Nossa Senhora da Gloria, inaugurado em 1902.

Na esquina das ruas do Lavapés e Justo Azambuza está o Colégio Marista Nossa Senhora da Gloria, inaugurado em 1902, uma das instituições de ensino mais tradicionais da cidade.

O casario antigo que ainda sobrevive na Rua do Lavapés. A via existe, legalmente, desde 1855. Mas sua história é bem mais antiga!

O casario antigo que ainda sobrevive na Rua do Lavapés. A via existe, legalmente, desde 1855. Mas sua história é bem mais antiga!

O início da Rua do Lavapés. O Cambuci era a porta de entrada dos viajantes que subiam a serra, e paravam no Riacho do Lavapés. Aqui neste ponto, os viajantes paravam para descansar da longa viagem, lavavam os pés e davam de beber aos animais.

O início da Rua do Lavapés. O Cambuci era a porta de entrada dos viajantes que subiam a serra, e paravam no Riacho do Lavapés. Aqui neste ponto, os viajantes paravam para descansar da longa viagem, lavavam os pés e davam de beber aos animais. Foi a partir desta trilha para o Caminho do Mar que o bairro começou a se desenvolver.

Foi a partir desta trilha para o Caminho do Mar que o bairro começou a se desenvolver. Uma curiosidade: é na Rua do Lavapés que ocorre todo o ano a Malhação do Judas, onde populares fazem bonecos que serão malhados - as personalidades escolhidas são geralmente os políticos que estão no poder na ocasião.

Uma curiosidade: é na Rua do Lavapés que ocorre todo o ano a brincadeira da Malhação do Judas, onde populares fazem bonecos que serão estraçalhados – as personalidades escolhidas para serem os “Judas” são geralmente políticos que estão no poder na ocasião. Esta é uma tradição trazida pelos colonizadores portugueses, que hoje ocorre em diversos locais no Brasil, no sábado de Aleluia.

Várias ruas convergem para este ponto: daqui podemos ver as ruas Bueno de Andrade, Tamandaré e Glória, que levam aos bairros da Liberdade e Aclimação.

Várias ruas convergem para este ponto: daqui podemos ver as ruas Bueno de Andrade, Tamandaré e Glória, que levam aos bairros da Liberdade e Aclimação.

A Rua do Glicério também converge para este ponto. Esta região, conhecida como a Baixada ou Várzea do Glicério, é uma das mais degradadas de São Paulo. Mas foi aqui que surgiram importantes manifestações culturais e históricas de São Paulo.

A Rua do Glicério também converge para este ponto. Esta região, conhecida como a Baixada ou Várzea do Glicério, é uma das mais degradadas de São Paulo. Mas foi aqui que surgiram importantes manifestações culturais e históricas de São Paulo.

Na Rua do Glicério está a Padaria Italiana Famiglia Franciulli, inaugurada em 1890. É uma das padarias mais antigas de São Paulo!

Na Rua do Glicério está a Padaria Italiana Famiglia Franciulli, inaugurada em 1890. É uma das padarias mais antigas de São Paulo!

Foi aqui na Várzea do Glicério, antigo bairro de negros, que surgiu a mais antiga escola de samba ainda em atividade na cidade: a Escola de Samba Lavapés, fundada em 1937. A agremiação deu origem a diversas escolas de samba paulistanas, como a Peruche, Vai-Vai e Nenê da Vila Matilde. A escola está atualmente no Grupo 3, mas busca sua recuperação e devido reconhecimento de sua importância histórica.

Foi aqui na Baixada do Glicério, antigo bairro de negros, que surgiu a mais antiga escola de samba ainda em atividade na cidade: a Sociedade Recreativa Beneficente Esportiva Lavapés, fundada em 1937. A agremiação deu origem a diversas escolas de samba paulistanas, como a Peruche, Vai-Vai e Nenê da Vila Matilde. A escola está atualmente no Grupo 3, mas busca o devido reconhecimento de sua importância histórica.

Além da Escola de Samba Lavapés, o bairro do Cambuci abriga um dos blocos carnavalescos mais animados da cidade: o Bloco da Ressaca. Fundado em 1984, por um grupo de amigos que frequentava o Restaurante Javali, o bloco atrai milhares de foliões pelas ruas do bairro. A concentração se dá no Largo do Cambuci, sempre no ultimo sábado antes do Carnaval.

