Estação da Luz/Parque da Luz/Pinacoteca Em Foco

O Parque da Luz abriga 67 espécies de pássaros, como o irerê, martim-pescador e até gaviões e carcarás.

Lá pelos idos de 2012, numa de nossas andanças pela cidade, resolvemos começar um blog sobre São Paulo. Naquela época, as nossas publicações eram bem mais simples: a gente andava, fotografava e eu escrevia impressões sobre os passeios. O tempo foi passando, fomos tomando gosto pela coisa, e após mais de 30 publicações, temos uma certeza – quanto mais andamos em nossa querida cidade, mais vimos o quão pouco a conhecemos. E a cada novo passeio, o nosso fascínio por esta cidade intrigante aumenta ainda mais! Nosso primeiro post, que publicamos em maio de 2012, foi sobre a Estação da Luz. E agora, quase 2 anos depois, revisitamos o nosso ponto de partida, com um novo olhar e com um interesse ainda maior por este belo marco paulistano!

 

Em 1806, por iniciativa de Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, foi iniciada a construção da linha ferroviária entre Santos e Jundiaí. Grande impulsionador da indústria brasileira, o Barão de Mauá já tinha em mente o escoamento da produção do café do interior paulista até o Porto de Santos, que até então era bem precário. Em 1867, a  empresa inglesa São Paulo Railway Company concluiu a ferrovia e a antiga estação, que se chamava Estação São Paulo. Com o crescimento da cidade e da produção, houve a necessidade de se construir uma nova estação com maior capacidade de transporte de cargas e passageiros. A atual estação, projetada pelo inglês Charles Henry Driver e batizada de Estação da Luz, foi inaugurada em 1901. Foram utilizados exclusivamente materiais importados da Inglaterra, com exceção da alvenaria – toda a estrutura em ferro fundido foi trazida em peças pré-moldadas, que foram montadas aqui no Brasil. Um dos destaques da bela estação é a torre do relógio, com 60 m de altura, e que foi inspirada na torre do Big Ben, de Londres.  A construção logo se tornou um dos cartões postais da cidade, já que desembarcavam em seu saguão grandes industriais, empresários, intelectuais, políticos, imigrantes e até reis. Graças à riqueza trazida pelo café, São Paulo se transformou numa importante metrópole, deixando os dias de simples vila de tropeiros para trás.  A região da Luz passou a ser um dos pedaços mais valorizados e elegantes da cidade. Alguns anos depois, em 1938, outra importante estação foi construída perto dali: a Estação Julio Prestes, que fazia parte da Estrada de Ferro Sorocabana. Com o término do ciclo do café e o passar dos anos, as ferrovias foram perdendo terreno para carros, aviões e caminhões. Toda a região, antes próspera, entrou em decadência. A Estação da Luz passou por um longo período de abandono, e até sofreu um incêndio em 1946, até ser finalmente revitalizada nas décadas de 1990 e 2000. Em 2006, a estação passou a abrigar o Museu da Língua Portuguesa, um dos locais mais visitados por turistas e locais em São Paulo.

 

Logo em frente à estação fica o belo Parque da Luz, a mais antiga área verde de São Paulo. Inaugurado em 1798 como um Horto Botânico, em 1825 passou a ser o primeiro jardim público da cidade. Apesar de não ser tão grande quanto o Parque do Ibirapuera ou outros parques da cidade, é um lugar muito agradável e charmoso, com lagos e canteiros que lembram os jardins de palácios franceses. Um dos seus destaques é o belo lago em formato de cruz de malta, com esculturas em cada uma de suas pontas. Há animais diversos (infelizmente, não conseguimos avistar nenhum, mas há diversos bichos-preguiça escondidos no meio da vegetação!), e árvores centenárias, entre elas várias jaqueiras que ficam carregadas de frutos em algumas épocas do ano! O parque, assim como toda a região da Luz, ficou abandonado a sua própria sorte por muitos anos. Durante muito tempo, ele se tornou um território de prostitutas, viciados em drogas e mendigos, e deixou de ser frequentado pela população em geral. Felizmente, isso vem mudando – o Parque da Luz foi tombado pelo Patrimônio Histórico em 1981, e com a iniciativa de se revitalizar o bairro da Luz e a famigerada Cracolândia, o jardim está voltando a ser cuidado e bem frequentado. Encontramos várias famílias passeando no parque, estudantes, crianças – o que é um ótimo sinal! E o fato dela dividir o seu espaço com a Pinacoteca de São Paulo lhe dá um bônus muito especial: o jardim está repleto de esculturas que fazem parte de seu acervo, ou seja, o parque é um verdadeiro museu a céu aberto! Claro, ainda há muita coisa a ser feita: como na maioria dos parques paulistanos, há problemas com sua manutenção… Mas nada disso tira seu brilho e beleza, e é um  espaço que merece ser redescoberto!

