Ipiranga Em Foco

O belo jardim une o museu a outros monumentos do parque. O jardim está num terreno em declive, o que dá um destaque ainda maior ao museu.

“Ouviram do Ipiranga as margens plácidas…”. Eu ainda me lembro de como ficava (e ainda fico) fascinada pelas histórias de Dom Pedro I, Dona Leopoldina e a Marquesa de Santos que eu ouvia na escola! Alguém já assistiu o filme “Independência ou Morte”, nas sessões da tarde da vida, com o Tarcísio Meira fazendo o papel do impetuoso Pedro, e a Glória Menezes como a Marquesa de Santos? Essa é uma verdadeira pérola do cinema nacional, e um marco de minha infância! O livro “1822″, de Laurentino Gomes, que relata sobre os bastidores da família real brasileira, foi um dos mais interessantes que já li. E o Parque da Independência é o lugar por excelência para mergulharmos nessa história. Nele se encontra o belíssimo conjunto formado pelo Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga, como é mais conhecido), o Monumento à Independência, a Casa do Grito, bosques e lindos jardins franceses.

 

O imponente museu foi inaugurado em 1895, com o objetivo de dar destaque ao local histórico onde supostamente ocorreu a proclamação da Independência do Brasil. Apesar de sempre ter morado perto do bairro do Ipiranga (que é vizinho de bairros como a Aclimação, Cambuci e Vila Mariana), eu havia ido pouquíssimas vezes ao museu. Fomos visitá-lo há alguns meses, e ver a magnífica construção e a gigantesca pintura “Independência ou Morte” de Pedro Américo, entre outras relíquias, é sempre emocionante! Pouco tempo depois o museu foi fechado para reformas por tempo indeterminado, por falta de manutenção – um grande descaso com esse belíssimo patrimônio histórico!  Felizmente, os belíssimos jardins, que dão ao conjunto aquele ar de Palácio de Versalhes, e todo o resto do parque estão abertos à visitação. Além dos jardins, vale a pena ver o Monumento à Independência, que nada fica devendo a qualquer monumento europeu. O bosque atrás do museu, antigo Horto do Ipiranga, tem uma boa pista de cooper, aparelhos de ginástica e playground. O toque mais melancólico do parque fica por conta do Riacho do Ipiranga, esse grande personagem da história do 7 de setembro. Da glória retratada em nosso Hino Nacional, ele não tem mais nada. Hoje ele é um esgoto a céu aberto, fedido, gritando por ajuda. Como a maioria dos rios e córregos de São Paulo, o riacho que nasce com águas límpidas no Jardim Botânico morre sufocado pela poluição ao passar pela cidade. Em qualquer país de primeiro mundo, os lugares mais legais para passear são as margens dos rios. Aqui em São Paulo eles foram relegados ao esquecimento, e somente são lembrados, injustamente, como grandes vilões quando há enchentes. Até quando isso vai continuar? Ainda há esperanças de salvarmos nossos rios, basta um pouco de boa vontade e colaboração por parte de todos!

 

Mas o Ipiranga não se resume ao Parque da Independência: o bairro está repleto de construções históricas, e é praticamente um museu a céu aberto! A sua história está profundamente ligada aos deslocamentos entre a cidade de São Paulo e o litoral paulista. Aliás, foi num desses deslocamentos que Pedro I supostamente bradou o grito da independência.  Com a construção da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí em 1867, a região do Ipiranga passou a abrigar diversas fábricas devido à sua localização privilegiada, que proporcionava facilidade de transporte tanto para o litoral como para o interior. Um dos principais responsáveis pela industrialização e crescimento do bairro foi a família de imigrantes libaneses Jafet. Em 1890, Benjamin Jafet abriu, juntamente com seus irmãos, a primeira loja da colônia árabe na Rua 25 de Março, a Nami Jafet e Irmãos. Com o dinheiro obtido no comércio, a família abriu uma indústria de tecelagem no Ipiranga, e foram pioneiros ao oferecer diversos direitos e cuidados aos seus empregados, muito antes da criação de leis trabalhistas. A família Jafet também se dedicou à filantropia, doando grandes quantias para a construção de hospitais e instituições diversas, como o Hospital Sírio-Libanês, o Hospital Leão XIII e o Instituto de Física da USP. Outro belo legado dos Jafet são os palacetes dos membros da família: de uma dezena que foram construídos no início do século XX, restam somente alguns deles, a maioria na Rua Bom Pastor. Mas eles dão uma boa ideia de como as famílias mais abastadas do Ipiranga viviam naqueles tempos.

 

Outra personalidade importantíssima na formação do bairro foi o Conde José Vicente de Azevedo, paulista da cidade de Lorena, que chegou à capital em 1875. Com apenas 16 anos de idade e profundamente religioso, ele tinha um sonho: amparar as crianças órfãs e os carentes – uma promessa que ele fez a si mesmo quando tinha 9 anos, ao ver seu pai morrer tragicamente. Para isso, adquiriu largas extensões de terra no Ipiranga e nelas construiu (ou ajudou a construir) diversas instituições que atendiam órfãos, doentes e cegos. O Instituto de Cegos Padre Chico, o Instituto Cristóvão Colombo, o Colégio São Francisco de Xavier, a Clínica Infantil do Ipiranga e o Educandário Sagrada Família são apenas algumas das instituições construídas graças a sua iniciativa e generosidade. A maioria delas, tombadas pelo patrimônio histórico, fica na Avenida Nazaré e redondezas, e continuam operando até hoje. O Ipiranga também abriga uma atração imperdível para a garotada: o Aquário de São Paulo!

 

O Parque da Independência fica no começo da Avenida Nazaré, está aberto das 5:00 às 20:00, e há um estacionamento gratuito com 150 vagas para os frequentadores. A maioria das atrações do Ipiranga estão ao longo da Avenida Nazaré e suas redondezas, e são bem servidas pelo transporte público. A estação de metrô Alto do Ipiranga (linha verde) e várias linhas de ônibus servem o bairro. Não deixe de visitar esse charmoso bairro histórico, recheado de verdadeiros tesouros!