Além da Escola de Samba Lavapés, o bairro do Cambuci abriga um dos blocos carnavalescos mais animados da cidade: o Bloco da Ressaca. Fundado em 1984, por um grupo de amigos que frequentava o Restaurante Javali, o bloco, de perfil familiar, atrai milhares de foliões pelas ruas do bairro. A concentração se dá no Largo do Cambuci, sempre no ultimo sábado antes do Carnaval.

Foi também na Baixada do Glicério e Várzea do Carmo que nasceram os primeiros times populares de futebol, embriões dos futuros grandes times paulistanos. Reduto de imigrantes italianos e portugueses, o Cambuci foi o local onde nasceu a Associação Portuguesa de Desportos, que mais tarde se instalaria no Canindé.

Foi também na Baixada do Glicério e Várzea do Carmo que nasceram os primeiros times populares de futebol, celeiros de jogadores e embriões dos futuros grandes times paulistanos. Reduto de imigrantes italianos e portugueses, o Cambuci foi o local onde nasceu a Associação Portuguesa de Desportos, em 1922, que mais tarde se instalaria no Canindé.

Gostaram? O Bairro do Cambuci está repleto de história e boas surpresas. Venha conhecer também! Até nosso próximo passeio!

Gostaram? O Bairro do Cambuci está repleto de história e boas surpresas. Venha conhecer também! Até nosso próximo passeio!

Veja a localização no mapa:

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

24 comments to Cambuci em Foco

  • leda cristina prates vicenzetto  says:

    Prezada Mina,
    Acidentalmente conheci seu site. Vi que nele havia a história do Cambuci, bairro em que nasci e me criei. Vivi lá do meu nascimento até os 27 anos. Foi com grande nostalgia que li sua matéria sobre o bairro. Recordei os locais que frequentei e que até hoje frequento, como a Pastelaria Yokoyama. Hoje, resido na Vila Nova Conceição. Frequentemente vou até a Lins comer os salgados da Yokoyama. Sugiro que você vá até a Rua Dona Ana Néri, na Padaria Ana Neri, que tem mais de 100 anos. Lá é feito o melhor pão italiano de São Paulo. Já encontrei Os Gêmeos lá. No Largo do Cambuci há um comércio que vende bichos. Ele sobreviveu no tempo, pois quando eu era criança, na década de 50, ia sempre lá ver os animais. Muito obrigada por ter me feito voltar na minha infância e juventude.

    • Mina  says:

      Querida Leda, fiquei muito feliz em saber que o post te trouxe boas lembranças de seus tempos de Cambuci! É mesmo um bairro muito especial, tradicional e fundamental de nossa história! Obrigada pela sugestão – iremos visitar a Padaria Ana Néri, com certeza – aliás, adoro padarias italianas!!! :-). Um grande abraço

  • Silke  says:

    Helpful info. Fortunate me I found your website by chance, and I’m shocked why this coincidence
    didn’t took place earlier! I bookmarked it.

    • Mina  says:

      Thanks, I´m really glad to hear that! Greetings from Brazil

  • Ariadne  says:

    Como me mudei para a Vila Mariana a menos de um ano, saí a pé pelo bairro nesse feriado do 1 de maio.
    Foi bem gostoso, conheci muitas coisas, apesar de não ter ido tão longe quanto você, mas identifiquei vários lugares que você comentou.
    Adorei!
    Beijos

    • Mina  says:

      Que legal, Ariadne! Fico feliz que tenha desfrutado de muitos pontos desse pedaço especial de São Paulo! Beijos

  • Mara Lopes  says:

    Gostei da reportagem, mas fico triste com a visão ” glicério área degradada”. Moro no Glicério e sei que ele tem potencial para ser muuuuiiito diferente.

    Mas a fama espalhada – nunca fui assaltada no bairro – não ajuda.

    As pessoas têm medo do lugar. E marginalizam muitas vezes quem mora nele. Não nasci aqui, mas me mudei para cá. O governo faz promessas, a sociedade manda todos e tudo que não querem para cá. E ninguém se imcomoda. No meio de tantos viadutos está fora da vista e muito bem.

    Se apenas uma matéria tivesse a coragem de mostar o Glicério e sua história… várias vilas que talvez tenham esperança, o 2 batalhão caindo aos pedaços….

    Mas acho que ninguém tem.

