Rua 25 de Março e Banespão em Foco

Bolsas, carteiras, echarpes...

É inegável a importância dos imigrantes para o crescimento e desenvolvimento do Brasil, e especialmente de São Paulo. A abolição da escravatura no final do século XIX trouxe grandes levas de imigrantes de diversos países como Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Japão, Bélgica, Síria e Líbano para a capital paulista. Com muito suor, sofrimento e trabalho duro, eles conseguiram realizar o sonho de “fazer a América”. Seja na agricultura, indústria ou comércio, os imigrantes imprimiram suas marcas em terras brasileiras. Até hoje podemos ver sua forte influência e a de seus descendentes em bairros como a Liberdade, que recebeu inúmeros imigrantes japoneses, e o Brás, Moóca e Bixiga, verdadeiros pedaços da Itália em São Paulo. Com 6 milhões de representantes, Sampa acolhe a maior colônia de libaneses e descendentes fora do Líbano. E foram justamente os imigrantes árabes, hábeis comerciantes, os principais responsáveis pelo sucesso da Rua 25 de Março.

 

Com aproximadamente 400.000 visitantes por dia, a Rua 25 de Março é considerada o maior centro comercial a céu aberto da América Latina. Mas se passássemos por lá um pouco antes de 1850, nós veríamos um rio no seu lugar! Ali corria um leito do Rio Tamanduateí, que recebia águas do Rio Anhangabaú e desaguava no Rio Tietê. A Ladeira Porto Geral, uma das vias mais movimentadas do centro, não recebeu este nome à toa: era lá que se encontrava um porto, onde se fazia o embarque e desembarque de mercadorias.  Com a mudança do curso do rio, a Várzea do Carmo foi drenada e surgiram as primeiras chácaras na região. A via passou a se chamar Rua de Baixo, em contraste com as áreas altas da cidade. Em 1865, ela foi rebatizada de Rua 25 de Março, em homenagem à data de promulgação da primeira constituição brasileira em 1824, pelo Imperador Dom Pedro I. Apesar de canalizado, até hoje o rio dá mostras de sua presença, nas épocas de chuvas mais intensas!

 

Foi nessa época que os primeiros imigrantes árabes começaram a se estabelecer na região, primeiramente na parte alta, onde hoje se encontra a Rua Florêncio de Abreu. Com a urbanização da Várzea do Carmo, os aluguéis da parte alta encareceram de tal forma que os recém-chegados passaram a ocupar a Rua de Baixo. Conta a história que a primeira loja a ser aberta na Rua 25 de Março, no ano de 1887, pertencia ao imigrante libanês Benjamin Jafet. O comércio atacadista, que foi o forte da região por muitos anos, reforçou a imagem de lojas com preços acessíveis. Com a concorrência cada vez maior dos vendedores de rua, o comércio passou a vender também no varejo, sempre mantendo a tradição de preços acessíveis, que atraem compradores de várias cidades do Brasil, e até do exterior!

 

Já bati muita perna nas lojas da 25 de Março com minha mãe e minhas amigas. Andar na região é um programa que exige muita disposição, paciência e bom humor – as vias estão eternamente apinhadas de gente, que se acotovelam nas lojas a procura de boas ofertas. As multidões se multiplicam ainda mais em épocas festivas, como nas proximidades do Natal, Dia das Mães e Carnaval. Mas quem procura por variedade e bons preços dificilmente sai de lá desapontado! Podemos encontrar de tudo, em grandes quantidades, com preços para lá de tentadores: artigos de cama, mesa e banho, bijuterias, materiais para artesanato, roupas, sapatos, bolsas, brinquedos, cosméticos, fantasias, lingerie, meias, artigos de cozinha, eletro-eletrônicos, presentes, artigos de informática, tecidos, armarinhos, e tudo o mais que você possa imaginar!

 

Vá com roupas discretas e sapatos confortáveis, e tenha muito cuidado com bolsas e mochilas – apesar de haver postos policiais em diversos pontos, é impossível reprimir a ação de todos os batedores de carteira, que se aproveitam da distração dos compradores, especialmente as mulheres, que se atrapalham com sacolas e papos no celular. A melhor pedida é descer na estação São Bento do metrô (linha azul), que tem uma saída na Ladeira Porto Geral, ou na Estação Luz (linhas azul e amarela do metrô, e das linhas Coral e Rubi da CPTM), que fica próxima à parte final da Rua 25 de Março. O Terminal Dom Pedro II também fica pertinho, com várias linhas de ônibus que servem diversos bairros. Nem tente ir de carro – os estacionamentos são caros, e é quase impossível transitar no meio da multidão que se apodera das ruas. No nosso passeio, aproveitamos para também visitar os arredores da Rua 25 de Março – ela fica pertinho de diversos símbolos do belo centro histórico de São Paulo, como a Praça da Sé, o Pateo do CollegioMosteiro de São Bento, o Mercadão e o Banespão (Edifício Altino Arantes), onde podemos desfrutar de uma das mais belas vistas da cidade de São Paulo – que compartilharemos neste post! Não deixe de conferir a variedade, os bons preços e a eterna agitação dessa rua, que é um retrato perfeito do gigantismo do comércio de São Paulo!

 

Como todo o centro velho da cidade, evite ir de carro para lá: o trânsito é caótico, muitas ruas estão fechadas para a circulação de veículos, e os estacionamentos tem preços abusivos. A melhor pedida é ir de metrô – o Pateo do Collegio e arredores podem ser facilmente acessados pelas estações Sé (linha azul e vermelha) e São Bento do metrô (linha azul). Muitas linhas de ônibus também servem a região. Só não deixe de conhecer esse lindo local, que é o berço de nossa querida São Paulo!

Começamos nosso passeio na Praça da Sé, com a bela Catedral da Sé ao fundo.