Nosso passeio começa na Avenida Dom Pedro I, importante via do trânsito da cidade, que liga a Avenida do Estado, na Moóca, ao Ipiranga.

Nosso passeio começa na Avenida Dom Pedro I, belo boulevard e importante via do trânsito da cidade, que foi inaugurada no final do século XIX.

Aqui a Rua Independência se encontra com a Avenida Dom Pedro I. A via liga os bairros do Cambuci e Ipiranga.

Aqui a Rua Independência se encontra com a Avenida Dom Pedro I. A via liga os bairros do Cambuci e Ipiranga.

Naquela direção, chegaremos à Avenida do Estado, uma das mais importantes artérias de São Paulo, que liga a Marginal do Rio Tietê ao centro da cidade.

Indo naquela direção, chegaremos à Avenida do Estado, uma das mais importantes artérias de São Paulo, que passa por diversos bairros paulistanos, como o centro da cidade, Moóca e Vila Prudente.

A avenida Dom Pedro I foi inaugurada no final do século XIX, com o propósito de se trazer a mesma ocupação e  glamour da Avenida Paulista, que estava sendo ocupada por industriais e barões de café.

A avenida Dom Pedro I foi inaugurada no final do século XIX, com o propósito de trazer para o bairro o mesmo requinte da Avenida Paulista, que estava sendo ocupada por industriais e barões de café. Aqui estão algumas casas remanescentes daquela época.

A Avenida Dom Pedro I termina bem em frente ao Parque da Independência. Daqui podemos ter uma bela vista do Monumento à Independência.

A Avenida Dom Pedro I termina bem em frente ao Parque da Independência. Daqui podemos ter uma bela vista do Parque da Independência e seu monumento.

Nosso passeio começa no encontro das avenidas Nazaré, à esquerda, e Ricardo Jafet. A Avenida Ricardo Jafet liga o Ipiranga à zona sul de São Paulo, e dá início à Rodovia dos Imigrantes, que liga São Paulo à Baixada Santista.

Neste ponto se iniciam a Avenida Nazaré e a Avenida Ricardo Jafet. A Ricardo Jafet liga o Ipiranga a outros bairros da zona sul como a Água Funda, que abriga cartões postais como o Jardim Botânico e o Zoológico.

A Avenida Jafet liga o Ipiranga a outros bairros da zona sul, e cartões postais como o Jardim Botânico e o Zoológico. A Ricardo Jafet dá início à Rodovia dos Imigrantes, que liga São Paulo à Baixada Santista.

No final da Ricardo Jafet se inicia a Rodovia dos Imigrantes, que liga São Paulo às cidades do ABC e Litoral Sul, como Santos, Praia Grande e Guarujá.

A Avenida Nazaré, uma das principais vias do bairro, que liga o Ipiranga a outros bairros da zona sul, como o Sacomã e Heliópolis, que abriga uma das maiores favelas de São Paulo.

A Avenida Nazaré, uma das principais vias do bairro, que liga o Ipiranga a outros bairros da zona sul, como o Sacomã e Heliópolis, que abriga uma das maiores favelas de São Paulo.

Seguindo pela Avenida Nazaré podemos também acessar a Rodovia Anchieta, que liga São Paulo às cidades do ABC e o litoral sul.

Seguindo pela Avenida Nazaré podemos também acessar a Rodovia Anchieta, que liga São Paulo às cidades do ABC e o litoral sul.

No início da Avenida Nazaré fica o Parque da Independência, um verdadeiro patrimônio histórico de São Paulo.

No início da Avenida Nazaré fica o Parque da Independência, um verdadeiro patrimônio histórico de São Paulo.

No Parque da Independência está o imponente Museu Paulista, ou Museu do Ipiranga, projetado por Tommaso Gaudencio Bezzi, e inaugurado em 1895.

No Parque da Independência está o imponente Museu Paulista, ou Museu do Ipiranga, projetado por Tommaso Gaudencio Bezzi, e inaugurado em 1895. 

A construção majestosa tem 123 m de comprimento e 16 m de profundidade, e sua arquitetura foi inspirada nos palácios renascentistas europeus.

A construção majestosa tem 123 m de comprimento e 16 m de profundidade, e sua arquitetura foi inspirada nos palácios renascentistas europeus.

O acervo do museu é composto de mais de 125.000 itens, entre quadros, jóias, móveis, documentos e utensílios bandeirantes e indígenas. Uma das peças mais famosas é o quadro "Independência ou morte", de Pedro Américo, que foi finalizado em 1888, em Florença, Itália.

O acervo do museu é composto de mais de 125.000 itens, entre quadros, jóias, móveis, documentos e utensílios bandeirantes e indígenas. Uma das peças mais famosas é o quadro “Independência ou morte”, de Pedro Américo, que foi finalizado em 1888, em Florença, Itália.

Outro ponto de destaque no museu é sua bela escadaria, que representa o Rio Tietê,  ponto de partida das incursões bandeirantes pelo interior. No seu corrimão há esferas com as águas de vários rios brasileiros desbravados pelos bandeirantes entre os séculos XVI e XVIII, como os rios Paraná, Paranapanema, Uruguai e Amazonas.

Outro ponto de destaque no museu é sua bela escadaria, que representa o Rio Tietê, ponto de partida das incursões bandeirantes pelo interior do país. No seu corrimão há esferas com as águas de vários rios brasileiros desbravados pelos bandeirantes entre os séculos XVI e XVIII, como os rios Paraná, Paranapanema, Uruguai e Amazonas.

A construção do belo museu levou 10 anos, e foram utilizados tijolos cerâmicos, uma novidade na época, já que a técnica de taipa de pilão era a mais utilizada.

A construção do belo museu levou 10 anos, e foram utilizados tijolos cerâmicos, uma novidade na época, já que a técnica de taipa de pilão era a mais utilizada até então.

