Parque do Carmo e Festival das Cerejeiras em Foco

Somente na cidade de São Paulo, existem mais de 4.000 pés de cerejeiras. A capital paulista tem o maior número de árvores fora de seu ambiente natural, o Japão.


Quando penso no bairro de Itaquera, onde está localizado o Parque do Carmo, eu me lembro de minha infância. Na década de 1970 e início de 1980, meu pai trabalhou na Sanyo, na antiga Estrada do Pêssego. Naquela época, era uma região era bem pacata, cercada de chácaras de imigrantes japoneses, que cultivavam pêssegos e hortaliças. Ainda me lembro dos passeios no aquário, onde podíamos ver e comprar peixinhos dourados. Visitamos o Parque do Carmo uma vez. Depois que a Sanyo encerrou suas operações em São Paulo, não retornei mais ao bairro, a não ser por algumas passagens esporádicas. Nunca mais fui ao Parque do Carmo. Muitos e muitos anos se passaram, e Itaquera mudou muito desde então!

 

Fundado em 1686, e localizado a  cerca de 22 km do centro de São Paulo, Itaquera é um dos bairros mais populosos de São Paulo, com mais de 500.000 habitantes – uma verdadeira cidade! A pacata Estrada do Pêssego se transformou na Avenida Jacu-Pêssego, uma movimentada via expressa e semi-expressa, que liga Itaquera à Rodovia Ayrton Senna. Para servir a população local, tudo na região é gigantesco: Itaquera abriga o maior shopping center da América Latina, o Shopping Aricanduva, e o maior SESC do estado de São Paulo, que recebe mais de 15.000 visitantes por dia! É no bairro que está sendo construído o Itaquerão, futuro estádio do Corinthians, que irá sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014.  E apesar da distância física, a história de Itaquera, que significa “pedra dura” em guarani,  está intimamente ligada ao do centro da cidade: as pedras que foram a matéria-prima das escadarias da Catedral da Sé e do Obelisco do Ibirapuera vieram de lá, que abrigou diversas pedreiras no passado!

 

Condizendo com o gigantismo do bairro, o Parque do Carmo é o segundo maior da cidade, só perdendo para o Parque Anhanguera, na zona oeste de Sampa. Antes de se tornar um parque, foi uma vasta fazenda, que pertencia ao engenheiro Oscar Americano de Caldas Filho. Após adquirir a Fazenda do Carmo do Coronel Bento Pires na década de 1940, Oscar Americano loteou e vendeu uma parte da fazenda original, com um interessante slogan: “Venham morar na Morumbi da Zona Leste!” (Americano morava com sua família no bairro do Morumbi, na casa que hoje abriga a bela Fundação Maria Luisa & Oscar Americano). O restante das terras foi transformado numa grande área de lazer particular, onde ele vinha com a família nos finais de semana. Foi nessa época que ele represou o córrego principal, para a construção do lago artificial, onde familiares e amigos praticavam esportes náuticos. Com o falecimento de Oscar Americano em 1974, as terras foram vendidas pelos herdeiros. Uma parte da fazenda foi transformada em parque, que foi inaugurado em setembro de 1976.

 

A grande distância de minha casa até Itaquera sempre me desencorajou de voltar ao Parque do Carmo. O trânsito caótico, ainda pior por causa das obras do Itaquerão, e as linhas de trem e metrô sempre lotadas não eram muito animadores. Um evento, porém, fez com que deixássemos tudo isso de lado: o Festival das Cerejeiras, que acontece todos os anos, no primeiro final de semana de agosto. As cerejeiras, símbolo do Japão, foram plantadas no parque em 1978, durante as comemorações do 70º aniversário da imigração japonesa. Assim como o bairro da Liberdade, Itaquera e diversos bairros da zona leste receberam muitos imigrantes nipônicos a partir da década de 1920. Desde então, as mais de 2.000 cerejeiras atraem milhares de visitantes todos os anos, que vem apreciar a beleza de suas flores rosadas.