Começamos nosso passeio na Praça da Sé, com a belíssima Catedral da Sé ao fundo.

Seguimos para a Praça Manoel da Nóbrega, que fica ao lado do adorável Páteo do Collégio.

Seguimos para a Praça Manoel da Nóbrega, que fica ao lado do adorável Páteo do Collégio.

Na Praça Manoel da Nóbrega, podemos ver a lateral do belo edifício do Tribunal de Justiça de São Paulo, projetado em 1933 por Felisberto Ranzini (veja mais no nosso post do Pateo do Collegio!)

Na Praça Manoel da Nóbrega, podemos ver a lateral do belo edifício do Tribunal de Justiça de São Paulo, projetado em 1933 por Felisberto Ranzini (veja mais no nosso post do Pateo do Collegio!)

É aqui na Praça Manoel da Nóbrega onde se inicia a Ladeira General Carneiro. Para lá, temos a Rua XV de Novembro e a Rua do Tesouro, importantes vias no centro velho de São Paulo.

É aqui na Praça Manoel da Nóbrega onde se inicia a Ladeira General Carneiro. Para lá, temos a Rua XV de Novembro e a Rua do Tesouro, importantes vias no centro velho de São Paulo.

A Ladeira General Carneiro, que desemboca na Rua 25 de Março. Ao fundo podemos ver o Viaduto Boa Vista, projetado por Oswaldo Bratke e B. Gauchery, e inaugurado em junho de 1932. Ele liga o Pateo do Collegio à Rua Boa Vista.

A Ladeira General Carneiro, que desemboca na Rua 25 de Março. Ao fundo podemos ver o Viaduto Boa Vista, projetado por Oswaldo Bratke e B. Gauchery, e inaugurado em junho de 1932. Ele liga o Pateo do Collegio à Rua Boa Vista.

Antonio Ernesto Gomes Carneiro, o General Carneiro, foi um militar mineiro, que lutou na Guerra do Paraguai e na Revolução Federalista. Como todas as ruas próximas da 25 de Março, a Ladeira General Carneiro também é movimentada e repleta de lojas de comércio popular.

Antonio Ernesto Gomes Carneiro, o General Carneiro, foi um militar mineiro, que lutou na Guerra do Paraguai e na Revolução Federalista. Como todas as ruas próximas da 25 de Março, a Ladeira General Carneiro também é movimentada e repleta de lojas de comércio popular.

A Ladeira General Carneiro, assim como diversas ruas no seu entorno, tem diversas barracas de ambulantes, que vendem de tudo: dá para sair vestido, da cabeça aos pés!

A Ladeira General Carneiro, assim como diversas ruas no seu entorno, tem diversas barracas de ambulantes, que vendem de tudo: dá para sair vestido, da cabeça aos pés!

Chegamos à Praça Fernando Costa, que tem um "camelódromo", com diversas barracas de vendedores ambulantes. Existe um plano de revitalização para toda a região, que prevê a demolição do edifício-garagem de 30 andares, que vemos ao fundo. O Pateo do Collegio receberia um mirante, de onde se descortinaria todo o Vale do Carmo, como na época dos jesuítas.

Chegamos à Praça Fernando Costa, que tem um “camelódromo”, com diversas barracas de vendedores ambulantes. Existe um plano de revitalização para toda a região, que prevê a demolição do edifício-garagem de 30 andares, que vemos ao fundo. O Pateo do Collegio receberia um mirante, de onde se descortinaria todo o Vale do Carmo, como na época dos jesuítas.

Os ambulantes sempre tiveram um relacionamento complicado com a prefeitura, que constantemente tenta expulsá-los, e os lojistas da região, que os vêem como concorrentes desleais. Entre batidas da polícia, correrias e expulsões, os vendedores continuam lá na batalha, em todo o entorno da 25 de Março.

Os ambulantes sempre tiveram um relacionamento complicado com a prefeitura, que constantemente tenta expulsá-los, e os lojistas da região, que os vêem como concorrentes desleais. Entre batidas da polícia, correrias e expulsões, os vendedores continuam lá na batalha, em todo o entorno da 25 de Março.

Um belo casarão antigo, em frente à Praça Fernando Costa. O plano de revitalização da 25 de Março e Parque Dom Pedro II, projeto dos arquitetos Anna Helena Vilela, Eduardo Ferroni e Pablo Hereñu, pretende dar maior visibilidade ao centro histórico da cidade. Por enquanto, não saiu do papel - como diversos outros projetos da prefeitura!

Um belo casarão antigo, em frente à Praça Fernando Costa. O plano de revitalização da 25 de Março e Parque Dom Pedro II, projeto dos arquitetos Anna Helena Vilela, Eduardo Ferroni e Pablo Hereñu, pretende dar maior visibilidade ao centro histórico da cidade. Por enquanto, não saiu do papel – como diversos outros projetos da prefeitura!

A Rua 25 de Março, no seu trecho inicial - ela começa no túnel sob a Avenida Rangel Pestana (vista lá ao fundo), e termina na Rua Paula Souza. Esse túnel, que liga as ruas 25 de Março e Frederico Alvarenga, é o mais antigo túnel viário de São Paulo.

A Rua 25 de Março, no seu trecho inicial – ela começa no túnel sob a Avenida Rangel Pestana (vista lá ao fundo), e termina na Rua Paula Souza. Esse túnel, que liga as ruas 25 de Março e Frederico Alvarenga, é o mais antigo túnel viário de São Paulo.

A passarela de acesso ao Expresso Tiradentes, uma linha de ônibus especial, que faz a ligação do Parque Dom Pedro II ao bairro do Sacomã, na zona sul de São Paulo.

A passarela de acesso ao Expresso Tiradentes, uma linha de ônibus especial, que faz a ligação do Parque Dom Pedro II ao bairro do Sacomã, na zona sul de São Paulo.

