Estação Julio Prestes e Bairro da Luz em Foco

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Neste post visitamos uma das regiões mais importantes para o desenvolvimento de São Paulo no fim do século XIX e início do século XX: o bairro da Luz. Séculos atrás, a região era somente um pântano, conhecido como Campo do Guaré, ou “matas de terras molhadas” em tupi-guarani. E este nome lhe caía como uma luva: o campo sofria constantes inundações com as cheias dos rios Tietê e Tamanduateí. Em 1603, o colonizador Domingos Luís, conhecido como “o carvoeiro” por trabalhar na produção de carvão, construiu uma capela no Guaré. Apesar de simples, ela passou a atrair vários devotos e visitantes, e até se tornou um ponto de referência para viajantes. Em homenagem à santa de devoção dos carvoeiros, a capela foi chamada de Nossa Senhora da Luz – o nome do bairro até hoje! Durante muitos anos, o pântano foi ocupado por fazendas, onde o gado corria livremente pelos pastos. Com o desenvolvimento da cidade, o pântano foi aterrado, e tudo começou a mudar: foram construídas pontes e novas ruas. Locais como o Parque da Luz, com sua bela arquitetura francesa e inglesa, foram inaugurados.A história da Luz está intrinsecamente ligada ao ciclo do café em São Paulo. Em 1860, por iniciativa do Barão de Mauá, um dos maiores impulsionadores da indústria brasileira, começou a construção da ferrovia The São Paulo Railway Company, em associação com capital inglês. A ferrovia, concluída em 1867, ligava Jundiaí a Santos, e visava o escoamento da produção cafeeira do interior para o Porto de Santos. A Estação da Luz foi construída em 1865, seguida pela Estação Sorocabana, em 1872. A Estrada de Ferro Sorocabana era utilizada para o transporte de café do sudoeste e oeste paulista e norte do Paraná para São Paulo. As novas estações trouxeram profundas transformações e melhorias ao bairro, que passou a ser um local requintado, frequentado pela aristocracia e viajantes que ali desembarcavam. As avenidas próximas se transformaram em agradáveis boulevards arborizados, e novas lojas, hotéis e restaurantes foram abertos para servir os viajantes. Barões do café ergueram suas belas mansões e palacetes no bairro vizinho de Campos Elísios.

 

Com a riqueza trazida pelo café, decidiu-se construir uma nova estação, maior e melhor que a Sorocabana. A belíssima Estação Julio Prestes, projetada por Cristiano das Neves e Samuel das Neves, e inaugurada em 1938, mostrava toda a opulência e poderio econômico gerados pela produção cafeeira do estado. Infelizmente, com a decadência das ferrovias no início do século XX, e o fim da era de ouro do café, o bairro foi perdendo sua importância, e entrou em profundo declínio. Dos barões do café e elegantes viajantes do passado, a região passou a ser frequentada por usuários de drogas, prostitutas e moradores de rua, e passou a ser conhecida com a pejorativa alcunha de “Cracolandia”.

 

Nos últimos anos tem havido dezenas de projetos para a revitalização do bairro. A Estação da Luz e a Estação Julio Prestes, que ficaram praticamente abandonadas por anos, foram restauradas, recuperando muito de sua majestade dos anos dourados do café. A Estação da Luz, com sua bela arquitetura inglesa, abriga o inovador Museu da Língua Portuguesa. Desde 1999, a suntuosa Estação Julio Prestes abriga a maravilhosa Sala São Paulo, uma das melhores salas de concerto do mundo. A Pinacoteca de São Paulo é um dos museus mais frequentados em São Paulo, e o adorável Parque da Luz voltou a ser frequentado por paulistanos e turistas. Além deles, há atrações muito interessantes nas redondezas, como a Estação Pinacoteca e o Museu de Arte Sacra. Muitos hotéis e casas que eram utilizados como prostíbulos e locais de venda e consumo de drogas foram demolidos. Porém, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Existem problemas sociais e de segurança seríssimos que ainda não foram resolvidos. A região da Luz deve ser revitalizada como um todo, já que melhorias pontuais, apesar de bem-vindas, não são suficientes para limpar o bairro e trazer de volta o brilho de outrora. Trabalhei na Luz por alguns anos, e achava todo o seu entorno muito feio e mal-cuidado. Eu quero poder dizer que esse é, novamente, um dos bairros mais belos e aprazíveis do centro de São Paulo! É necessário muita vontade, e um esforço conjunto e intensivo do poder público e da iniciativa privada para que isso aconteça o mais brevemente possível. Estamos todos na torcida! Esperamos que, assim, se faça Luz onde hoje há escuridão!