 

Dividindo o espaço com o Parque da Luz, está a majestosa Pinacoteca do Estado de São Paulo. O edifício foi projetado por Ramos de Azevedo e Domiziano Rossi, e foi inaugurado no início do século passado, em 1905, como o primeiro museu de arte da cidade de São Paulo.  O prédio é lindíssimo, na minha modesta opinião – eu simplesmente adoro construções de tijolos aparentes! O interessante é que, originalmente, o prédio não tinha sido projetado dessa forma: devido a atrasos na construção, o edifício acabou ficando assim mesmo – inacabado. O museu detém um dos maiores e mais importantes acervos de arte brasileira, além de pinturas e esculturas europeias, fotografias, tapeçarias, objetos de arte e gravuras. Sempre há mostras e exposições interessantes na programação. Eu me lembro até hoje da exposição de esculturas de Rodin em 2001, que foi um desbunde! A Pinacoteca tem um anexo, a Estação Pinacoteca, que fica a poucos quarteirões do prédio principal, no Largo General Osório (belíssima, vale a visita!). Além de um mergulho cultural nas artes, a Pinacoteca conta com um agradável café e uma lojinha de lembranças, porque ninguém é de ferro! É um dos grandes museus paulistanos, juntamente com o MASP e o MAM.

 

O Parque da Luz, a Pinacoteca e o Museu da Língua Portuguesa abrem de terça a domingo (verifique os horários de funcionamento antes da visita). Nos sábados a entrada é livre nos museus.  Há um estacionamento gratuito na Pinacoteca, com poucas e disputadíssimas vagas. Os estacionamentos pagos na região são poucos e caros, e o trânsito no centro de São Paulo não é nada animador! A melhor alternativa para visitar a Estação da Luz é de metrô ou trem (linhas azul e amarela do metrô, e linhas Rubi e Coral da CPTM). Também há várias linhas de ônibus que servem a Avenida Tiradentes e ruas próximas.  Só não deixe de visitar esse lindo conjunto, jóias de nosso patrimônio histórico!

Começamos nosso passeio no início da Avenida Casper Líbero. Lá encontramos a adorável Basílica de Nossa Senhora da Conceição e de Santa Ifigênia, inaugurada em 1910.

Começamos nosso passeio no início da Avenida Casper Líbero. Lá encontramos a adorável Basílica de Nossa Senhora da Conceição e de Santa Ifigênia, inaugurada em 1910.

O antigo Palácio da Imprensa, inaugurado em 1939, que abrigou a sede do jornal "A Gazeta" até 1966. O prédio foi inaugurado pelo jornalista Casper Líbero, e agora abriga a Auditoria Militar de São Paulo. O jornal e faculdade hoje funcionam na Avenida Paulista.

O antigo Palácio da Imprensa, inaugurado em 1939, que abrigou a sede do jornal “A Gazeta” e a faculdade de jornalismo até 1966. O prédio foi inaugurado pelo jornalista Casper Líbero em pessoa. O jornal e faculdade hoje funcionam na Avenida Paulista.

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A Avenida Casper Líbero tem um belo conjunto arquitetônico do início do século XX, como este antigo hotel. Ao fundo, podemos ver o Edifício Montreal, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1954.

A Avenida Cásper Líbero e ruas nas redondezas da Estação da Luz estão repletas de hotéis, que serviam os milhares de viajantes que chegavam na estação.

A avenida e ruas nas redondezas da Estação da Luz e Estação Sorocabana (hoje Estação Julio Prestes) estão repletas de hotéis, que serviam os milhares de viajantes que chegavam em São Paulo.

A Avenida Casper Líbero, assim como as ruas nas redondezas da Estação da Luz, estão repletas de belas construções do início do século XX. É uma pena que não estejam melhor conservadas!

Outra bela construção do início do século XX na Avenida Cásper Líbero.  É uma pena que essas preciosidades não estejam melhor conservadas!

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Um outro belo edifício, na esquina da Rua Mauá e Avenida Casper Líbero. Esses hotéis retratam a riqueza trazida pelo ciclo do café, que fez com que a região da Luz fosse a mais abastada e sofisticada de São Paulo no início do século XX.

O mesmo edifício visto de outro ângulo. Fico imaginando como seria a região da Estação da Luz, com esses belos edifícios antigos todos restaurados!