    • Mina  says:

      Muito obrigada pelos comentários, Mara! Concordo com você, eu fico triste com a fama do Glicério e com o descaso que levou a região ao estado de abandono em que se encontra hoje em dia. Eu morei no Glicério no inicio da década de 1980, na Praça Mario Margarido, estudava no Colégio São Paulo, minha avo morava na Rua Helena Zerrener… era uma região com seus percalços, mas eu nunca tive problemas maiores. Eu passava pelo Batalhão para ir e voltar do colégio, podíamos ver os soldados marchando da janela da escola… O abandono do quartel e de seu entorno retrata o descaso do poder publico com a historia de nossa cidade e do Brasil, infelizmente. Concordo que o Glicério e muitos bairros tradicionais como o Brás e Campos Eliseos, com sua enorme importância histórica, tem potencial para ser muito mais que regiões decadentes. Se não houver ações enérgicas nas politicas de segurança publica e valorização de nosso patrimônio histórico, no futuro só poderemos nos contentar com lembranças.

  • Paulo Tadeu de Castro  says:

    Olá Mina!

    Procurando histórias sobre o Cambucí me deparei com seu site e não podia deixar de ler e ver suas fotos do meu saudoso Cambucí!!!

    Nasci no hospital Nove de Julho e cresci em um sobrado numa travessinha entre as ruas Lavapés e Muniz de Souza. na minha época ela era conhecida como Travessa do Lavapés e minha casa tinha duas entradas,a frente era na travessa e os fundos saiam para uma vila de casas que se tem acesso também pela Rua Mazzini. Vivi toda a minha infância e adolescência nos arredores do Cambucí, Aclimação e Glicério. Ia as procissões da igreja da Glória toda páscoa com minha saudosa mãe, fui a reinauguração da fonte do Largo do Cambucí que nem grade tinha naquela época e ficava toda colorida à noite. Saboreei muitas pizzas do Javalí, muitos hambúrgueres do A Chapa, e tinha uma loja de biscoitos ao lado do mercado no Largo do Cambucí(na minha é poca era o “Peg e Pag”) que era fabulosa, biscoitos e bolachas de todos os tipos à granel, era delicioso !!!

    Andava muito de bicicleta pelo bairro. Brincávamos muito, empinávamos pipas, balançávamos em balanços improvisados nas mangueiras da rua Eulália Assumpção aos pés da Igreja da Glória (quanta proteção) e jogávamos goiabas nos ônibus que passavam na rua do Lavapés em direção ao Largo do Cambucí, coisa de moleque travesso. Estudei no colégio Nossa Senhora da Glória, dos irmãos maristas até a antiga 8ª série quando fui estudar no colégio São Judas Tadeu na Moóca.

    Não pude deixar de me emocionar com suas histórias e fotos das ruas do bairro, mesmo muita coisa tendo sido modificada com o passar dos anos, mesmo assim muito boas lembranças.

    Muito obrigado por trazer à tona lembranças e mais lembranças dos melhores anos de minha vida !! “Uma pena que nós crescemos!!!”

    Abraços, muita saúde, paz e prosperidade.
    Paulo T Castro
    Bauru/SP

    • Mina  says:

      Sou eu que agradeço por seu belo relato sobre suas lembranças do Cambuci, Paulo! É realmente um bairro muito especial, que também fez e faz parte de minha história! Fico muito feliz que o post tenha te trazido boas recordações! Um grande abraço

  • Mariana  says:

    Oi Mina, sou nova de Cambuci, me mudei pra cá de forma temporária ha um ano e com o passar do tempo gosto cada vez mais daqui!
    Ja acho q não me mudarei tão logo assim hehe, realmente é um bairro super familiar, aconchegante e bem no centro de SP!!!!

    A unica coisa que ainda me incomoda é a proximidade com o Glicerio, local que tentei nao ter preconceito, mas fui roubada logo na primeira semana me mudei pra cá.

    Fora isso, o bairro só me surpreendeu. Adorei ler sobre o bairro aqui, pois passo em todos esses lugares comentados por você e nao sabia a historia de nada! Obrigada.

    • Mina  says:

      Mariana, fico muito feliz que tenha curtido o post – que legal que você está morando e curtindo o bairro do Cambuci, que tem coisas muito bacanas mesmo! Eu também adoro, é um bairro que faz parte de minha história! Um grande abraço

  • Pedro Desidério Mosconi  says:

    Mina, continuo procurar uma foto da época em que o prédio da Ana Neria abrigava o Grupo Eescolar Armando Bayeux, periodo da manhã e o Ginásio Estadual Professor Roldão Lopes de Barros, período da tarde.