Infelizmente, o museu está fechado para reformas, por tempo indeterminado. A falta de cuidado e manutenção comprometia a segurança dos visitantes, e problemas com infiltração são visíveis. Uma vergonha que nosso patrimônio histórico seja tratado com tanto descaso!

Infelizmente, o museu está fechado para reformas por tempo indeterminado. A falta de cuidado e manutenção comprometia a segurança dos visitantes, e problemas com trincas e infiltração são visíveis. Uma vergonha que um patrimônio histórico de tamanha importância seja tratado com tanto descaso!

Os belíssimos jardins que ficam em frente ao museu. O paisagista belga Arsenio Puttemans executou os jardins em 1909.

Os belíssimos jardins que ficam em frente ao museu, projetados pelo paisagista belga Arsenio Puttemans em 1909.

Na década de 1920, o desenho dos jardins foi substituído por um projeto executado pelo paisagista alemão Reinaldo Dierberger. Os jardins atuais mantem esse desenho na sua maior parte.

Na década de 1920, o seu desenho foi substituído por um projeto executado pelo paisagista alemão Reinaldo Dierberger. Os jardins atuais mantem esse formato na sua maior parte.

O jardim tem inspiração francesa, como os do Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris.

O jardim tem inspiração francesa, como os do Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris.

No jardim há belos canteiros de rosas, azaléia, buxo, além de palmeiras e pinheiros.

Há belos canteiros de rosas, azaléias, buxo, além de palmeiras e pinheiros.

O belo jardim une o museu a outros monumentos do parque. O jardim está num terreno em declive, o que dá um destaque ainda maior ao museu.

O belo jardim une o museu a outros monumentos do parque. Ele se encontra num terreno em declive, o que dá um destaque ainda maior ao museu.

A parte de trás do museu, com seus belos detalhes.

A parte de trás do museu, com seus belos detalhes.

Atrás do museu está o bosque, onde funcionava o Horto do Ipiranga, utilizado em pesquisas de botânica.

O bosque atrás do museu, onde funcionava o antigo Horto do Ipiranga, que era utilizado em pesquisas de botânica. Esse departamento deu origem ao Instituto de Botânica, que faz parte do complexo do Jardim Botânico de São Paulo.

No bosque podemos encontrar espécies como araribá-rosa, cedro, canela, jatobá entre outros.

No bosque podemos encontrar espécies como araribá-rosa, cedro, canela, jatobá entre outros.

No bosque há uma boa pista de cooper de pedriscos, de 1000 m de extensão.

O parque dispõe da pista de cooper Vinício Stancati, uma boa trilha de terra batida e pedriscos, de 1000 m de extensão.

Um belo detalhe na calçada, com desenhos de dragões!

Um belo detalhe na calçada em frente ao museu, com desenhos de dragões! 

Há um bosque também nas laterais do museu, com espécies como jacarandá-mimoso, araribá rosa e sibipiruna, entre outros. No total, foram registradas 186 espécies, das quais 8 estão ameaçadas de extinção, como a grumixama e o palmito-juçara.

Há um bosque também nas laterais do museu, com espécies como jacarandá-mimoso, araribá rosa e sibipiruna, entre outros. No total, foram registradas 186 espécies, das quais 8 estão ameaçadas de extinção, como a grumixama e o palmito-juçara.

A Casa do Grito, construção de pau-a-pique que supostamente fez parte da cena da proclamação da independência, em 1822. Porém, a casa foi provavelmente construída em 1884.

A Casa do Grito, construção de pau-a-pique que supostamente fez parte da cena da proclamação da independência, em 1822. Porém, registros revelam que a casa foi provavelmente construída somente em 1884. Hoje, ela faz parte do acervo do Museu da Cidade de São Paulo, e abriga exposições temporárias. 

O belíssimo Monumento à Independência do Brasil, executados pelos italianos Ettore Ximenes e Manfredo Manfredi, e inaugurado em 1922.

O belíssimo Monumento à Independência do Brasil, executados pelos italianos Ettore Ximenes e Manfredo Manfredi, e inaugurado em 1922, inacabado, em comemoração ao centenário do evento histórico. A obra recebeu várias modificações e foi terminado 4 anos depois.

O imponente monumento em granito e bronze retrata em suas estátuas e baixos relevos diversos episódios relacionados à independência do Brasil, como a Revolução Pernambucana de 1817, e a Inconfidência Mineira de 1789. São também retratados os principais articuladores do movimento, como José Bonifácio de Andrada e Silva, Hipolito da Costa, Diogo Antonio Feijó e Joaquim Gonçalves Ledo.

O imponente monumento em granito e bronze retrata em suas estátuas e baixos relevos diversos episódios relacionados à independência do Brasil, como a Revolução Pernambucana de 1817, e a Inconfidência Mineira de 1789. São também retratados os principais articuladores do movimento, como José Bonifácio de Andrada e Silva, Hipólito da Costa, Diogo Antonio Feijó e Joaquim Gonçalves Ledo.

O monumento também abriga a Cripta Imperial, construída em 1952, onde estão os restos mortais de Dom Pedro I e suas esposas, Dona Leopoldina e Dona Amélia. No ano 2000 foi criado um novo espaço, onde os visitantes podem acessar o interior do monumento, e visitar a cripta.

O monumento também abriga a Cripta Imperial, construída em 1952, onde estão os restos mortais de Dom Pedro I e suas esposas, Dona Leopoldina e Dona Amélia. No ano 2000 foi criado um novo espaço, onde os visitantes podem acessar o interior do monumento, e visitar a cripta.

O Riacho do Ipiranga, em cujas margens Pedro I teria dado o grito de independência. Apesar de sua importância na história brasileira, o riacho, assim como a maioria dos rios de São Paulo, sofre com   a intensa poluição em seus 9 km de extensão. Ele nasce com águas límpidas no Jardim Botânico, e deságua no igualmente poluído Rio Tamanduateí. Uma pena!