O mesmo edifício visto de outro ângulo. Fico imaginando como seria a região da Estação da Luz, com esses belos edifícios antigos todos restaurados!

Na Rua Mauá, encontramos o conjunto hoteleiro, edifícios construídos no início do século XX para servir os viajantes que chegavam à cidade pelas estações da Luz e a Sorocabana (Julio Prestes). Este belíssimo edifício foi restaurado pela metade.

Na Rua Mauá, encontramos outro antigo hotel construído no início do século XX. Este belíssimo edifício foi restaurado pela metade.

A parte não restaurada - olha que diferença! Esperamos que não deixem o trabalho feito pela metade!

A parte não restaurada – olha que diferença! Isso é para mostrar como a restauração de edifícios antigos valoriza a paisagem e a cidade como um todo! Esperamos que não deixem o trabalho feito pela metade.

Na Rua Mauá, podemos acessar os fundos da Estação da Luz.

Na Rua Mauá, podemos acessar os fundos da Estação da Luz. 

O interior da Estação da Luz, inaugurada em 1901, e projetada pelo arquiteto britânico Charles Henry Driver.

O interior da Estação da Luz, inaugurada em 1901, e projetada pelo arquiteto britânico Charles Henry Driver.

Toda a estrutura de ferro fundido foi importada da Inglaterra, e trazida em peças pré-moldadas, que foram montadas aqui no Brasil.

Toda a estrutura de ferro fundido foi importada da Inglaterra, e trazida em peças pré-moldadas, que foram montadas aqui no Brasil.

Os belos detalhes artesanais na estrutura de ferro fundido da estação.

Os belos detalhes artesanais na estrutura de ferro fundido da estação.

A alvenaria, ao contrário, foi produzida localmente.  O projeto da estação é semelhante ao de Flinders Street Station, em Melbourne, Australia.

A alvenaria, ao contrário, foi produzida localmente. O projeto da estação é semelhante ao de Flinders Street Station, em Melbourne, Australia.

A estação original foi construída em 1867, juntamente com a linha ferroviária entre Santos e Jundiaí.

A estação original foi construída em 1867, juntamente com a linha ferroviária entre Santos e Jundiaí, e se chamava Estação São Paulo.

Com o crescimento da população e da demanda ferroviária, tornou-se necessária a construção de uma estação maior, para atender os passageiros e transporte de cargas.

Com o crescimento da população e da demanda ferroviária, tornou-se necessária a construção de uma estação maior, para atender os passageiros e transporte de cargas.

A imponente estação retrata a pujança trazida pelo ciclo de café. A Estação da Luz foi fundamental para o escoamento da produção do café do interior até o Porto de Santos.

A imponente estação retrata a pujança trazida pelo ciclo de café. A Estação da Luz foi fundamental para o escoamento da produção do café do interior até o Porto de Santos.

Em 1938 foi inaugurada a Estação Julio Prestes, a alguns quarteirões da Estação da Luz. Por lá, era feito o transporte do café da região de Sorocaba para a capital.

Em 1938 foi inaugurada a Estação Julio Prestes, a alguns quarteirões da Estação da Luz. Por lá era feito o transporte do café da região de Sorocaba para a capital.

Em 1946 a estação foi quase destruída num incêndio. Nessa época, o ciclo do café já havia acabado, e o transporte ferroviário estava em decadência.

Em 1946 a estação foi quase destruída num incêndio. Nessa época, o ciclo do café já havia acabado, e o transporte ferroviário estava em decadência.

Nas décadas de 1990 e 2000, a estação foi reformada sob a supervisão do arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Foi nessa reforma que a estação passou a abrigar o Museu da Língua Portuguesa.

Nas décadas de 1990 e 2000, a estação foi reformada sob a supervisão do arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Foi nessa reforma que a estação passou a abrigar o Museu da Língua Portuguesa.

A Estação da Luz tem uma área total de 7.500 m², e recebe milhares de passageiros que utilizam as linhas Coral e Rubi, da CPTM.  É também possível fazer a integração com as linhas amarela e azul do metrô.

A Estação da Luz tem uma área total de 7.500 m², e recebe milhares de passageiros que utilizam as linhas Turquesa, Coral e Rubi, da CPTM.

A Estação da Luz é a segunda mais movimentada de São Paulo, com 147.000 passageiros por dia. A Estação Brás recebe 150.000 passageiros diariamente.

A Estação da Luz é a segunda mais movimentada de São Paulo, com 147.000 passageiros por dia. A primeira é a Estação Brás, que recebe 150.000 passageiros diariamente.