Na esquina da Ladeira General Carneiro e 25 de Março, com seu belo casario antigo. Por que será que o pessoal gosta tanto de pintar essas casas antigas com cores berrantes?

Na esquina da Ladeira General Carneiro e 25 de Março, com seu belo casario antigo. Por que será que o pessoal gosta tanto de pintar essas casas antigas com cores berrantes?

Essas belas casas do início do século XIX poderiam estar melhores conservadas - tem até plantas crescendo de seus telhados!

Essas belas casas do início do século XIX poderiam estar melhores conservadas – tem até plantas crescendo de seus telhados!

A Rua 25 de Março, em direção à Rua Paula Souza. Com aproximadamente 2,5 km de extensão, a via é considerada o maior centro de compras a céu aberto da América Latina.

A Rua 25 de Março, em direção à Rua Paula Souza. Com aproximadamente 2,5 km de extensão, a via é considerada o maior centro de compras a céu aberto da América Latina.

No Parque Dom Pedro II podemos avistar o belíssimo Palacete Nacim Schoueri, construído na década de 1930. O edifício com 54 apartamentos e 15 lojas era, nos seus tempos áureos, um imóvel de alto padrão.

No Parque Dom Pedro II podemos avistar o belíssimo Palacete Nacim Schoueri, construído na década de 1930. O edifício com 54 apartamentos e 15 lojas era, nos seus tempos áureos, um imóvel de alto padrão.

Hoje, a situação do magnífico edifício é lamentável: a sua fachada, com diversos tijolos à mostra, necessita de uma restauração urgente. O prédio é um retrato do abandono e descaso que toma conta de toda a região do Parque Dom Pedro II há anos. Uma lástima!

Hoje, a situação do magnífico edifício é lamentável: a sua fachada, com diversos tijolos à mostra, necessita de uma restauração urgente. O prédio é um retrato do abandono e descaso que toma conta de toda a região do Parque Dom Pedro II há anos. Uma lástima!

Deste ponto podemos ver o Edifício Altino Arantes, o Banespão - é o terceiro maior edifício de São Paulo.

Deste ponto podemos ver o Edifício Altino Arantes, o Banespão – é o terceiro maior edifício de São Paulo.

A Praça Ragueb Chohfi, uma homenagem ao imigrante sírio que chegou ao Brasil em 1904, e inaugurou uma pequena loja na 25 de Março em 1922, após trabalhar 18 anos como vendedor. Ragueb foi presidente da Câmara de Comércio Sírio-Brasileira, conselheiro do Lar Beneficente Sírio e um dos fundadores do Clube Homs e do Esporte Clube Sírio.

A Praça Ragueb Chohfi, uma homenagem ao imigrante sírio que chegou ao Brasil em 1904, e inaugurou uma pequena loja na 25 de Março em 1922, após trabalhar 18 anos como vendedor. Ragueb foi presidente da Câmara de Comércio Sírio-Brasileira, conselheiro do Lar Beneficente Sírio e um dos fundadores do Clube Homs e do Esporte Clube Sírio.

Na Praça Ragueb Chohfi encontramos um dos mais lamentáveis exemplos de descaso do poder público com o patrimônio histórico da cidade: o Monumento à Amizade Sírio-Libanês, que está em estado deplorável de conservação. As belas esculturas em bronze estão com diversas partes faltando (algumas figuras estão sem cabeça ou braços), e a base de granito está totalmente pichada e suja.

Na Praça Ragueb Chohfi encontramos um dos mais lamentáveis exemplos de descaso do poder público com o patrimônio histórico da cidade: o Monumento à Amizade Sírio-Libanês, que está em estado deplorável de conservação. As belas esculturas em bronze estão com diversas partes faltando (algumas figuras estão sem cabeça ou braços), e a base de granito está totalmente pichada e suja.

O belíssimo monumento de 14 m de altura foi executado pelo artista Ettore Ximenes em 1922, por encomenda da comunidade sírio-libanesa de São Paulo, como uma prova de gratidão à cidade que os acolheu. Na parte superior do monumento, temos a figura de uma mulher, que representa a república brasileira, uma mulher síria e um guerreiro indígena brasileiro. Na parte inferior, há um barco com homens fenícios, simbolizando o comércio, além de cenas do cotidiano dos povos sírio e libanês.

O belíssimo monumento de 14 m de altura foi executado pelo artista Ettore Ximenes em 1922, por encomenda da comunidade sírio-libanesa de São Paulo, como uma prova de gratidão à cidade que os acolheu. Na parte superior do monumento, temos a figura de uma mulher, que representa a república brasileira, uma mulher síria e um guerreiro indígena brasileiro. Na parte inferior, há um barco com homens fenícios, simbolizando o comércio, além de cenas do cotidiano dos povos sírio e libanês.

O monumento ficava, originalmente, em frente ao Palácio das Indústrias, mas foi transferido para o local atual em 1988, durante a gestão de Jânio Quadros, atendendo a um pedido da União dos Lojistas da 25 de Março. O artista Ettore Ximenes é também o autor do belo Monumento à Independência, no Ipiranga.

O monumento ficava, originalmente, em frente ao Palácio das Indústrias, mas foi transferido para o local atual em 1988, durante a gestão de Jânio Quadros, atendendo a um pedido da União dos Lojistas da 25 de Março. O artista Ettore Ximenes é também o autor do belo Monumento à Independência, no Ipiranga.

O belo edifício da Doural, uma das lojas mais tradicionais da 25 de Março, fundada há mais de 100 anos. De origem humilde, o imigrante sírio Assad Abdala chegou ao Brasil em 1895, e em 1900 já abriria 2 lojas, após trabalhar como mascate. Famosa por seus tapetes e cortinas, a Doural foi uma das primeiras lojas da região a trabalhar com listas de casamento, e hoje tem um leque vasto de produtos, vendendo até produtos importados sofisticados, como cafeteiras italianas.