 

Vou confessar: chegar ao parque não foi nada fácil! Enfrentar o trânsito caótico da Radial Leste e imediações do parque foi uma verdadeira aventura. Encarar as longas filas e encontrar uma vaga no estacionamento do parque foi um exercício de paciência – talvez por conta do público do Festival das Cerejeiras. Mas, uma vez no parque, o que se vê é muito interessante: apesar de ser por vezes tachado, injustamente, de “parque popular de periferia”, ele é limpo e muito bem cuidado, e as paisagens formadas pelo lago e as vastas áreas verdes são belíssimas. O público que o frequenta é o mais variado possível: famílias fazendo piquenique e churrasco, casais, muitas crianças, jovens andando de skate e bicicleta, pessoas de classes sociais diversas. A imensidão da antiga fazenda faz com que sempre se possa encontrar recantos tranquilos, onde se pode contemplar a natureza em paz. E apreciar as belíssimas cerejeiras em flor é simplesmente inesquecível. Foi um ótimo reencontro com o parque, após tantos anos!

 

O Parque do Carmo está aberto todos os dias, das 6:00 às 18:00, e fica na Avenida Afonso de Sampaio e Souza, 951. Dispõe de estacionamento gratuito, Museu do Meio Ambiente, monjolo, anfiteatro natural, aparelhos de ginástica, campos de futebol, ciclovia, pista de Cooper, playgrounds, quiosques, churrasqueiras, gramado para piquenique, sanitários e redários. Funcionam também os DGDs Leste 1 e 3, Viveiro Arthur Etzel, Planetário, Base Setorial, Bosque de Leitura e Base da Guarda Civil Metropolitana. A estação de metrô e trem Corinthians/Itaquera fica a aproximadamente 3,8 km do parque, porém há linhas de ônibus e vans que saem de lá para o parque. Há também linhas de ônibus que saem do Shopping Aricanduva e do Terminal Vila Carrão. Que tal conhecer esse belo pedaço de verde na Zona Leste?

O estacionamento do parque é grande e gratuito. E bem disputado!

O estacionamento do parque é grande e gratuito. E bem disputado!

Saindo do estacionamento, chegamos a um playground, que estava repleto de crianças.

Saindo do estacionamento, chegamos a um playground, que estava repleto de crianças.

Devido às suas grandes áreas, havia muitas crianças empinando pipas. Muito legal! Só espero que não sejam aquelas com cerol!

Devido às suas grandes áreas, havia muitas crianças empinando pipas. Muito legal! Só espero que não sejam aquelas com cerol!

Há cerca de 80 churrasqueiras, além de muitas mesas de piquenique, no meio do bosque dos eucaliptos - acho que não tinha uma única vazia naquele dia!

Há cerca de 80 churrasqueiras, além de muitas mesas de piquenique, no meio do bosque dos eucaliptos – acho que não tinha uma única vazia naquele dia! 

Vai uma carninha aí???

Vai uma carninha aí???

Quiosques que também podem ser utilizados para piqueniques.

Quiosques que também podem ser utilizados para piqueniques.

O Parque do Carmo tem uma das maiores ciclovias de São Paulo: a sua extensão total é de 8.200 m.

O Parque do Carmo tem uma das maiores ciclovias de São Paulo: a sua extensão total é de 8.200 m.

O parque também tem pistas de cooper e caminhada, no meio das árvores.

O parque também tem pistas de cooper e caminhada, no meio das árvores.

O Bosque das Cerejeiras, onde acontece o Festival das Cerejeiras todos os anos.

O Bosque das Cerejeiras, onde acontece o Festival das Cerejeiras todos os anos.

Pés de cerejeira novinhos. Somente neste ano, foram plantados 1.000 pés da árvore. As cerejeiras começaram a ser plantadas no final da década de 1970, em comemoração ao 70º aniversário de imigração japonesa no Brasil.

Pés de cerejeira novinhos. Somente neste ano, foram plantados 1.000 pés da árvore. As cerejeiras começaram a ser plantadas no final da década de 1970, em comemoração ao 70º aniversário de imigração japonesa no Brasil.

Hoje, há mais de 2.000 cerejeiras adultas no parque. Todos os anos, no mês de agosto, acontece a Festa da Cerejeira, para comemorar a breve florada das árvores que dura, em média, uns 15 dias.

Hoje, há mais de 2.000 cerejeiras adultas no parque. Todos os anos, no mês de agosto, acontece a Festa da Cerejeira, para comemorar a breve florada das árvores que dura, em média, uns 15 dias.