No saguão da estação podemos encontrar um piano, que pode ser utilizado por todos os passageiros e visitantes. É uma iniciativa legal, mas o piano está precisando de uma manutenção urgente!

No saguão da estação podemos encontrar um piano, que pode ser utilizado por todos os passageiros e visitantes. É uma iniciativa legal, mas o piano está precisando de uma manutenção urgente!

O belo saguão de embarque

O belo saguão de embarque. É da Estação da Luz que sai o Expresso Turístico, que conduz passageiros para as cidades de Paranapiacaba e Jundiaí nos finais de semana.

Na Estação da Luz também podemos acessar as linhas azul e amarela do metrô. No interior da estação, podemos também encontrar obras de arte: uma delas é o gigantesco painel "Epopeia Paulista", de Maria Bonomi, que retrata a memória da estação e os tipos humanos da cidade.

Na Estação da Luz também podemos acessar as linhas azul e amarela do metrô. No interior da estação, podemos também encontrar obras de arte: uma delas é o gigantesco painel “Epopeia Paulista”, de Maria Bonomi, que retrata a memória da estação e os tipos humanos da cidade.

A majestosa construção foi, desde a sua inauguração em 1901, um marco para quem chegava em São Paulo. Pela estação passaram empresários, industriais, turistas, políticos, diplomatas e até membros da realeza e nobreza.

A majestosa construção foi, desde a sua inauguração em 1901, um marco para quem chegava em São Paulo. Pela estação passaram empresários, industriais, imigrantes, políticos, diplomatas e até membros da realeza e nobreza.

A majestosa construção foi, desde a sua inauguração em 1901, um marco para quem chegava em São Paulo. Pela estação passaram empresários, industriais, turistas, políticos, diplomatas e até membros da realeza e nobreza.

Um dos destaques da estação é a torre do relógio, com 60 m de altura, inspirado na torre do Big Ben de Londres. O relógio era uma referência para os transeuntes e passageiros, por sua precisão. Após o incêndio, foi trocado por um relógio de fabricação nacional, da marca Michelini.

Daqui podemos ver a Avenida Tiradentes, importante via que faz parte do corredor norte-sul da cidade. Ao fundo, podemos ver a Igreja de São Cristóvão.

Daqui podemos ver a Avenida Tiradentes, importante via que faz parte do corredor norte-sul da cidade. Ao fundo, podemos ver a Igreja de São Cristóvão.

Em 2006 foi inaugurado o inovador Museu da Língua Portuguesa, um dos locais mais visitados em São Paulo.

Em 2006 foi inaugurado o inovador Museu da Língua Portuguesa, projetado por Paulo Mendes da Rocha e seu filho, Pedro Mendes da Rocha.

Desde sua inauguração, o museu já recebeu mais de 1.600.000 visitantes, e se tornou um dos museus mais visitados do Brasil e da América Latina.

Desde sua inauguração, o museu já recebeu mais de 1.600.000 visitantes, e se tornou um dos museus mais visitados do Brasil e da América Latina.

A bilheteria, com os horários de funcionamento do museu. Aos sábados, a entrada é gratuita!

A bilheteria, com os horários de funcionamento do museu. Aos sábados, a entrada é gratuita!

Um dos elevadores de acesso ao museu, que ocupa 3 andares da Estação da Luz, numa área total de 4.333 m².

Um dos elevadores de acesso ao museu, que ocupa 3 andares da Estação da Luz, numa área total de 4.333 m². A visitação ocorre de cima para baixo, e até o elevador é um espaço expositivo, já que eles possibilitam a visualização total da escultura “Árvore de Palavras”, de Rafic Farah, de 16 m de altura.

O museu é totalmente interativo, com recursos audiovisuais, e visa preservar e divulgar aspectos da língua portuguesa. Há diversas exposições permanentes e temporárias nos seus 3 pavimentos.

O museu é totalmente interativo, com recursos audiovisuais, e visa preservar e divulgar aspectos da língua portuguesa. Há diversas exposições permanentes e temporárias nos seus 3 pavimentos.

Em frente à Estação da Luz, fica a Pinacoteca do Estado de São Paulo, inaugurado em 1905, e projetado por Ramos de Azevedo.

Em frente à Estação da Luz, fica a Pinacoteca do Estado de São Paulo, inaugurado em 1905, e projetado por Ramos de Azevedo.

A Pinacoteca foi construída para sediar o Liceu de Artes e Ofícios, mas a instituição permaneceu no local por pouco tempo. A Pinacoteca foi aberta para o público em 1911, e é o museu de artes mais antigo de São Paulo.