O belo edifício da Doural, uma das lojas mais tradicionais da 25 de Março, fundada há mais de 100 anos. De origem humilde, o imigrante sírio Assad Abdala chegou ao Brasil em 1895, e em 1900 já abriria 2 lojas, após trabalhar como mascate. Famosa por seus tapetes e cortinas, a Doural foi uma das primeiras lojas da região a trabalhar com listas de casamento, e hoje tem um leque vasto de produtos, vendendo até produtos importados sofisticados, como cafeteiras italianas.

Cabelos esvoaçantes! Do lado direito da Doural fica o belo prédio onde funcionava a gráfica do Jornal O Estado de São Paulo (ou Estadão), no início do século XX. Hoje abriga uma das lojas da Niazi Chohfi.

Cabelos esvoaçantes! Do lado direito da Doural fica o belo prédio onde funcionava a gráfica do jornal “O Estado de São Paulo” (ou Estadão), no início do século XX. Hoje abriga uma das lojas da Niazi Chohfi.

A Rua 25 de Março, que recebe cerca de 400.000 pessoas por dia, é também conhecida como a Rua dos Árabes, devido a forte presença da comunidade sírio-libanesa, que abriu as primeiras lojas na região. A partir da década de 1980, chegaram os imigrantes gregos, portugueses, coreanos e, principalmente, chineses.

A Rua 25 de Março, que recebe cerca de 400.000 pessoas por dia, é também conhecida como a Rua dos Árabes, devido a forte presença da comunidade sírio-libanesa, que abriu as primeiras lojas na região. A partir da década de 1980, chegaram os imigrantes gregos, portugueses, coreanos e, principalmente, chineses.

A Rua Cavaleiro Basílio Jafet, que homenageia o imigrante libanês que chegou ao Brasil em 1888, aos 22 anos. Juntamente com seus irmãos, fundou a Nami Jafet e Irmãos, a primeira loja na 25 de Março, no antigo número 149, em 1893. A família Jafet foi uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento do comércio da 25 de Março, e pela urbanização do bairro do Ipiranga, onde fundaram uma fábrica têxtil.

A Rua Cavaleiro Basílio Jafet, que homenageia o imigrante libanês que chegou ao Brasil em 1888, aos 22 anos. Juntamente com seus irmãos, fundou a Nami Jafet e Irmãos, a primeira loja na 25 de Março, no antigo número 149, em 1893. A família Jafet foi uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento do comércio da 25 de Março, e pela urbanização do bairro do Ipiranga, onde fundaram uma fábrica têxtil.

A loja dos irmãos Jafet depois se mudou para a Rua Florêncio de Abreu, e hoje não existe mais. O comércio da 25 de Março prosperou rapidamente. Em 1893, havia 6 lojas no local: 5 armarinhos e uma mercearia. Em 1901, já havia 500 pequenas lojas na região.

A loja dos irmãos Jafet depois se mudou para a Rua Florêncio de Abreu, e hoje não existe mais. O comércio da 25 de Março prosperou rapidamente. Em 1893, havia 6 lojas no local: 5 armarinhos e uma mercearia. Em 1901, já havia 500 pequenas lojas na região.

A família Jafet foi uma das primeiras a praticar a filantropia. Já na década de 1910, doou grandes somas para a criação do Hospital Sírio-Libanês, hoje um dos mais conceituados do Brasil, além de fundar e participar de diversas associações como a Catedral Metropolitana Ortodoxa, a Associação Cedro do Líbano de Proteção à Infância, o Clube Atlético Monte Líbano, dentre outros.

A família Jafet foi uma das primeiras a praticar a filantropia. Já na década de 1910, doou grandes somas para a criação do Hospital Sírio-Libanês, hoje um dos mais conceituados do Brasil, além de fundar e participar de diversas associações como a Catedral Metropolitana Ortodoxa, a Associação Cedro do Líbano de Proteção à Infância, o Clube Atlético Monte Líbano, dentre outros.

Nem só de compras vive a 25 de Março: uma apresentação musical, com cítaras e tudo o mais!

Nem só de compras vive a 25 de Março: uma apresentação musical, com cítaras e tudo o mais!

Em épocas como o Natal e o Dia das Mães, mais de 1 milhão de pessoas vem à 25 de Março, para comprar presentes nas suas mais de 350 lojas, sem contar o comércio informal nas calçadas.

Em épocas como o Natal e o Dia das Mães, mais de 1 milhão de pessoas vem à 25 de Março, para comprar presentes nas suas mais de 350 lojas, sem contar o comércio informal nas calçadas.

A Ladeira Porto Geral, um verdadeiro formigueiro de gente!

A Ladeira Porto Geral, um verdadeiro formigueiro de gente!

Tem gente de todos os lugares do Brasil fazendo compras na 25 de Março: muitos comerciantes abastecem suas lojas com mercadorias compradas na região. Até estrangeiros são atraídos pelos preços baixos das lojas. Sacoleiros e turistas vêm de países como a Argentina, Estados Unidos, Chile, Alemanha e vários países africanos.

Tem gente de todos os lugares do Brasil fazendo compras na 25 de Março: muitos comerciantes abastecem suas lojas com mercadorias compradas na região. Até estrangeiros são atraídos pelos preços baixos das lojas. Sacoleiros e turistas vêm de países como a Argentina, Estados Unidos, Chile, Alemanha e vários países africanos.

Até 1850, a região em nada lembrava o que é hoje. Um leito do Rio Tamanduateí corria nessa região, que recebia as águas do Rio Anhangabaú e desaguava no Rio Tietê. O trecho que margeava o rio se chamava de Rua Sete Voltas, em referência às curvas do percurso do rio, que foi canalizado no final do século XIX.