O "Sakura", ou flor da cerejeira em japonês, é o símbolo do Japão, e simboliza a felicidade. Assim como os imigrantes japoneses, a planta se adaptou bem às terras brasileiras. Além do Parque do Carmo, há festivais de cerejeiras em outras cidades paulistas como Campos do Jordão, Piedade, São Bernardo do Campo e Garça.

O “Sakura”, ou flor da cerejeira em japonês, é o símbolo do Japão, e simboliza a felicidade. Assim como os imigrantes japoneses, a planta se adaptou bem às terras brasileiras. Além do Parque do Carmo, há festivais de cerejeiras em outras cidades paulistas como Campos do Jordão, Piedade, São Bernardo do Campo e Garça.

O Parque do Carmo possui hoje mais de 2.000 exemplares das espécies yukiwari, oshima, himalaia e okinawa.

O Parque do Carmo possui hoje mais de 2.000 exemplares das espécies yukiwari, oshima, himalaia e okinawa.

Somente na cidade de São Paulo, existem mais de 4.000 pés de cerejeiras. A capital paulista tem o maior número de árvores fora de seu ambiente natural, o Japão.

Somente na cidade de São Paulo, existem mais de 4.000 pés de cerejeiras. A capital paulista tem o maior número de árvores fora de seu ambiente natural, o Japão.

No Japão, quando as cerejeiras florescem, milhares de pessoas vão aos parques, sentam-se na grama e fazem festas e piqueniques para comemorar. É uma tradição que se chama "Hanami", que significa "contemplar as flores".

No Japão, quando as cerejeiras florescem, milhares de pessoas vão aos parques, sentam-se na grama e fazem festas e piqueniques para comemorar. É uma tradição que se chama “Hanami”, que significa “contemplar as flores”.

O vento sopra as delicadas pétalas de flores, fazendo com que elas se espalhem.  É um belíssimo espetáculo da natureza, tal como acontece no Japão.

O vento sopra as delicadas pétalas de flores, fazendo com que elas se espalhem. É um belíssimo espetáculo da natureza, tal como acontece no Japão.

A beleza e delicadeza das flores de cerejeira.

A beleza e delicadeza das flores de cerejeira.

Lindas!

Lindas!

A tradição do "hanami", que foi iniciada pela comunidade japonesa de São Paulo, agora atrai milhares de visitantes de todo o Brasil.

A tradição do “hanami”, que foi iniciada pela comunidade japonesa de São Paulo, agora atrai milhares de visitantes de todo o Brasil.

O festival das cerejeiras é uma tradição não somente no Japão e Brasil. Um dos festivais mais famosos acontece na capital norte-americana, Washington D.C., em abril, com cerejeiras que foram doadas em 1912 pelo governo japonês.

O festival das cerejeiras é uma tradição não somente no Japão e Brasil. Um dos festivais mais famosos acontece na capital norte-americana, Washington D.C., em abril, com cerejeiras que foram doadas em 1912 pelo governo japonês.

Abraçada pelas flores!

Abraçada pelas flores!

Há também barraquinhas, que oferecem diversas comidas típicas japonesas.

Há também barraquinhas, que oferecem diversas comidas típicas japonesas.

Uma barraquinha de Sakura Yakisoba. Será que tem flores de cerejeira no yakisoba?

Uma barraquinha de Sakura Yakisoba. Será que tem flores de cerejeira no yakisoba?

O atendimento muito simpático nas barraquinhas!

O atendimento muito simpático nas barraquinhas!

Uma barraquinha de açaí, porque ninguém é de ferro!

Uma barraquinha de açaí, porque ninguém é de ferro!

Uma barraquinha de sakura-moti, um doce típico japonês. Pena que não tinha ninguém!

Uma barraquinha de sakura-moti, um doce típico japonês. Pena que não tinha ninguém!

Barraca do Itaquera Nikkei Clube, um clube fundado pela comunidade japonesa no bairro, que é muito forte na prática do tênis de mesa.

Barraca do Itaquera Nikkei Clube, fundado pela comunidade japonesa no bairro, que é muito forte na prática do tênis de mesa.

As meninas muito legais da barraca de voluntários, que sempre trabalham e colaboram muito no Festival das Cerejeiras.