A Pinacoteca foi construída para sediar o Liceu de Artes e Ofícios, mas a instituição permaneceu no local por pouco tempo. A Pinacoteca foi aberta definitivamente para o público em 1911, e é o museu de artes mais antigo de São Paulo.

Ramos de Azevedo foi o diretor da Pinacoteca e do Liceu de Artes e Ofícios nos seus primórdios. Ele foi um dos fundadores da Escola Politécnica da USP e sua importância foi tanta para São Paulo, que foi erigido um grande monumento em sua homenagem, na Avenida Tiradentes, que foi realocado para a Cidade Universitária, devido às obras do metrô.

Ramos de Azevedo foi o diretor da Pinacoteca e do Liceu de Artes e Ofícios nos seus primórdios. O engenheiro e arquiteto foi um dos fundadores da Escola Politécnica da USP e sua importância para  São Paulo foi tamanha, que em 1934 foi erigido um belo monumento em sua homenagem, na Avenida Tiradentes. A obra foi realocada na década de 1970 para a Cidade Universitária, devido às obras do metrô.

A Pinacoteca tem em seu acervo importantes obras de arte brasileira de todos os tempos, mas a sua coleção mais significativa é a de artistas nacionais do século XIX, como Almeida Júnior, Pedro Alexandrino e Benedito Calixto, entre outros.

A Pinacoteca tem em seu acervo importantes obras de arte brasileira de todos os tempos, mas a sua coleção mais significativa é a de artistas nacionais do século XIX, como Almeida Júnior, Pedro Alexandrino e Benedito Calixto, entre outros. Há também obras de artistas modernistas como Di Cavalcanti, Victor Brecheret e Anita Malfatti.

O agradável café da Pinacoteca, que fica dentro do Parque da Luz.  Além de obras de artistas brasileiros, a Pinacoteca tem também pinturas e esculturas européias, como obras do escultor francês Rodin.

O agradável café da Pinacoteca, que fica dentro do Parque da Luz. Além de obras de artistas brasileiros, a Pinacoteca tem também pinturas e esculturas européias, como obras do escultor francês Rodin.

A Pinacoteca tem um anexo, a Estação Pinacoteca, que fica a apenas alguns quarteirões dali. Instalado no antigo prédio do DOPS, abriga exposições e obras de artistas como Lasar Segall, Di Cavalcanti e Picasso.

A Pinacoteca tem um anexo, a bela Estação Pinacoteca, que fica a apenas alguns quarteirões dali. Instalado no antigo prédio do DOPS, abriga exposições e obras de artistas como Lasar Segall, Di Cavalcanti e Picasso.

A pintura "Estudo para libertação dos escravos", de Pedro Américo, é uma das obras de seu acervo. O artista é também responsável pela obra "Independência ou morte", que está no Museu do Ipiranga.

A pintura “Estudo para libertação dos escravos”, de Pedro Américo, é uma das obras de seu acervo. O artista é também responsável pela célebre obra “Independência ou morte”, que está no Museu do Ipiranga.

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O quadro “América”, datado de cerca de 1650, de autoria desconhecida. Um olhar estrangeiro sobre o “Novo Mundo”!

A pinacoteca tem arte dentro e fora do prédio. Na frente, há diversos painéis fotográficos como este!

A pinacoteca tem arte dentro e fora do prédio. Na frente, há diversos painéis fotográficos como este!

O Parque da Luz, que fica em frente à Estação da Luz. Inaugurado em 1895 como um Horto Botânico, é o parque mais antigo da cidade!

O Parque da Luz, que fica em frente à Estação da Luz. Inaugurado em 1798 como um Horto Botânico, é o parque mais antigo da cidade!

A alameda central do parque, que foi o inaugurado como Horto Botânico em 1792, e transformado em jardim público em 1825.

A alameda central do parque, que foi reformado e transformado em jardim público em 1825.

Com 113.400 m², o horto botânico foi transformado definitivamente em parque no final do século XIX.  Nesses mais de 200 anos de existência, o espaço passou por períodos de glória e decadência.

Com 113.400 m², e mais de 200 anos de existência, o espaço passou por períodos de glória e decadência.

Um dos destaques do parque são as 50 esculturas que estão ali espalhadas. As obras fazem parte do acervo da Pinacoteca, e fazem do parque um verdadeiro museu a céu aberto!

Um dos destaques do parque são as 50 esculturas que estão ali espalhadas. As obras fazem parte do acervo da Pinacoteca, e fazem do parque um verdadeiro museu a céu aberto! Essas esculturas em alumínio são da artista Odete Eid.