Até 1850, a região em nada lembrava o que é hoje. Um leito do Rio Tamanduateí corria nessa região, que recebia as águas do Rio Anhangabaú e desaguava no Rio Tietê. O trecho que margeava o rio se chamava de Rua Sete Voltas, em referência às curvas do percurso do rio, que foi canalizado no final do século XIX.

Na esquina da Ladeira da Constituição. Após a drenagem das águas do rio, a região da várzea do Carmo começou a ser urbanizada. A rua passou a ser chamada de Rua de Baixo, em contraste à parte alta da cidade. Em 1865, a rua passou a se chamar 25 de Março, em homenagem à data da promulgação da primeira constituição brasileira em 1824, por Pedro I.

Na esquina da Ladeira da Constituição. Após a drenagem das águas do rio, a região da várzea do Carmo começou a ser urbanizada. A rua passou a ser chamada de Rua de Baixo, em contraste à parte alta da cidade. Em 1865, a rua passou a se chamar 25 de Março, em homenagem à data da promulgação da primeira constituição brasileira em 1824, por Dom Pedro I.

No canto esquerdo da foto podemos ver uma das unidades do Depósito de Meias São Jorge (o prédio azul), outra loja tradicional da região. Fundada em 1955, a loja se especializa na venda de meias, lingerie e artigos de fitness. Feiad e Salvador Dib, descendentes de sírios e libaneses, vendiam meias em feiras livres antes de abrirem a loja, e o nome São Jorge é uma homenagem ao santo de devoção de sua mãe.

No canto esquerdo da foto podemos ver uma das unidades do Depósito de Meias São Jorge (o prédio azul), outra loja tradicional da região. Fundada em 1955, a loja se especializa na venda de meias, lingerie e artigos de fitness. Feiad e Salvador Dib, descendentes de sírios e libaneses, vendiam meias em feiras livres antes de abrirem a loja, e o nome São Jorge é uma homenagem ao santo de devoção de sua mãe.

Um belo prédio antigo no meio da muvuca! A Rua 25 de Março e imediações estão repletas de casas do final do século XIX e inicio do século XX. Não querendo ser repetitiva, mas é uma pena que não estejam em melhor estado de conservação!

Um belo prédio antigo no meio da muvuca! A Rua 25 de Março e imediações estão repletas de casas do final do século XIX e inicio do século XX. Não querendo ser repetitiva, mas é uma pena que não estejam em melhor estado de conservação!

Uma das lojas da Niazi Chohfi, tradicional loja que há 100 anos vende artigos de cama, mesa e banho, entre outro produtos têxteis. Niazi, nascido em 1912 na Rua 25 de Março, na casa de seus pais sírios, deu expediente diariamente em suas lojas mesmo com a idade avançada, e era provavelmente o comerciante em atividade mais antigo de São Paulo.

Uma das lojas da Niazi Chohfi, tradicional loja que há 100 anos vende artigos de cama, mesa e banho, entre outro produtos têxteis. Niazi, nascido em 1912 na Rua 25 de Março, na casa de seus pais sírios, deu expediente diariamente em suas lojas mesmo com a idade avançada, e era provavelmente o comerciante em atividade mais antigo de São Paulo.

No início, o comércio se focava mais no atacado, vendendo para lojistas. Com o passar dos anos, devido à concorrência dos camelôs, os lojistas passaram a vender também no varejo. Hoje em dia, a 25 de Março tem poucos locais que se dedicam exclusivamente às vendas no atacado.

No início, o comércio se focava mais no atacado, vendendo para lojistas. Com o passar dos anos, devido à concorrência dos camelôs, os lojistas passaram a vender também no varejo. Hoje em dia, a 25 de Março tem poucos locais que se dedicam exclusivamente às vendas no atacado.

Na Rua Comendador Afonso Kherlakian, podemos ver o colorido prédio da Galeria Pagé. Lendária por vender produtos importados (muitos de origem e qualidade duvidosas) e alvo constante da fiscalização de órgãos diversos pela venda de produtos pirateados, a Galeria quer mudar sua imagem, com um projeto de revitalização.

Na Rua Comendador Afonso Kherlakian, podemos ver o colorido prédio da Galeria Pagé. Lendária por vender produtos importados (muitos de origem e qualidade duvidosas) e alvo constante da fiscalização de órgãos diversos pela venda de produtos pirateados, a Galeria quer mudar sua imagem, com um projeto de revitalização.

Um posto policial. Apesar de haver diversos postos na região, todo o cuidado é pouco, já que furtos são constantes.

Um posto policial. Apesar de haver diversos postos na região, todo o cuidado é pouco, já que furtos são constantes.

O belo casarão construído entre 1919 e 1921, dos Armarinhos Fernando. Uma das maiores lojas da 25 de Março, com 8 prédios e mais de 1500 funcionários, ela foi inaugurada em 1976, num pequeno apartamento.

O belo casarão construído entre 1919 e 1921, dos Armarinhos Fernando. Uma das maiores lojas da 25 de Março, com 8 prédios e mais de 1500 funcionários, ela foi inaugurada em 1976, num pequeno apartamento.

Fernando dos Santos Esquerdo veio de Portugal em 1954, e começou como faxineiro dos Armarinhos Atanázio. Após 22 anos na loja, onde chegou ao cargo de gerente, decidiu abrir seu próprio negócio. Hoje, os Armarinhos Fernando vendem desde brinquedos até produtos de limpeza, e a administração está nas mãos de seus filhos.

Fernando dos Santos Esquerdo veio de Portugal em 1954, e começou como faxineiro dos Armarinhos Atanázio. Após 22 anos na loja, onde chegou ao cargo de gerente, decidiu abrir seu próprio negócio. Hoje, os Armarinhos Fernando vendem desde brinquedos até produtos de limpeza, e a administração está nas mãos de seus filhos.

É quase impossível ir à 25 de Março e não encontrar o que você está procurando. Aqui temos uma loja de armarinhos.