O Riacho do Ipiranga, em cujas margens Pedro I teria dado o grito de independência. Apesar de sua importância na história brasileira, o riacho, assim como a maioria dos rios de São Paulo, sofre com a intensa poluição em seus 9 km de extensão. Ele nasce com águas límpidas no Jardim Botânico, e deságua no igualmente poluído Rio Tamanduateí. Uma pena!

DSC05847

Na esquina das ruas Bom Pastor e Patriotas, encontramos o belíssimo Palácio dos Cedros, antiga residência de Basílio e Adma Jafet, e que hoje abriga um espaço para eventos. Imigrantes libaneses, os Jafet abriram a primeira loja da colônia árabe na Rua 25 de Março em 1890, e foram um dos principais responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento do bairro do Ipiranga.

Em 1906, a família Jafet adquiriu uma grande extensão de terras no Ipiranga, onde construíram a S.A. Fiação, Tecelagem e Estamparia Ypiranga Jafet. A fábrica confeccionava 5 milhões de metros de tecido, e foram construídas 320 residências para as famílias de seus empregados. Os irmãos Nami, Benjamin e Basílio Jafet, os diretores-fundadores da fábrica e da loja da Rua 25 de Março eram tão queridos pelos seus empregados, que na ocasião de sua morte (em 1923, 1940 e 1947, respectivamente), milhares de funcionários se revezaram para carregar seus caixões até o Cemitério da Consolação.

Em 1906, a família Jafet adquiriu uma grande extensão de terras no Ipiranga, onde construíram a S.A. Fiação, Tecelagem e Estamparia Ypiranga Jafet. A fábrica chegou a empregar 4.500 funcionários, e confeccionar 5 milhões de metros de tecido. Ao redor da fábrica, foram construídas 320 residências para as famílias de seus empregados.

Os irmãos Nami, Benjamin e Basílio Jafet, os diretores-fundadores da fábrica e da loja da Rua 25 de Março eram tão queridos pelos seus empregados, que na ocasião de sua morte (em 1923, 1940 e 1947, respectivamente), milhares de funcionários se revezaram para carregar seus caixões até o Cemitério da Consolação.

A bela entrada do palacete de Violeta e Chedid Jafet. Os irmãos Nami, Benjamin e Basílio Jafet, diretores-fundadores da fábrica e da loja da Rua 25 de Março, eram tão queridos pelos seus empregados, que na ocasião de seus velórios (em 1923, 1940 e 1947, respectivamente), milhares de funcionários se revezaram para carregar seus caixões no cortejo até o Cemitério da Consolação.

A família Jafet também se dedicava à filantropia, e doou grandes quantias para a construção do Hospital Sírio-Lianês. Eles também doaram dois pavilhões no Instituto de Física da USP.

O palacete que pertenceu a Ângela e Eduardo Jafet. A família também se dedicava à filantropia, e doou grandes quantias para a construção de diversas instituições, como o Hospital Sírio-Libanês, e dois pavilhões no Instituto de Física da USP.

O Palacete Rosa, que também pertenceu à família Jafet foi adquirido e restaurado pelo psicólogo e medium Luiz Gasparetto, filho da escritora Zibia Gasparetto. Construído em 1927, é um belo exemplo de como o antigo pode conviver com a modernidade.

O Palacete Rosa, construído em 1927, que pertenceu à Munira e David Jafet. Foi adquirido e restaurado minuciosamente pelo psicólogo e médium Luiz Gasparetto, filho da escritora espírita Zibia Gasparetto. É um belo exemplo de como o antigo pode conviver tranquilamente com a modernidade.

Na Rua Costa Aguiar encontramos outro belo palacete que pertenceu à família Jafet. Das dezenas de casas que a família possuía no bairro, todas feitas com materiais importados,  restam somente 4.

O palacete de Chucri Assad, cunhado de Benjamin Jafet, na Rua Costa Aguiar. Dos 22 casarões que a família construiu no bairro, todos feitos com materiais importados, restam somente 6. Membros da família são homenageados na Rua Cavaleiro Basílio Jafet, travessa da Rua 25 de Março, e na Avenida Ricardo Jafet. Filho de Nami Jafet, Ricardo foi banqueiro e presidente do Banco do Brasil de 1951 a 1953.

Voltamos à Avenida Nazaré, uma das principais vias do bairro. Nela podemos encontrar diversas construções históricas.

E agora voltamos à Avenida Nazaré. O nome da via foi escolhido pelo Conde José Vicente de Azevedo, filantropo que doou terras e grande quantias em dinheiro para a construção de diversas instituições de caridade no Ipiranga, muitas delas na própria avenida. Homem muito religioso, ele batizou a avenida com o nome da cidade onde nasceu Jesus Cristo.

O Museu de Zoologia, administrado pela USP. O museu começou a ser formado na década de 1890, quando o Conselheiro Francisco Mayrink doou uma coleção de história natural. Durante um período, estava localizado dentro do Museu Paulista, mas com a construção do novo prédio em 1941, o acervo foi transferido.

O Museu de Zoologia, administrado pela USP. O seu acervo começou a ser formado na década de 1890, quando o Conselheiro Francisco Mayrink doou uma vasta coleção de história natural. Durante um período, a instituição funcionou dentro do Museu Paulista, até ser transferido para o atual prédio, em 1941.

O acervo reúne animais empalhados e cópias de ossadas pré-históricas. O museu tem ainda uma biblioteca com mais de 70.000 títulos, e lá são ministrados cursos de pós-graduação. Encontra-se fechado para reformas. Há planos de se transferir o museu para a Cidade Universitária futuramente.

O acervo reúne dezenas de animais empalhados e cópias de ossadas pré-históricas. O museu tem ainda uma biblioteca com mais de 70.000 títulos, e lá são ministrados cursos de pós-graduação. Encontra-se fechado para reformas por tempo indeterminado.

Do outro lado da rua está o belo

Do outro lado da rua está o belo Educandário Sagrada Família, construído em 1895, com projeto arquitetônico doado por Ramos de Azevedo.  Esta é apenas uma das instituições construídas com a ajuda do Conde José Vicente de Azevedo, que tinha o sonho de amparar crianças carentes e necessitados.  