As laterais da Pinacoteca também estão repletas de obras de arte. Além dos paineis nas paredes, podemos ver as esculturas "The twinkling forest (Floresta cintilante)", do artista japonês Nobuo Mitsunashi.

As laterais da Pinacoteca também estão repletas de obras de arte. Além dos paineis nas paredes, podemos ver as esculturas “The twinkling forest (Floresta cintilante)”, do artista japonês Nobuo Mitsunashi.

O coreto número 1, que fica próximo ao edifício da Pinacoteca. O parque tem outro coreto maior, na sua parte central.

O coreto número 1, que fica próximo ao edifício da Pinacoteca. O parque tem outro coreto maior, na sua parte central.

A escultura "Giuseppe Garibaldi", de Emilio Gallori, inaugurado em 1910.

A escultura “Giuseppe Garibaldi”, de Emilio Gallori, inaugurada em 1910.

A escultura "Piramidal 34", de Ascânio Maria Martins Monteiro. O Parque da Luz tem belos canteiros e abriga diversas espécies de árvores, como o alecrim-de-campinas, a magnólia-branca e o jenipapo, entre outras.

A escultura “Piramidal 34″, de Ascânio Maria Martins Monteiro. O Parque da Luz tem belos canteiros e abriga diversas espécies de árvores, como o alecrim-de-campinas, a magnólia-branca e o jenipapo, entre outras.

Uma gruta com cascata - eu acho que não é natural!

Uma gruta com cascata. Ao contrário do que parece, ela não é natural – as pedras foram feitas de argamassa. No alto da gruta, há um mirante.

"Teu amor é cachoeira..."

“Teu amor é cachoeira que levou o meu coração…”

Sejam bem vindos à minha sala de jantar! Só não reparem que os assentos são meio duros...

Sejam bem vindos à minha sala de jantar! Só não reparem que os assentos são meio duros…

O parque tem construções curiosas: essa casinha de pedras é uma delas!

O parque tem construções curiosas: essa casinha de pedras com uma árvore no seu interior é bem interessante!

"Encontro e desencontro", de Arcangelo Ianelli.  O parque conta com playground, pista de cooper e aparelhos de ginástica, para quem quiser exercitar o corpo!

“Encontro e desencontro”, escultura em mármore de Arcangelo Ianelli. O parque conta com playground, pista de cooper e aparelhos de ginástica, para quem quiser exercitar o corpo!

A escultura "Figura Heráldica", de Liuba Wolf. Ao fundo, o belo edifício da Pinacoteca, que se integra totalmente à paisagem.

A escultura “Figura Heráldica”, de Liuba Wolf. Ao fundo, o belo edifício da Pinacoteca, que se integra totalmente à paisagem.

É um pássaro? É um avião? Esta é a escultura em bronze "Voo do pássaro", de Liuba Wolf.

É um pássaro? É um avião? Esta é a escultura em bronze “Voo do pássaro”, de Liuba Wolf.

A escultura "Craca", de Nuno Ramos. As esculturas estão expostas ao público desde o ano 2000, e desde 2008, a Pinacoteca também faz visitas guiadas pelas obras, mediante agendamento.

A escultura “Craca”, de Nuno Ramos. As esculturas estão expostas ao público desde o ano 2000, e desde 2008, a Pinacoteca promove visitas guiadas pelas obras, mediante agendamento.

Na alameda central do parque, podemos encontrar obras de arte, como a escultura em aço de Sérvulo Esmeraldo, e o Chafariz dos Delfins.

Na alameda central do parque, podemos encontrar obras de arte, como a escultura em aço de Sérvulo Esmeraldo, e o Chafariz dos Delfins.

O Parque da Luz já foi o local de encontro da elite paulistana, que assistia a concertos e espetáculos circenses e teatrais no local.

O Parque da Luz já foi o local de encontro da elite paulistana, que assistia a concertos e espetáculos circenses e teatrais no local.

A alameda das falsas-figueiras-benjamin, árvores centenárias que estão no local desde os tempos do horto botânico.

A alameda das falsas-figueiras-benjamin, árvores centenárias que estão no local desde os tempos do horto botânico.

Ao fundo, podemos ver a escultura do artista Carlito Carvalhosa.

Ao fundo, podemos ver a escultura do artista Carlito Carvalhosa.

A bela escultura "Portadora de Perfume", de Victor Brecheret. O artista ítalo-brasileiro é responsável por um dos maiores marcos de São Paulo, o majestoso "Monumento às Bandeiras", no Parque do Ibirapuera.