É quase impossível ir à 25 de Março e não encontrar o que você está procurando. Aqui temos uma loja de armarinhos.

Uma loja de artigos para presentes

Uma loja de artigos para presentes

Bolsas, carteiras, echarpes...

Bolsas, carteiras, echarpes…

Precisa comprar uns presentinhos para as amigas? Que tal umas bijuterias? Dá para levar dúzias, sem gastar muito!

Precisa comprar uns presentinhos para as amigas? Que tal umas bijuterias? Dá para levar dúzias, sem gastar muito!

Todos os tipos de bolsas e carteiras que você possa imaginar!

Todos os tipos de bolsas e carteiras que você possa imaginar!

Presilhas e enfeites para os cabelos de todas as cores e modelos!

Presilhas e enfeites para os cabelos de todas as cores e modelos!

Quer um colar ou um par de brincos igualzinho às da novela? Aqui na 25 de Março tem!

Quer um colar ou um par de brincos igualzinho às da novela? Aqui na 25 de Março tem!

Tiaras, presilhas, elástico para os cabelos...

Tiaras, presilhas, elástico para os cabelos…

Os camelôs também tem uma variedade enorme de produtos!

Os camelôs também tem uma variedade enorme de produtos!

No terraço do Niazi Café, de onde podemos ter uma vista legal da 25 de Março. Lá ao fundo, podemos ver o prédio colorido da Galeria Pagé.

No terraço do Niazi Café, de onde podemos ter uma vista legal da 25 de Março. Lá ao fundo, podemos ver o prédio colorido da Galeria Pagé.

A Rua 25 de Março, com a Ladeira Porto Geral ao fundo

A Rua 25 de Março, com a Ladeira Porto Geral ao fundo

O terraço é bem agradável, ótimo para fugir um pouco do burburinho da rua. Daqui podemos ver a Ladeira da Constituição e a Rua Florêncio de Abreu ao fundo.

O terraço é bem agradável, ótimo para fugir um pouco do burburinho da rua. Daqui podemos ver a Ladeira da Constituição e a Rua Florêncio de Abreu ao fundo.

Voltamos à Ladeira Porto Geral, que começa na Rua Boa Vista e termina na 25 de Março. Até o final do século XIX, havia um porto no local, que era usado para o desembarque de mercadorias provenientes do Porto de Santos. As mercadorias que chegavam em Santos subiam a serra em carroças, depois eram transportadas por ferrovia na Santos-Jundiaí até o Ipiranga, e de lá chegavam ao Porto Geral, através do Rio Tamanduateí.

Voltamos à Ladeira Porto Geral, que começa na Rua Boa Vista e termina na 25 de Março. Até o final do século XIX, havia um porto no local, que era usado para o desembarque de mercadorias provenientes do Porto de Santos. As mercadorias que chegavam em Santos subiam a serra em carroças, depois eram transportadas por ferrovia na Santos-Jundiaí até o Ipiranga, e de lá chegavam ao Porto Geral, através do Rio Tamanduateí.

Toda a região do Parque Dom Pedro II e Rua 25 de Março era um alagadiço, e apesar de haver outros portos no Rio Tamanduateí, como o Tabatinguera, o Figueira e o do Coronel Paula Gomes, o Porto Geral passou a ser o mais importante da região, pela quantidade de mercadorias que circulavam por lá.

Toda a região do Parque Dom Pedro II e Rua 25 de Março era um alagadiço, e apesar de haver outros portos no Rio Tamanduateí, como o Tabatinguera, o Figueira e o do Coronel Paula Gomes, o Porto Geral passou a ser o mais importante da região, pela quantidade de mercadorias que circulavam por lá.

Em 1848, o rio começou a sr retificado, e em 1896 as obras foram finalizadas. Apesar do fechamento do porto, a via manteve o nome daquele local que foi tão importante para o desenvolvimetno da região. Hoje em dia, a Ladeira Porto Geral tem diversas lojas especializadas em bijuterias e materiais para sua confecção.

Em 1848, o rio começou a ser retificado, e em 1896 as obras foram finalizadas. Apesar do fechamento do porto, a via manteve o nome daquele local que foi tão importante para o desenvolvimento da região. Hoje em dia, a Ladeira Porto Geral tem diversas lojas especializadas em bijuterias e materiais para sua confecção.

Uma das saídas da Estação São Bento do metrô (linha azul), na Ladeira Porto Geral - uma das mais movimentadas da linha!

Uma das saídas da Estação São Bento do metrô (linha azul), na Ladeira Porto Geral – uma das mais movimentadas da linha!

Um dos destaques da Ladeira Porto Geral são as lojas especializadas em fantasias, que estão sempre movimentadas, especialmente perto do Carnaval.

Um dos destaques da Ladeira Porto Geral são as lojas especializadas em fantasias, que estão sempre movimentadas, especialmente perto do Carnaval.

Apesar de ter apenas um quarteirão, a via concentra sete grandes lojas de fantasias. Todas elas pertencem às famílias Feghali e Sfeir, imigrantes libaneses, que tem lojas na ladeira desde 1968.

Apesar de ter apenas um quarteirão, a via concentra sete grandes lojas de fantasias. Todas elas pertencem às famílias Feghali e Sfeir, imigrantes libaneses, que tem lojas na ladeira desde 1968.

José do Egito? A loja Festas e Fantasias, que ocupa 3 lojas na rua, é uma das mais completas da região, com incontáveis opções de fantasias, máscaras, perucas e acessórios, maquiagem e artigos para festas. Outras lojas das famílias são a Brilhos e as Lojas Millor.

José do Egito? A loja Festas e Fantasias, que ocupa 3 lojas na rua, é uma das mais completas da região, com incontáveis opções de fantasias, máscaras, perucas e acessórios, maquiagem e artigos para festas. Outras lojas das famílias são a Brilhos e as Lojas Millor.