As meninas muito legais da barraca de voluntários, que sempre trabalham e colaboram muito no Festival das Cerejeiras.

Bentô, uma espécie de marmita japonesa.

Bentô, uma espécie de marmita japonesa.

Agora, vamos comprar um bentô, para forrar o estômago!

Agora, vamos comprar um bentô, para forrar o estômago!

Havia também barracas com mandyu (um doce japonês, feito de feijão azuki), tempurá (legumes empanados) e udon (macarrão com sopa japonesa), entre outras iguarias.

Havia também barracas com mandyu (um doce japonês, feito de feijão azuki), tempurá (legumes empanados) e udon (macarrão com sopa japonesa), entre outras iguarias.

Um dos destaques do festival são as apresentações de "odori", danças típicas do Japão.

Um dos destaques do festival são as apresentações de “odori”, danças típicas do Japão.

Acho o máximo ver essas senhoras tão animadas e cheias de vitalidade!

Acho o máximo ver essas senhoras tão animadas e cheias de vitalidade!

Um "taikô", tambor japonês usado nas apresentações.

Um “taikô”, tambor japonês usado nas apresentações.

As apresentações de taikô são muito vibrantes! Pena que eles só se apresentaram depois que saímos de lá!

As apresentações de taikô são muito vibrantes! Pena que eles só se apresentaram depois que saímos de lá!

Outra apresentação de odori. O Festival das Cerejeiras é organizado há 35 anos pela Federação de Sakura e Ypê no Brasil.

Outra apresentação de odori. O Festival das Cerejeiras é organizado há 35 anos pela Federação de Sakura e Ypê no Brasil.

Além das apresentações de danças típicas e taikô, apresentaram-se várias outras atrações da cultura japonesa, como Yosakoi Soran (cantos japoneses) e Kenkô Taiso (ginástica).

Além das apresentações de danças típicas e taikô, apresentaram-se várias outras atrações da cultura japonesa, como Yosakoi Soran (cantos japoneses) e Kenkô Taiso (ginástica).

Uma das atrações do festival foi a apresentação da cantora japonesa Mariko Nakahira, que doou o dinheiro arrecadado com vendas de seu CD para entidades assistenciais do Brasil, além de ter doado 3.000 CDs para ajudar as vítimas do tsunami de 2011, no Japão.

Uma das atrações do festival foi a apresentação da cantora japonesa Mariko Nakahira, que doou o dinheiro arrecadado com vendas de seu CD para entidades assistenciais do Brasil, além de ter doado 3.000 CDs para ajudar as vítimas do tsunami de 2011, no Japão.

Um dos lagos do parque

Um dos lagos do parque.

Antes de se tornar um parque em 1976, as terras pertenciam ao engenheiro Oscar Americano, que instalou no local uma fazenda para o lazer de sua família.

Antes de se tornar um parque em 1976, as terras pertenciam ao engenheiro Oscar Americano, que instalou no local uma fazenda para o lazer de sua família.

O córrego principal foi represado para formar os lagos, que eram utilizados para a prática de esportes náuticos. Oscar Americano morava no bairro do Morumbi, e ia para a fazenda nos finais de semana.

O córrego principal foi represado para formar os lagos, que eram utilizados para a prática de esportes náuticos. Oscar Americano morava no bairro do Morumbi, e ia para a fazenda nos finais de semana.

Oscar Americano comprou a fazenda na década de 1940, e loteou e vendeu uma parte das terras, que gerou o bairro Jardim Nossa Senhora do Carmo. Ele queria atrair pessoas de classe média alta para o bairro, e valorizar suas terras.

Oscar Americano comprou a fazenda na década de 1940, e loteou e vendeu uma parte das terras, que gerou o bairro Jardim Nossa Senhora do Carmo. Ele queria atrair pessoas de classe média alta para o bairro, e valorizar suas terras.

Após a morte de Oscar Americano em 1974, as terras foram adquiridas dos herdeiros. Uma parte se transformou em COHAB, e a outra se tornou o Parque do Carmo, em 1976.

Após a morte de Oscar Americano em 1974, as terras foram adquiridas dos herdeiros. Uma parte se transformou em COHAB, e a outra se tornou o Parque do Carmo, em 1976.

É proibido nada! Acho que esse biguá sabe ler!