O Conde José Vicente de Azevedo adquiriu grandes extensões de terra no Ipiranga para construir suas instituições de caridade, que também contribuíram  para o desenvolvimento do bairro.

A Capela Sagrada Família e Santa Paulina. O Conde José Vicente de Azevedo adquiriu grandes extensões de terra no Ipiranga nos últimos anos do império, com o objetivo de construir suas instituições de caridade. Isso também contribuiu enormemente para o desenvolvimento do bairro. 

Voltamos à Avenida Nazaré, uma das principais artérias do bairro. O nome da via foi escolhido pelo Conde José Vicente de Azevedo, filantropo que doou terras e grande quantias para a construção de diversas instituições de caridade no Ipiranga, na sua grande maioria na avenida que ele ajudou a desenvolver. Homem muito religioso, ele batizou a avenida com o nome da cidade onde nasceu Jesus Cristo.

O conjunto é formado por 3 edifícios: a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, a capela e este é o educandário, que oferece cursos e oficinas à população carente.

A capela do Educandário Sagrada Família. Ali está sepultado o corpo de Madre Paulina, canonizada em 2002 pelo Papa João Paulo II. A religiosa trabalhou no local até sua morte, dando amparo e educação a crianças órfãs e ex-escravos. É a primeira santa brasileira, apesar de ser estrangeira.

O interior da Capela Sagrada Família. Ali está sepultado o corpo de Santa Paulina, canonizada em 2002 pelo Papa João Paulo II.

Um altar em homenagem à Santa Paulina, que dedicou sua vida às causas sociais.

Um altar em homenagem à Santa Paulina, que dedicou a vida às causas sociais. A religiosa trabalhou no local até sua morte, dando amparo e educação a crianças órfãs e ex-escravos velhos e doentes. É a primeira santa brasileira, apesar de ter nascido na Itália.

O conjunto é formado pela Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, a capela e uma escola. A capela pode ser visitada de terça a domingo, das 9:00 às 19:00.

Ali também se localiza o Memorial Santa Paulina, onde podemos conhecer um pouco mais sobre a vida e o trabalho assistencial da religiosa.  O memorial e a capela podem ser visitados de terça a domingo, das 9:00 às 19:00.

Na Rua Moreira e Costa está o Colégio São Francisco Xavier, construído em 1925 (outra instituição construída com a colaboração do Conde José Vicente de Azevedo). A escola dirigida por jesuítas, foi responsável pela evangelização de imigrantes japoneses.

Na Rua Moreira e Costa está o Colégio São Francisco Xavier, construído em 1931 (outra instituição construída graças à colaboração do Conde José Vicente de Azevedo). A escola, fundada pelo jesuíta italiano Guido del Toro em 1928, foi responsável pela evangelização de imigrantes japoneses, e se localizava originalmente no bairro da Liberdade. 

Ainda na Rua Moreira e Costa, encontramos o Bar do Nico, a primeira choperia do bairro, inaugurado em 2000. É um dos bares mais frequentados da região.

O Ipiranga também dispõe de bons bares e restaurantes. Na Rua Moreira e Costa, encontramos o Bar do Nico, a primeira choperia do bairro, inaugurado em 2000. É um dos bares mais frequentados da região.

Voltamos à Avenida Nazaré, onde encontramos o Instituto Maria Imaculada, que hoje abriga o Colégio Maria Imaculada Dr. Piero Roversi. Construída na década de 1930, é outra instituição construída graças à iniciativa do Conde José Vicente de Azevedo.

Na esquina da Avenida Nazaré com a Rua Dom Luis Lasanha, encontramos o Instituto Maria Imaculada, que hoje abriga o Colégio Maria Imaculada Dr. Piero Roversi. Construída na década de 1930, é outra instituição construída graças à iniciativa do Conde José Vicente de Azevedo.

A igreja do Colégio Maria Imaculada tem um belo painel de cerâmica, com a imagem de Maria Imaculada.

A igreja do colégio tem um belo painel de pintura em cerâmica, com a imagem de Maria Imaculada.

Do outro lado da rua está a belíssima construção projetada por Ramos de Azevedo, que abrigou o antigo Juvenato Santíssimo Sacramento, inaugurado na década de 1930 para a educação de jovens.

Do outro lado da rua está a belíssima construção projetada por Ramos de Azevedo em 1929, que abrigou o antigo Juvenato Santíssimo Sacramento, para a educação de jovens. Esta foi outra instituição construída com doações do Conde José Vicente de Azevedo. Hoje abriga uma unidade da UNESP.

Ainda na Rua Dom Luis fica o antigo Internato Nossa Senhora Auxiliadora, projetado por Ramos de Azevedo em 1896. Esta é outra instituição construída graças à generosidade do Conde José Vicente de Azevedo.

Ainda na Rua Dom Luis Lasanha fica o antigo Internato Nossa Senhora Auxiliadora, projetado por Ramos de Azevedo em 1896. Esta é outra instituição construída graças à generosidade do Conde José Vicente de Azevedo.

O belíssimo portão de ferro é um dos destaques desta bela construção.

Querem entrar? O belíssimo portão de ferro ornamentado e os jardins são os destaques desta bela construção.

O busto do Conde José Vicente de Azevedo, responsável pela construção do internato, assim como de dezenas de instituições no bairro.

O busto em homenagem ao Conde José Vicente de Azevedo, responsável pela construção do internato, assim como de dezenas de instituições no bairro.

Hoje, o edifício abriga o praticamente desconhecido Museu Vicente de Azevedo, que tem em seu acervo itens como fotos, pinturas e documentos do Conde José Vicente de Azevedo, cujas doações e benfeitorias foram fundamentais para o desenvolvimento do Ipiranga. Está aberto de segunda à sexta, com entrada gratuita.