O Shopping Porto Geral, com mais de 100 lojas, que incluem grandes atacadistas e fabricantes de bijuterias. O estabelecimento também conta com uma área de alimentação, sanitários e escadas rolantes, que podem ser usados por aqueles que querem uma ajuda para subir a ladeira!

O Shopping Porto Geral, com mais de 100 lojas, que incluem grandes atacadistas e fabricantes de bijuterias. O estabelecimento também conta com uma área de alimentação, sanitários e escadas rolantes, que podem ser usados por aqueles que querem uma ajuda para subir a ladeira!

E chegamos à esquina da Ladeira Porto Geral e a Rua Boa Vista.

E chegamos à esquina da Ladeira Porto Geral e a Rua Boa Vista.

Na esquina da Ladeira Porto Geral e Rua Boa Vista, fica a sede do Jockey Club de São Paulo, que dispôe de espaço para eventos, com sala de banquetes com capacidade para 350 pessoas. Tem também um restaurante, o Lia Jockey, que abre de segunda à sexta, na hora do almoço.

Na esquina da Ladeira Porto Geral e Rua Boa Vista, fica a sede do Jockey Club de São Paulo, que dispõe de espaço para eventos, com sala de banquetes com capacidade para 350 pessoas. Tem também um restaurante, o Lia Jockey, que abre de segunda à sexta, na hora do almoço.

A Rua João Bricola. Ao fundo, podemos ver o edifício que abrigava a antiga sede do Banespa.

A Rua João Bricola. Ao fundo, podemos ver o edifício que abrigava a antiga sede do Banespa.

Na Rua João Bricola, um belo prédio, com um portão decorado com "moedas" gigantes. Esse prédio tombado pelo patrimônio histórico hoje abriga o Boulevard João Bricola, um shopping popular.

Na Rua João Bricola, um belo prédio, com um portão decorado com “moedas” gigantes. Esse prédio tombado pelo patrimônio histórico hoje abriga o Boulevard João Bricola, um shopping popular.

Na Rua João Bricola, em frente ao Edifício Altino Arantes, o Banespão, que pertenceu ao Banco do Estado de São Paulo. Foi o prédio mais alto de São Paulo até ser desbancado pelo Edifício Mirante do Vale em 1960. Podemos subir à sua torre gratuitamente, de segunda a sexta, das 10:00 às 15:00. É necessário apresentar um documento de identificação na recepção.

Na Rua João Bricola, em frente ao Edifício Altino Arantes, o Banespão, que pertenceu ao Banco do Estado de São Paulo. Foi o prédio mais alto de São Paulo até ser desbancado pelo Edifício Mirante do Vale em 1960. Podemos subir à sua torre gratuitamente, de segunda a sexta, das 10:00 às 15:00. É necessário apresentar um documento de identificação na recepção.

O imponente saguão de entrada do edifício, com seu belíssimo lustre de cristal nacional. Tem 13 metros de altura, 10.000 peças de cristal e 1,5 toneladas, feito no formato do prédio.

O imponente saguão de entrada do edifício, com seu belíssimo lustre de cristal nacional. Tem 13 metros de altura, 10.000 peças de cristal e 1,5 toneladas, feito no formato do prédio.

Um belo painel que retrata diversos trabalhadores. O amplo saguão tem um pé-direito de 16 m de altura, paredes revestidas de mármore e detalhes em bronze no piso de granito polido.

Um belo painel que retrata diversos trabalhadores. O amplo saguão tem um pé-direito de 16 m de altura, paredes revestidas de mármore e detalhes em bronze no piso de granito polido. 

O edifício também abriga um museu, que tem em seu acervo mais de 2.000 objetos que fazem parte da história do Banco do Estado de São Paulo, desde sua fundação. Esta é a ata de lançamento da pedra fundamental das obras de construção do prédio.

O edifício também abriga um museu, que tem em seu acervo mais de 2.000 objetos que fazem parte da história do Banco do Estado de São Paulo, desde sua fundação. Esta é a ata de lançamento da pedra fundamental das obras de construção do prédio.

A obra em aço inox "Dom Quixote", do artista Lúcio Bittencourt.

A obra em aço inox “Dom Quixote”, do artista Lúcio Bittencourt.

No mirante do Edifício Altino Arantes. Somente 5 pessoas podem acessar a torre por vez, e podemos ficar somente 5 minutos. Mas a vista vale a pena! Daqui temos uma vista deslumbrante de 360º, e nos dias mais claros o raio de visão chega a 40 km. Aqui podemos ver o terraço em tons rosados do Edifício Martinelli e a cidade coberta de prédios.

No mirante do Edifício Altino Arantes. Somente 5 pessoas podem acessar a torre por vez, e podemos ficar somente 5 minutos. Mas a vista vale a pena! Daqui temos uma vista deslumbrante de 360º, e nos dias mais claros o raio de visão chega a 40 km. Aqui podemos ver o terraço em tons rosados do Edifício Martinelli e a cidade coberta de prédios.

Ali está o Edifício Mirante do Vale, que é o mais alto do Brasil. Ao fundo, podemos avistar a Serra da Cantareira. O Edifício Altino Arantes, com 35 andares e 14 elevadores, é ainda superado em altura pelo Edifício Itália. Mas o Banespão está localizado numa parte mais alta do centro, o que o faz parecer maior.

Ali está o Edifício Mirante do Vale, que é o mais alto do Brasil. Ao fundo, podemos avistar a Serra da Cantareira. O Edifício Altino Arantes, com 35 andares e 14 elevadores, é ainda superado em altura pelo Edifício Itália. Mas o Banespão está localizado numa parte mais alta do centro, o que o faz parecer maior.

Segura a peruca! Podemos avistar lá ao fundo as antenas da região da Avenida Paulista, que fica na parte mais alta da cidade.