    • Mina  says:

      Olá Pedro! Ainda não encontrei uma foto de época do colégio…

  • Thabata  says:

    Oi, Mina! Essa Capela N.S. de Lourdes ao lado da igreja está aberta para visitação? Tem missa ou cerimonias realizadas la? Pergunto pq você não postou uma foto do seu interior, como fez na igreja.
    Parabéns pelo site e pela matéria!

    • Mina  says:

      Olá Thabata, obrigada pela visita, fico muito feliz que tenha gostado do post! A Capela N.S. de Lourdes estava fechada na ocasião de nossa visita, mas pelo que vi no site da igreja, ela está aberta e missas são celebradas nela. Acho que o melhor é ligar para lá, para se informar sobre horários, etc. Um grande abraço!

  • Maria Rocha  says:

    Ola,Mina
    Que maravilha essa materia sobre o Cambuci, eu e minha familia nos mudamos para Cambuci 1995, e acabamos e ate hoje minha familia esta vivendo no Cambuci. Estou fora do Brasil alguns anos mas matei saudade do bairro pois essa sua materia foi maravilhosa. Que saudade dos pastis da yokoyama. Como descendente de italianos nao foi dificil me adaptar a essa bairro bem familia.
    Parabens, obrigada pelas boas lembrancas

    • Mina  says:

      Que bom que o post te trouxe boas lembranças do Cambuci – é realmente um bairro muito especial, que eu adoro e frequento! Os pastéis da Yokoyama são mesmo imbatíveis, humm!!! Muito obrigada por suas palavras, fico muito feliz que tenha gostado! Um grande abraço

  • Pedro Mosconi  says:

    Mina,

    Com esses dados será que conseguiremos uma foto do antigo prédio do meu Grupo Escolar?

    DECRETO N. 10.030, DE 1 DE MARÇO DE 1939
    Aprova os têrmos para arrendamento do prédio atualmente, ocupado pelo grupo escolar “Armando Bayeux”, nesta Capital.
    O DOUTOR ADHEMAR PEREIRA DE BARROS, Interventor Federal no Estado de São Paulo, de acordo com o disposto no Decreto n. 5.427, de 5 de março de 1932, resolve aprovar o contrato celebrado na Secretaria de Estado da Educação e Saúde Pública, para arrendamento ao Govêrno do Estado, pelo prazo de três (3) anos, mediante os alugueres de 2:900$000 (dois contos e novecentos mil reis mensais, do prédio n. 1.041, da rua Anna Nery, nesta Capital, propriedade do sr. Joviano Alvim, destinado à continuação do funcionamento do Grupo Escolar “Armando Bayeux”.
    Palacio do Govêrno do Estado de São Paulo, a 1.° de março de 1939.

    ADHEMARDE BARROS
    Alvaro Guião.
    Publicado na Secretaria de Estado da Educação e Saúde Pública, a 1.° de março de 1939.
    Aluizio de Oliveira, Diretor Geral.

    • Mina  says:

      Olá Pedro! Tomara que consigamos uma foto do Grupo Escolar, também estou curiosa! Infelizmente, o patrimônio histórico é relegado a segundo, terceiro plano aqui no Brasil, o que faz com que certos dados sejam dificílimos de se encontrar. É uma pena e um grande desrespeito a nossa história! Abraços

  • Fabiola Carnevalli  says:

    Mina, parabéns pelo trabalho, moro na Rua Silveira Campos no Cambuci há 20 anos e minha casa tem um estilo bem antigo, infelizmente a última data oficial que possuo é de 1949 qdo foi vendida para uma família de italianos e em 1996 minha família acabou comprando desta família, sei que a casa foi construída antes desta data, tenho curiosidade, se puder dar uma dica onde poderia encontrar registros das construções de residências do bairro, agradeço.

    • Mina  says:

      Obrigada, Fabiola! Fico feliz que tenha gostado do post, o Cambuci é um bairro muito especial e que sempre frequento! Creio que registros de construções estejam disponíveis na prefeitura… se eu souber com mais precisão, te informo! Um grande abraço!

  • José Ricardo Pacheco da Silva  says:

    Parabéns pela iniciativa. Quanto trabalho, quanta dedicação. Depois que visitei o seu blog, passei a valorizar e a gostar mais do Cambuci.

    • Mina  says:

      Muito obrigada, José Ricardo! Fico muito feliz que tenha gostado do post, o Cambuci é um bairro com uma importância histórica enorme, e certamente merece que a valorizemos mais e mais! Um grande abraço!

Deixe um comentário

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Protected by WP Anti Spam