Hoje, o edifício abriga o interessante, mas praticamente desconhecido, Museu Vicente de Azevedo, que tem em seu acervo itens como fotos, pinturas e documentos do Conde José Vicente de Azevedo e família, cujas doações e benfeitorias foram fundamentais para o desenvolvimento do Ipiranga. Está aberto de segunda à sexta, com entrada gratuita.

Na esquina das ruas Dom Luis Lasanha com a Clóvis Bueno está o antigo Noviciado Nossa Senhora das Graças Irmãs Salesianas. A bela construção  foi projetada pelo engenheiro e padre salesiano Domingos Despiano em 1924.

Na esquina das ruas Dom Luis Lasanha com a Clóvis Bueno está o antigo Noviciado Nossa Senhora das Graças Irmãs Salesianas. A bela construção foi projetada pelo engenheiro e padre salesiano Domingos Despiano em 1924.

Esta é mais uma das instituições construídas com as doações do Conde José Vicente de Azevedo. Suas obras já foram chamadas de Os 12 Tabernáculos do Ipiranga, já que foram erguidas para a maior glória de Deus.

Esta é mais uma das instituições construídas com as doações do Conde José Vicente de Azevedo. Suas obras são chamadas de “Os 12 Tabernáculos do Ipiranga”, já que foram erguidas para a maior glória de Deus.

Na esquina da Avenida Nazaré com a Rua Moreira de Godói está o antigo Grupo Escolar São José. A bela construção projetada por Ramos de Azevedo em 1891. O projeto original não previa grades, para que as crianças pudessem correr para a rua após as aulas.

Na esquina da Avenida Nazaré com a Rua Moreira de Godói está o antigo Grupo Escolar São José. A bela construção, projetada por Ramos de Azevedo em 1891, não tinha grades originalmente, para que as crianças pudessem correr para a rua após as aulas. Esta instituição também foi criada com as doações do Conde José Vicente de Azevedo.

Na Rua Moreira de Godoi fica o Instituto de Cegos Padre Chico, inaugurada em 1928,  outra instituição construída com as doações do Conde José Vicente de Azevedo.

Na Rua Moreira de Godói fica o Instituto de Cegos Padre Chico, inaugurado em 1928, outra instituição construída graças às doações do Conde José Vicente de Azevedo. O instituto, que funciona até hoje, oferece ensino fundamental gratuito a crianças cegas e de baixa visão.

O Conde José Vicente de Azevedo doou o terreno para sua construção, com a condição de que o nome da instituição fosse uma homenagem ao Monsenhor Francisco de Paula Rodrigues, o Padre Chico, clérigo muito querido pela população.

O Conde José Vicente de Azevedo doou o terreno para sua construção, com a condição de que o nome da instituição fosse uma homenagem ao Monsenhor Francisco de Paula Rodrigues, o Padre Chico, clérigo muito querido pela população.

A parte externa do instituto é decorada com belos painéis de azulejos pintados.

A parte externa do instituto é decorada com belos painéis de azulejos pintados.

Outro belo painel no muro do Instituto Padre Chico.

Outro belo painel no muro do Instituto Padre Chico.

Dentro do terreno do Instituto Padre Chico se encontra a Igreja de Santana, inaugurada em 1929, e que abriga os restos mortais do Padre Chico.

Dentro do terreno do Instituto Padre Chico se encontra a Igreja de Santana, inaugurada em 1929, e que abriga os restos mortais do Padre Chico.

O antigo Seminário Nossa Senhora da Glória, que hoje abriga uma escola estadual. O colégio, fundado em 1825, é uma das instituições mais bem colocadas no ranking das melhores escolas de ensino básico do estado.

Em frente ao Instituto Padre Chico está o antigo Seminário Nossa Senhora da Glória, que hoje abriga uma escola estadual. O seminário, fundado em 1825, foi dirigido pelas irmãs da Congregação São José do Chambéry até 1976. Hoje, é uma das instituições mais bem colocadas no ranking das melhores escolas de ensino básico do estado.

Um painel no muro do Instituto de Cegos Padre Chico, retratando a Santa Luisa de Marillac, a padroeira das obras sociais.

Uma pintura no portão do Instituto de Cegos Padre Chico, retratando a Santa Luisa de Marillac, a padroeira das obras sociais. Não é uma graça? A direção do instituto foi entregue às filhas de caridade  de São Vicente de Paula desde sua fundação.

Na Avenida Nazaré, ao lado do Instituto Padre Chico, fica o antigo Seminário Central da Imaculada Conceição e Universidade Católica, também conhecido como o Seminário Central do Ipiranga. A construção de 1934 foi projetada por Alexandre Albuquerque. O terreno  de mais de 32.000 m² foi doado pelo Conde José Vicente de Azevedo.

Na Avenida Nazaré, ao lado do Instituto Padre Chico, fica o antigo Seminário Central da Imaculada Conceição e Universidade Católica, também conhecido como o Seminário Central do Ipiranga. A construção de 1934 foi projetada por Alexandre Albuquerque. O terreno de mais de 32.000 m² foi doado pelo Conde José Vicente de Azevedo.

Ali está a Paróquia Imaculada Conceição, com suas belas colunas e rosácea.

A Paróquia Imaculada Conceição, com suas belas colunas e rosácea. Em 1949, o local passou a abrigar a Faculdade de Teologia, e eram tantos os seminaristas, que a capela teve de ser ampliada em 1956.

O Arquivo Metropolitano de São Paulo, ligado à Arquidiocese de São Paulo, também fica no local. O acervo inclui itens do século XVII, além de fotos, documentos, cartas e partituras musicais antigas.

O Arquivo Metropolitano de São Paulo, ligado à Arquidiocese de São Paulo, também fica no local. O acervo inclui itens do século XVII, além de fotos, documentos, cartas e partituras musicais antigas.

Antes do período republicano as igrejas faziam o papel de cartórios, e por isso a maioria dos registros civis da época estão guardados no local. O espaço hoje abriga uma unidade da Pontifícia Universidade Católica, a PUC.