A bela escultura “Portadora de Perfume”, de Victor Brecheret. O artista ítalo-brasileiro é responsável por um dos maiores marcos de São Paulo, o majestoso “Monumento às Bandeiras”, no Parque do Ibirapuera.

Outra escultura que retrata o corpo feminino é "A procura da luz", de Maria Martins.

Outra escultura que retrata o corpo feminino é “A procura da luz”, de Maria Martins.

Outra para o clube feminino: "Luiza", de Sonia Ebling.

Outra para o clube feminino: “Luiza”, de Sonia Ebling.

"As três jovens", de Lasar Segall. O artista tem várias de suas obras expostas no Museu Lasar Segall, na Vila Mariana.

“As três jovens”, de Lasar Segall. O artista tem várias de suas obras expostas no Museu Lasar Segall, na Vila Mariana. 

Uma bela fonte com uma escultura no centro, de autoria desconhecida.

Uma bela fonte com uma escultura no centro, de autoria desconhecida.

O Parque da Luz abriga 67 espécies de pássaros, como o irerê, martim-pescador e até gaviões e carcarás.

O Parque da Luz abriga 67 espécies de pássaros, como o irerê, martim-pescador e até gaviões e carcarás já foram avistados no local.

Por ser uma área verde no meio da cidade, o local é ponto de descanso para aves florestais que passam pelo local, como os tucanos-de-bico-verde e o bem-te-vi-pirata.

Por ser uma área verde no meio da cidade, o local é ponto de descanso para aves florestais que passam pelo local, como os tucanos-de-bico-verde e o bem-te-vi-pirata.

Há também diversos bichos-preguiça que habitam o parque desde o século XIX. Eles são provavelmente herança do primeiro e extinto jardim zoológico de São Paulo.

Há também diversos bichos-preguiça que habitam o parque desde o século XIX. Eles são provavelmente herança do primeiro e extinto jardim zoológico de São Paulo.

A Casa do Administrador, que abriga a administração do parque e exposições temporárias. O casarão centenário de arquitetura inglesa foi restaurado em 2008.

A Casa do Administrador, que abriga a administração do parque e exposições temporárias. O casarão centenário de arquitetura inglesa foi restaurado e reinaugurado em 2008.

No parque há 165 espécies catalogadas de árvores, sendo que 10 delas estão ameaçadas de extinção, como o palmito-juçara, cambuci e cabreúva.

No parque há 165 espécies catalogadas de árvores, sendo que 10 delas estão ameaçadas de extinção, como o palmito-juçara, cambuci e cabreúva.

Um monumento que foi doado pela colônia portuguesa no Brasil na década de 1920.

Um monumento que foi doado pela colônia portuguesa no Brasil na década de 1920.

A escultura "OC", de Caciporé Torres. Não parece um escorpião?

A escultura “OC”, de Caciporé Torres. Não parece um escorpião?

O antigo ponto do bonde, que foi restaurado em 2006. A bela construção do final do século XIX foi construída em arquitetura inglesa, assim como a Estação da Luz.

O Ponto Chic, que foi uma elegante casa de chá no início do século XX. Com 85 m² de área, foi inaugurada em 1901.O belo edifício foi construído em arquitetura inglesa, assim como a Estação da Luz e outras edificações no parque. 

Ao fundo, podemos ver o antigo ponto de bondes do Jardim da Luz. O ponto está ali desde 1872.

Ao fundo, podemos ver o antigo ponto de bondes do Jardim da Luz. O ponto está instalado no local desde 1872.

Ao lado do ponto do bonde, está o antigo coreto, que também foi restaurado. É nesse local que os paulistanos assistiam a espetáculos no início do século XX.

Ao lado do ponto do bonde e da casa de chá, está o antigo coreto, inaugurado em 1902. Foi projetado pelo arquiteto Maxmilian Hehl, que também projetou a Catedral da Sé. Seu desenho tem influências inglesas, e tem 2 pilares de ferro, 32 colunas e 9 abóbadas.

O belo lago em formato de cruz de malta, que apresenta 8 esculturas em cada uma de suas pontas.

O belo lago em formato de cruz de malta, que apresenta 8 esculturas em cada uma de suas pontas.

As belas esculturas representam as quatro estações do ano, e foram implantadas em 1872.

As belas esculturas, que retratam deuses como Baco e Adonis, representam as quatro estações do ano, e foram implantadas em 1872.

O Lago de Diana, que tem um espelho d´água e aquário subterrâneo.

O Lago de Diana, que tem um espelho d´água e aquário subterrâneo. Daqui podemos ter acesso à Ilha dos Amores.