É proibido nadar! Acho que esse biguá sabe ler!

O Parque do Carmo é o segundo maior de São Paulo, só perdendo para o Parque Anhanguera, na zona norte de São Paulo.

O Parque do Carmo é o segundo maior de São Paulo, só perdendo para o Parque Anhanguera, na zona oeste de São Paulo.

O parque conta com uma imensa área verde ao redor dele, que é a Área de Proteção ambiental do Carmo, com 9.000.000 m², incluindo o parque.

O parque conta com uma imensa área verde ao redor dele, que é a Área de Proteção ambiental do Carmo, com 9.000.000 m², incluindo o parque.

O belo casarão em arquitetura colonial que abriga o Museu do Meio Ambiente. Durante anos, foi a sede da fazenda de Oscar Americano.

O belo casarão em arquitetura colonial que abriga o Museu do Meio Ambiente. Durante anos, foi a sede da fazenda de Oscar Americano.

É aqui no casarão que também fica o bosque de leitura do parque, onde visitantes podem se sentar na varanda e ler livros e gibis.

É aqui no casarão que também fica o bosque de leitura do parque, onde visitantes podem se sentar na varanda e ler livros e gibis.

O Museu do Meio Ambiente funciona de segunda à sexta, das 9:00 às 16:00, e o Bosque de Leitura funciona aos sábados e domingos, das 10:00 às 16:00.

O Museu do Meio Ambiente funciona de segunda à sexta, das 9:00 às 16:00, e o Bosque de Leitura funciona aos sábados e domingos, das 10:00 às 16:00.

Um belo painel pintado numa das paredes da varanda.

Um belo painel pintado numa das paredes da varanda.

A agradável varanda

A agradável varanda

A entrada do Museu do Meio Ambiente. A administração do parque fica em frente ao lado, na antiga casa de hóspedes da fazenda.

A entrada do Museu do Meio Ambiente. A administração do parque fica em frente ao lago, na antiga casa de hóspedes da fazenda.

Uma figueira que foi plantada do lado direito da sede da fazenda, como símbolo de status. A árvore indicava que ali morava o proprietário.

Uma figueira que foi plantada do lado direito da sede da fazenda, como símbolo de status. A árvore indicava que ali morava o proprietário.

Ao lado do casarão há um pequeno jardim, feito em homenagem ao 70º aniversário da imigração japonesa no Brasil, em 1978.

Ao lado do casarão há um pequeno jardim, feito em homenagem ao 70º aniversário da imigração japonesa no Brasil, em 1978.

Este é um monumento em homenagem ao Sr, Katsutochi Matsubara, imigrante japonês e morador do bairro, que se dedicou a plantar e cuidar dos pés de cerejeira até sua morte, em 1997.

Este é um monumento em homenagem ao Sr. Katsutochi Matsubara, imigrante japonês e morador do bairro, que se dedicou a plantar e cuidar dos pés de cerejeira até sua morte, em 1997.

Um monumento, que faz alusão ao plantio das cerejeiras, em 1978, em comemoração ao 70º aniversário da imigração japonesa.

Um monumento, que faz alusão ao plantio das cerejeiras, em 1978, em comemoração ao 70º aniversário da imigração japonesa.

Um belo detalhe do jardim: o "torô", ou lanterna de pedra.

Um belo detalhe do jardim: o “torô”, ou lanterna de pedra.

Num jardim japonês, o "torô" significa a iluminação da mente de quem percorre o jardim, induzindo à concentração. Os pontos de luz são estrategicamente distribuídos para não ofuscarem a visão. Todas as lanternas têm os mesmos elementos básicos: telhado grande, um compartimento aberto e três ou quatro pernas. A simplicidade fica por conta da textura rústica da pedra.

Num jardim japonês, o “torô” significa a iluminação da mente de quem percorre o jardim, induzindo à concentração. Os pontos de luz são estrategicamente distribuídos para não ofuscarem a visão. Todas as lanternas têm os mesmos elementos básicos: telhado grande, um compartimento aberto e três ou quatro pernas. A simplicidade fica por conta da textura rústica da pedra.

O jardim é um símbolo de amizade entre Brasil e Japão, que vêm estreitando seus laços nesses mais de 100 anos de imigração japonesa.