Segura a peruca! Podemos avistar lá ao fundo as antenas da região da Avenida Paulista, que fica na parte mais alta da cidade.

Deste ângulo, podemos avistar o jardim que fica no topo do Banespinha, atual sede da prefeitura de São Paulo.

Deste ângulo, podemos avistar o jardim que fica no topo do Banespinha, atual sede da prefeitura de São Paulo.

Daqui podemos ver o Pateo do Collegio e a Praça da Sé.

Daqui podemos ver o Pateo do Collegio e a Praça da Sé.

Daqui podemos avistar o Parque Dom Pedro II e seu terminal de ônibus. Se seguirmos naquela direção, chegaremos aos bairros do Ipiranga e Sacomã, na zona sul da cidade.

Daqui podemos avistar o Parque Dom Pedro II e seu terminal de ônibus. Se seguirmos naquela direção, chegaremos aos bairros do Ipiranga e Sacomã, na zona sul da cidade.

Ali está o belo Palácio das Indústrias, que abriga o Museu Catavento. Para lá fica o bairro do Brás e a zona leste de São Paulo.

Ali está o belo Palácio das Indústrias, que abriga o Museu Catavento. Para lá fica o bairro do Brás e a zona leste de São Paulo.

Daqui podemos ver o Mercadão, o edifício colorido da Galeria Pagé. Se seguirmos naquela direção, chegaremos à zona norte de São Paulo.

Daqui podemos ver o Mercadão e o edifício colorido da Galeria Pagé. Se seguirmos naquela direção, chegaremos à zona norte de São Paulo.

A Avenida Prestes Maia, que depois passa a se chamar Avenida Tiradentes, na região da Luz. Ao fundo podemos avistar a Serra da Cantareira, na zona norte da cidade.

A Avenida Prestes Maia, que depois passa a se chamar Avenida Tiradentes, na região da Luz. Ao fundo podemos avistar a Serra da Cantareira, na zona norte da cidade.

A Avenida São João, importante via de São Paulo, que liga o centro à zona oeste de São Paulo.

A Avenida São João, importante via de São Paulo, que liga o centro à zona oeste de São Paulo.

O Mosteiro de São Bento e a Avenida Prestes Maia.

O Mosteiro de São Bento e a Avenida Prestes Maia.

Com esta imagem da região da 25 de Março, com as barraquinhas azuis dos ambulantes e o colorido da Galeria Pagé, encerramos nosso passeio! Gostaram? Não deixe de visitar o maior centro comercial a céu aberto da America Latina!

Com esta imagem da região da 25 de Março, com as barraquinhas azuis dos ambulantes e o colorido da Galeria Pagé, encerramos nosso passeio! Gostaram? Não deixe de visitar o maior centro comercial a céu aberto da America Latina!

Veja a localização no mapa:

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10 comments to Rua 25 de Março e Banespão em Foco

  • FeCardona  says:

    Oi Mina, tudo bom? Adoro ler suas reportagens, e esse mirante do Banespão é demais, já fui umas tres vezes, sempre levando gente -daqui e de fora- pra conhecer Sampa. A 25 de março eu deixo pros profissionais, que eu não consigo ficar 5 minutos…. É tanta gente que me dá sufoco! Mas, como sempre, adorei ler sobre a 25; com seus comentários a gente sempre aprende um pouco mais da história desta cidade maravilhosa.

    Bjk
    Fernanda

  • Mina Yodono Conhecendo SP  says:

    Oi Fe! Obrigada, que bom que vc esteja curtindo os posts do blog! Realmente, andar na 25 de Março não é para os amadores, kkk!!! Mas a vista do Banespão é mesmo maravilhosa, e eu adorei saber das histórias por trás das lojas da 25 de Março! Beijos

  • Ricardo Amaral  says:

    seria bom vc fazer videos

  • Mina Yodono Conhecendo SP  says:

    Quem sabe futuramente, Ricardo!

  • Anonymous  says:

    adoro fazer comprinhas na 25..adorei seu blog

    selminha bokinha de garapa

  • Mina Yodono Conhecendo SP  says:

    Obrigada, Selminha! Fico feliz que tenha curtido o post – e boas compras! :-)

  • Emilson Valle Almeida  says:

    Boa tarde Mina.., parabéns pela materia, exelente !
    Para nós que somos de fora ( Interior de MG ) me oriente sobre qual a melhor opção para chegar a 25 de Março…. digamos Eu chegando em Guarulhos ( o melhor é taxi ?) e retornando por guarulhos para BH …… tem hoteis com preços razoáveis por perto ? quais ?
    atenciosamente,
    Emilson Valle

  • Mina Yodono Conhecendo SP  says:

    Obrigada, Emilson! Fico muito feliz que tenha gostado do post! Quando eu chego no aeroporto de Guarulhos, quando não tenho uma carona, pego o ônibus executivo, que tem diversos destinos (Praça da República, Avenida Paulista, Rodoviária, etc). Chegando ao destino, você pode pegar o metrô ou taxi até o hotel escolhido. Acho que é a opção mais econômica e confortável, se vc vier sozinho. Se houver mais pessoas, dividir um taxi vale a pena. Há hotéis com preços razoáveis perto do metrô Paraíso, como o Ibis e o EZ Aclimação. De lá vc pode pegar o metrô até a Rua 25 de Março (o pessoal do hotel com certeza vai saber te dar as dicas!). Espero ter ajudado! Abraços

  • Thiago Mart  says:

    Muito bom teu post, Mina! Sou de Sp e, por nunca ter visitado (atentamente) os pontos turísticos de minha cidade, resolvi refazer esses trajetos. Você me ajudou muito. Abraços. Thiago Mart.

    • Mina  says:

      Obrigada, Thiago! Fico muito feliz que o post tenha te ajudado a rever nossa querida cidade com outros olhos! Um grande abraço

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