A Ilha dos Amores, com seu espelho d´agua.

A Ilha dos Amores, com seus canteiros e  espelho d´agua.

A entrada do aquário. O estilo paisagístico da atração é europeu, assim como o resto do parque, com argamassa imitando pedras.

A entrada do aquário. O estilo paisagístico da atração é europeu, assim como o resto do parque, com argamassa imitando pedras.

No aquário subterrâneo - olha quem veio posar para o blog!

No aquário subterrâneo – olha quem veio posar para o blog! No parque podemos encontrar diversas espécies de peixes, como tilápias, carpas e acarás.

Querem um cafezinho? Uma mesinha na Ilha dos Amores. Daqui, podemos ter uma vista legal do parque.

Querem um cafezinho? Uma mesinha na Ilha dos Amores. Daqui, podemos ter uma vista legal do parque.

Ao fundo, podemos ver o Coreto, a Casa de Chá e o Ponto de Bondes.

Ao fundo, podemos ver o Coreto, a Casa de Chá e o Ponto de Bondes.

Depois de um longo período de decadência, o Parque da Luz começou a receber diversas obras de revitalização. Com isso, o belo espaço voltou a ser frequentado por turistas e locais, o que é mais do que merecido!

Depois de um longo período de decadência, o Parque da Luz começou a receber diversas obras de revitalização. Com isso, o belo espaço voltou a ser frequentado por turistas e locais, o que é ótimo!

Ainda há muito a ser feito, já que a prometida revitalização da famigerada Cracolândia e toda a região da Luz ainda não saiu do papel. Espero, sinceramente, que este belo pedaço do centro de São Paulo um dia volte a ter o lugar de destaque que merece!

Ainda há muito a ser feito, já que a prometida revitalização da famigerada Cracolândia e toda a região da Luz ainda não saiu do papel. Espero, sinceramente, que este belo pedaço do centro de São Paulo em breve volte a ter o lugar de destaque que merece!

Gostaram? Todas essas atrações estão na Estação da Luz - venha conhecer também! Até o nosso próximo passeio!

Gostaram? Todas essas maravilhosas atrações estão na Estação da Luz – venha conhecer também! Até o nosso próximo passeio!

Veja a localização no mapa:

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12 comments to Estação da Luz/Parque da Luz/Pinacoteca Em Foco

  • Anonymous  says:

    Puxa Mina ! Tão pertinho e eu nunca entrei neste parque ! Vendo suas fotos até deu vontade de conhecer !

    Parabéns pelo blog ! Tô adorando !

    Leila

  • Mina Iodono  says:

    Obrigada, Leila!!! Que bom que vc está curtindo o blog! Vá visitar o parque sim, vale a pena!
    Beijão

  • Ariadne  says:

    Parabéns, Mina! É muito gostoso de ler seu blog! Esse parque é mesmo muito bonito, fui a vários anos atrás…
    Beijos,
    Ariadne

  • Mina Iodono  says:

    Obrigada, querida! Fico muito feliz em saber que vc está curtindo o blog! Beijão

  • Elaine Brajão Antunes  says:

    Nossa, Mina! Eu nem sabia que existia esse parque. É lindo mesmo. Parabéns pelo blog! Beijo!

  • Mina Iodono  says:

    Obrigada, Elaine!!! Pois é, é incrível como a gente não conhece muitas coisas de nossa cidade, né? Eu trabalhava do lado, e nunca tinha ido lá! Beijão

  • celina  says:

    Mina. Estou adorando o seu blog. Isso me faz lembrar os dias em que eu e o meu querido passeávamos no centro da cidade. Faz um tempinho que não andamos por lá……..

    Celina

  • Mina Iodono  says:

    Obrigada, querida! Que bom que vc gostou!!! E espero que vc e seu querido voltem a fazer as caminhadas também, é muito gostoso! Beijão

  • Dina Dourado  says:

    Mina querida…Parabéns pelo Blog!! Fotos Lindas!!
    Eu já passei muitas vezes aí, mas nunca entrei.
    A próxima vez que eu for à São Paulo, vou reservar um tempo só para conhece-lo. Obrigada por nos mostrar as Belezas do Parque…Bjssss

  • Mina Iodono  says:

    Obrigada, Dina! Fico feliz que você esteja gostando do blog e das fotos! Vá visitar o parque, sim – vale a pena! Beijão

  • Yurtdisi Egitim  says:

    há uma versão inglesa deste local?

    • Mina  says:

      Yes, you can use the Google Translator gadget, at the top right side of the post. Sim, o site dispõe do tradutor do Google, no topo do post, do lado direito.

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