O jardim é um símbolo de amizade entre Brasil e Japão, que vêm estreitando seus laços nesses mais de 100 anos de imigração japonesa.

Próximo à sede da fazenda, Oscar Americano construiu casas que eram utilizadas pelos empregados da fazenda.

Próximo à sede da fazenda, Oscar Americano construiu casas que eram utilizadas pelos empregados da fazenda.

Também foram construídas uma piscina (cuja área hoje é utilizada para recepcionar escolas e instituições), e a casa das crianças e babás, que hoje é a sede da GCM.

Também foram construídas uma piscina (cuja área hoje é utilizada para recepcionar escolas e instituições), e a casa das crianças e babás, que hoje é a sede da GCM.

A flora do parque é bem diversificada, com eucaliptais, e remanescentes da Mata Atlântica. Foram registradas 242 espécies, sendo que 9 estão ameaçadas de extinção, como a copaíba, o pau-brasil e as samambaiaçus.

A flora do parque é bem diversificada, com eucaliptais, e remanescentes da Mata Atlântica. Foram registradas 242 espécies, sendo que 9 estão ameaçadas de extinção, como a copaíba, o pau-brasil e as samambaiaçus.

Uma placa de indicação - não encontramos muitas delas. O parque é enorme, creio que poderia ser melhor sinalizado.

Uma placa de indicação – não encontramos muitas delas. O parque é enorme, creio que poderia ser melhor sinalizado.

Uma pausa para um lanchinho!

Uma pausa para um lanchinho!

A fauna do parque também é bem diversificada, com 135 espécies catalogadas.

A fauna do parque também é bem diversificada, com 135 espécies catalogadas.

A enorme área do parque infantil

A enorme área do parque infantil

O parque conta com um planetário, inaugurado em 2005, que é um dos mais modernos do país. Devido a problemas com infiltração, ficou fechado por anos. Em 2013 reabriu os agendamentos para escolas, mas fechou novamente por tempo indeterminado. Uma pena!

O parque conta com um planetário, inaugurado em 2005, que é um dos mais modernos do país. Devido a problemas com infiltração, ficou fechado por anos. Em 2013 reabriu os agendamentos para escolas, mas fechou novamente por tempo indeterminado. Uma pena!

Com 1.500.000 m², sendo 390.000 deles de mata preservada, o Parque do Carmo é o pulmão verde da Zona Leste, carente de áreas verdes devido ao crescimento intenso dos bairros.

Com 1.500.000 m², sendo 390.000 deles de mata preservada, o Parque do Carmo é o pulmão verde da Zona Leste, carente de áreas verdes devido ao crescimento intenso dos bairros.

A pista que circunda o lago tem 1,5 km de extensão, e é ótima para caminhada e corrida.

A pista que circunda o lago tem 1,5 km de extensão, e é ótima para caminhada e corrida.

Os moradores do lago pediram para aparecer no blog: um casal de patinhos!

Os moradores do lago pediram para aparecer no blog: um casal de patinhos!

Subindo o morro em frente ao lago, encontramos o monumento em homenagem ao centenário da imigração japonesa ao Brasil. O conjunto de sete esculturas foi executado pelo artista japonês Kota Kinutani, e foi inaugurado pelo príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, em 2008.

Subindo o morro em frente ao lago, encontramos o monumento em homenagem ao centenário da imigração japonesa ao Brasil. O conjunto de sete esculturas foi executado pelo artista japonês Kota Kinutani, e foi inaugurado pelo príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, em 2008.

O monumento é composto de 7 pedras de granito, sendo uma vermelha no centro, simbolizando o sol, e outras 6 de granito branco ao seu redor, simbolizando os continentes.

O monumento é composto de 7 pedras de granito, sendo uma vermelha no centro, simbolizando o sol, e outras 6 de granito branco ao seu redor, simbolizando os continentes.

Nessa pedra, há um baixo-relevo com os desenhos do mapa do Japão e do navio Kasato-Maru, que trouxe os primeiros imigrantes japoneses até o Porto de Santos em 1908.

Nessa pedra, há um baixo-relevo com os desenhos do mapa do Japão e do navio Kasato-Maru, que trouxe os primeiros imigrantes japoneses até o Porto de Santos em 1908.