Antes do período republicano as igrejas faziam o papel dos cartórios, e por isso a maioria dos registros civis da época estão guardados no local. O espaço hoje abriga o campus Ipiranga da Pontifícia Universidade Católica, a PUC.

O Seminário tem belos jardins, que são um convite à reflexão e contemplação.

O Seminário tem belos jardins, repletos de obras de arte, que são um convite à reflexão e contemplação.

O busto do Monsenhor Francisco de Paula Rodrigues, o Padre Chico, que se formou no Seminário.

O busto em homenagem ao Monsenhor Francisco de Paula Rodrigues, o Padre Chico, que se formou no Seminário.

A antiga Clínica Infantil do Ipiranga, que hoje abriga o Hospital Dom Antonio de Alvarenga. A bela construção de 1931 foi outra doação do Conde José Vicente de Azevedo.

A antiga Clínica Infantil do Ipiranga e Hospital Dom Antonio de Alvarenga, na Avenida Nazaré. A bela construção de 1931 foi outra doação do Conde José Vicente de Azevedo, e se tornou referência na pediatria na segunda metade do século XX.

Na construção se encontram jóias, como vitrais executados pela Casa Conrado (responsável pelos vitrais de marcos como o Mercado Municipal, Teatro Municipal e Casa das Rosas), e os azulejos decorados de Antonio Paim Vieira, responsável pelos azulejos da Paróquia Nossa Senhora do Brasil.

Na construção se encontram jóias, como vitrais executados pela Casa Conrado (responsável pelos vitrais de marcos como o Mercado Municipal, Teatro Municipal e Casa das Rosas), e os azulejos decorados de Antonio Paim Vieira, responsável pelos azulejos da Paróquia Nossa Senhora do Brasil.

Na Rua Huet Bacelar fica uma atração imperdível para a garotada: o Aquário de São Paulo, o maior do gênero na América Latina.

Na Rua Huet Bacelar fica uma atração imperdível para a garotada: o Aquário de São Paulo, o maior do gênero na América Latina.

Inaugurado em 2006 num espaço de 9.000 m², seus aquários contem 2 milhões de litros de água. Há diversos ambientes, onde os visitantes podem ver, além de peixes, mamíferos como o peixe-boi e morcegos de Madagascar.

Inaugurado em 2006 num espaço de 9.000 m², seus aquários contem 2 milhões de litros de água. Há diversos ambientes, onde os visitantes podem ver peixes, répteis como os jacarés albinos,  e diversos mamíferos como o peixe-boi Tapajós e morcegos gigantes de Madagascar.

Na Rua Dr. Mário Vicente fica um tesouro meio escondido: o Instituto Cristóvão Colombo.

Na esquina das ruas Huet Bacelar e Dr. Mário Vicente fica um tesouro meio escondido: o Instituto Cristóvão Colombo. Não se deixe enganar pelo portal simples e desbotado: entre e caminhe (ou dirija) pela viela, que irá revelar casinhas e travessas ao longo do caminho.

Chegamos à praça central, onde fica o Instituto Cristóvão Colombo. Inaugurado em 1895 como o Liceu de Artes e Ofícios São José, foi também uma doação do Conde José Vicente de Azevedo, que doou o terreno de 9.300 m² para que o Padre José Marchetti construísse um orfanato.

Chegamos à praça central, onde fica o Instituto Cristóvão Colombo. Inaugurado em 1895 como o Liceu de Artes e Ofícios São José, foi outra doação do Conde José Vicente de Azevedo, que cedeu o terreno de 9.300 m² para que o Padre José Marchetti construísse o orfanato.

Chegamos à praça central, onde fica o Instituto Cristóvão Colombo. Inaugurado em 1895 como o Liceu de Artes e Ofícios São José, foi também uma doação do Conde José Vicente de Azevedo, que doou o terreno de 9.300 m² para que o Padre José Marchetti construísse um orfanato.

Na década de 1960, o instituto recebeu um anexo de linhas retas e azulejos coloridos, que faz uma mistura interessante com a igreja de linhas em estilo art-déco e neoclássico. A instituição, que continua em operação até hoje, atendia somente meninos no início. Lá estudaram filhos de imigrantes italianos e filhos de migrantes, que mais tarde se tornaram médicos, advogados e comerciantes.

Em frente ao instituto há um pequeno jardim, com os bustos do Padre Marchetti, fundador do instituto, e conhecido como o pai dos órfãos, e do Beato João Batista Scalabrini, o pai dos migrantes.

Em frente ao instituto há um pequeno jardim, com os bustos do Padre Marchetti, fundador do instituto, e conhecido como o pai dos órfãos, e do Beato João Batista Scalabrini, o pai dos migrantes.

O instituto já atendeu mais de 16.000 crianças nesses mais de 100 anos de funcionamento. Atualmente, atende mais de 200 crianças.

O interior da igreja. O instituto já atendeu mais de 16.000 crianças nesses mais de 100 anos de funcionamento. Atualmente, atende mais de 200 crianças.

Um detalhe no piso da igreja, que significa Humildade, em Latim.

Um detalhe no piso da igreja, que significa Humildade, em Latim.

Um painel com o Padre Marchetti, o pai dos órfãos. Ele morreu aos 27 anos, de febre tifóide, mas seu legado permanece até hoje, e há um processo de sua beatificação no Vaticano.

Um painel com o Padre Marchetti, o pai dos órfãos. Ele morreu aos 27 anos, de febre tifóide, mas seu legado permanece até hoje, e há um processo para sua beatificação no Vaticano.

Em frente ao Instituto Cristóvão Colombo fica o Seminário João XXIII, que abriga a ordem dos padres carlitas.

Em frente ao Instituto Cristóvão Colombo fica o Seminário João XXIII, que abriga a ordem dos padres carlitas. É outro fruto das doações do Conde José Vicente de Azevedo.