A pedra vermelha que simboliza o sol. A escultura foi feita com o granito brasileiro Red Dragon, proveniente do Ceará.

A pedra vermelha que simboliza o sol. A escultura foi feita com o granito brasileiro Red Dragon, proveniente do Ceará.

A assinatura do artista na pedra.

A assinatura do artista na pedra.

As esculturas brancas foram feitas com o granito japonês Inada, oriudo da região de Ibaraki. As obras são interativas, e permitem que sejam escaladas. A criançada estava se esbaldando!

As esculturas brancas foram feitas com o granito japonês Inada, oriudo da região de Ibaraki. As obras são interativas, e permitem que sejam escaladas. A criançada estava se esbaldando!

Olha que detalhe interessante: duas eras geológicas se unindo em pedra!

Olha que detalhe interessante: duas eras geológicas se unindo em pedra!

As esculturas foram feitas no Japão, e levaram um ano e meio para ficarem prontas. O Parque do Carmo foi escolhido para receber o monumento, devido à grande presença da colônia japonesa no bairro, que é responsável pelo festival das cerejeiras.

As esculturas foram feitas no Japão, e levaram um ano e meio para ficarem prontas. O Parque do Carmo foi escolhido para receber o monumento, devido à grande presença da colônia japonesa no bairro, que é responsável pelo festival das cerejeiras.

Uma linda paisagem: amplos gramados, e ao fundo podemos ver o tom rosado das cerejeiras floridas.

Uma linda paisagem: amplos gramados, e ao fundo podemos ver o tom rosado das cerejeiras floridas.

Lá embaixo podemos ver o lago. O Parque do Carmo é tão grande e belos, que em lugares como esse parece que estamos sozinhos!

Lá embaixo podemos ver o lago. O Parque do Carmo é tão grande, que em lugares como esse parece que estamos sozinhos!

Com essa bela vista das cerejeiras floridas lá embaixo, nos despedimos no Parque do Carmo! Gostaram? Venha conhecer também! Até o próximo passeio!

Com essa bela vista das cerejeiras floridas lá embaixo, nos despedimos no Parque do Carmo! Gostaram? Venha conhecer também! Até o próximo passeio!

Veja a localização no mapa:

Share this:
Share this page via Email Share this page via Stumble Upon Share this page via Digg this Share this page via Facebook Share this page via Twitter

8 comments to Parque do Carmo e Festival das Cerejeiras em Foco

  • Romildo Pereira LUZ  says:

    FICOU MARAVILHOSO MINA !!!!

  • Mina Yodono Conhecendo SP  says:

    Obrigada!!! O Parque do Carmo é muito bonito e as cerejeiras estavam lindas! E eu tenho um ótimo fotógrafo :-)

  • TEM LUZ EM TODA PARTE  says:

    Lindo parque!
    Linda apresentação!
    Moro em Curitiba, e quando vou a São Paulo nem imagino que tem um parque tão lindo disponível para visitação.
    Gostei muito de conhecê-lo através dos olhos e da câmera de vocês.
    Da próxima vez que eu for a SP, colocarei uma visita a este parque na minha agenda.

    Agradeço o envio!

    Regina Moreira
    41-9954-4642

  • Mina Yodono Conhecendo SP  says:

    Obrigada, Regina! Fico muito feliz que tenha gostado do post! As cerejeiras estavam lindas e o Parque do Carmo merece a visita. Aliás, eu adoro Curitiba, que bela cidade! Abraços

  • jurandir  says:

    Muito bom e bem esclarecido esta otimo, só gostaria de saber qual a epoca que as cerejeiras estao floridas

    • Mina  says:

      Olá Jurandir, obrigada! O festival das cerejeiras acontece todos os anos no começo de agosto, é um evento bem divulgado pelos meios de comunicação. A florada das cerejeiras é linda, mas breve – dura, em média, uns 10 dias. Por isso, se você puder ir na época do festival, não deixe de ir – se você for no final de agosto ou setembro, por exemplo, as flores já murcharam. Abraços

  • gta 5 cheats  says:

    Good info. Lucky me I came across your site by accident (stumbleupon).
    I’ve book marked it for later!

    • Mina  says:

      Thanks, I´m glad to hear you´ve enjoyed our blog! Greetings from Brazil

Deixe um comentário

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Protected by WP Anti Spam