Não foi só no Ipiranga que podemos encontrar instituições originadas da iniciativa do Conde José Vicente de Azevedo. O Cemitério do Santíssimo Sacramento, na Avenida Dr. Arnaldo, é um exemplo.

Não é só no Ipiranga que podemos encontrar instituições originadas pela iniciativa do Conde José Vicente de Azevedo. O Cemitério do Santíssimo Sacramento, na Avenida Dr. Arnaldo, é um exemplo.

Em reconhecimento ao seu trabalho junto à caridade, o Conde José Vicente de Azevedo foi condecorado com o título de Conde Romano pelo Papa Pio XI, em 1935.  José Vicente de Azevedo faleceu em 1944, deixando um enorme legado para o bairro do Ipiranga.

Em reconhecimento ao seu trabalho junto à caridade, o Conde José Vicente de Azevedo foi condecorado com o título de Conde Romano pelo Papa Pio XI, em 1935. José Vicente de Azevedo faleceu em 1944, deixando um enorme legado para o bairro do Ipiranga.

Gostaram? Esses são apenas algumas atrações do belo bairro do Ipiranga. Com a vista do magnífico Museu do Ipiranga, fechamos o post de hoje. Até o próximo passeio!

Gostaram? Esses são apenas algumas atrações do belo bairro do Ipiranga. Com a vista do magnífico Museu do Ipiranga, fechamos o post de hoje. Até o próximo passeio!

Veja a localização do mapa:

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

17 comments to Ipiranga Em Foco

  • Anonymous  says:

    Mina, eu morei na Av. Dom Pedro I, mais conhecida como a avenida do Museu, e da minha sacada tinha uma vista linda do Museu iluminado. Eu adoro esse lugar. É muito bonito. Parabéns pelo post. Bjs. Arlene Gasparello

  • Mina Iodono  says:

    Arlene querida, o museu é mesmo maravilhoso! Obrigada pelos elogios, esse é o nosso melhor cachê! Beijão

  • kaptainCong  says:

    Legal Mina vc sempre trazendo cultura para nós que estamos longe dessas coisas, parabéns e obrigado pela matéria.

  • kaptainCong  says:

    Legal Mina, obrigado por trazer sempre essas tuas matérias que são pura cultura. Parabéns

  • Mina Yodono Conhecendo SP  says:

    Obrigada! Fico muito feliz que vc esteja curtindo os posts, e que o blog esteja ajudando as pessoas a conhecerem um pouco mais desta metrópole fascinante!

  • Leila  says:

    Mina, parabéns pelo post. Muito bem escrito, adorei! Aliás, adoro o bairro do Ipiranga ! Estivemos lá esta semana e muito triste ver o museu fechado bem no ano da Copa !

    • Mina  says:

      Obrigada, querida Leila!!! Fico feliz que tenha gostado do post! O Ipiranga é mesmo um bairro muito especial, com lindas construções. Realmente é uma pena que tenham deixado o Museu do Ipiranga chegar a um ponto que precisaram fechá-lo – se houvesse manutenção permanente em todos nossos monumentos históricos, nada disso precisaria acontecer! Bjs

  • Angel Mazzoco  says:

    Sou ipiranguista de 4 costados,apesar de já não mais residir no bairro aproximadamente há 22 anos,mas tenho ainda meu pai que reside no Ypiranga,(como gostam alguns).Mo rei durante 30 anos em uma travessa da Av. Nazareth,ao lado do Museu,conheço todas as construções aqui citadas,mas nunca tinha lido nada tão bem explanado com riqueza de detalhes.Só faltou citar o Hospital Leão XIII,hoje São Camilo,que também é um marco do bairro.
    Portanto, só tenho a lhe desejar o mais profundo PARABÉNS e que você continue a nos dar essas maravilhosas aulas.
    Mais uma vez reitero meus Parabéns.
    Angel Mazzoco

    • Mina  says:

      Obrigada, Angel! Fico muito feliz que o post do Ypiranga (eu também adoro esta grafia!) tenha te trazido boas lembranças desse bairro maravilhoso! Realmente, ficamos devendo uma foto do Hospital Leão XIII, mas ele estará com certeza na próxima revisão. Mais uma vez, agradecemos o carinho! Um grande abraço

  • Silvia  says:

    parabéns pelo trabalho, belissimo levantamento de informações.

    • Mina  says:

      Muito obrigada, Silvia! Fico muito feliz que tenha gostado! Um grande abraço

  • vanessa testai  says:

    Parabéns pela quantidade de informações! Foi a descrição mais legal do bairro q eu encontrei na web! Fora a originalidade das suas fotos, sempre simpática! Abs!

    • Mina  says:

      Muito obrigada, Vanessa! Fico muito feliz em saber que você curtiu a postagem, o Ipiranga é mesmo um bairro fascinante, com muitos tesouros! Um grande abraço

  • joshuah soares  says:

    Admirei. Faz tempo que busco fotos do Asilo Bom Pastor na rua Sorocabanos com a enorme igreja que existia ao lado direito. Como posso, onde posso encontrar fotos? Fui do grupo dos padres jesuitas russos que atendiam a igrejinha da Anunciação (Bom Jesus do Horto. Será que encontrarei fotos?
    joshuah

    • Mina  says:

      Obrigada pela visita, Joshuah! Infelizmente não tenho fotos do Asilo Bom Pastor – seria muito bacana resgatar esse pedaço importante de nossa história! Se encontrarmos alguma foto, te avisaremos. Um grande abraço

  • ANA ALICE SOUZA SANTOS CIRIACO  says:

    Que saudade senti ao ver o “meu colégio” como eu sempre o tratei A primeira Escola feminina do Educandário Sagrada
    demais aquelas freira.
    Fui criada la´de 1966 a 1971.
    Fui muito feliz.
    Obrigada pelas fotos lindas

    • Mina  says:

      Que bom, Ana Alice! Fico feliz que as fotos tenham te trazido boas recordações desse belo colégio que faz parte da história do Ipiranga, e de São Paulo! Um grande abraço

Deixe um comentário

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Protected by WP Anti Spam