 

Para visitar as belas construções desse pedaço importantíssimo para a história de São Paulo, utilize o transporte público: a Estação Luz (linha azul do metrô e linhas coral e rubi da CPTM) fica bem próxima das atrações, além da Estação Julio Prestes (linha diamante da CPTM). Diversas linhas de ônibus também servem a região. Ao andar nessa região, tome um cuidado extra – a Cracolândia fica na região, e é melhor ficar sempre atento! Mas não deixe que isso o desencoraje de visitar essa região belíssima, que merece ser preservada, conhecida e apreciada!

Nosso passeio começa na Avenida Casper Líbero. Daqui podemos ver o antigo edifício do Palácio da Imprensa, fundado em 1939 pelo jornalista Casper Líbero. Foi sede do jornal "A Gazeta" por muitos anos, antes de se mudar para a Avenida Paulista. Desde 2010 o edifício abriga a Auditoria do Superior Tribunal Militar.

Nosso passeio começa na Avenida Casper Líbero. Daqui podemos ver o antigo edifício do Palácio da Imprensa, fundado em 1939 pelo jornalista Casper Líbero. Foi sede do jornal “A Gazeta” por muitos anos, antes de se mudar para a Avenida Paulista. Desde 2010 o edifício abriga a Auditoria do Superior Tribunal Militar.

Na esquina da Avenida Casper Líbero e a Avenida Ipiranga. Indo naquela direção chegamos à Praça da República.

Na esquina da Avenida Casper Líbero e a Avenida Ipiranga. Indo naquela direção chegamos à Praça da República.

O Edifício Montreal, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1954. Composto por amplos apartamentos-estúdio, tem a fachada recoberta de brises de cor amarelo-cádmio. No hall de entrada há paineis com mosaicos de Di Cavalcanti.

O Edifício Montreal, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1954. Composto por amplos apartamentos-estúdio, tem a fachada recoberta de brises de cor amarelo-cádmio. No hall de entrada há paineis com mosaicos de Di Cavalcanti.

O edifício projetado por Jorge Nasser e Benno Perelmuter em 1970, que abrigava o Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt. Desde 1988 abriga o Poupatempo Alfredo Issa, ou Poupatempo Luz, que presta diversos serviços à população.

O edifício projetado por Jorge Nasser e Benno Perelmuter em 1970, que abrigava o Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt. Desde 1988 abriga o Poupatempo Alfredo Issa, ou Poupatempo Luz, que presta diversos serviços à população.

Na Rua do Triunfo, uma das vias que foram ocupadas com hotéis, lojas e belos prédios do fim do século XIX, devido a sua proximidade com a Estação da Luz. Podemos encontrar construções centenárias como essa.

Na Rua do Triunfo, uma das vias que foram ocupadas com hotéis, lojas e belos prédios do fim do século XIX, devido a sua proximidade com a Estação da Luz. Podemos encontrar construções centenárias como essa.

Na esquina das ruas do Triunfo e General Osório. Ao fundo, podemos avistar a bela Estação Júlio Prestes, e à esquerda o antigo Hotel Piratininga.

Na esquina das ruas do Triunfo e General Osório. Ao fundo, podemos avistar a torre da Estação Júlio Prestes, e à esquerda o belíssimo edifício do antigo Hotel Piratininga.

O antigo Hotel Piratininga, projetado por Humberto Bardolato, em 1927, no Largo General Osório. Foi um dos muitos hotéis construídos nas imediações da Estação da Luz e a Estação Sorocabana, em seus tempos áureos. Hoje abriga a Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim.

O antigo Hotel Piratininga, projetado por Humberto Bardolato, em 1927, no Largo General Osório. Foi um dos muitos hotéis construídos nas imediações da Estação da Luz e a Estação Sorocabana, em seus tempos áureos. Hoje abriga a Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim.

A belíssima Estação Pinacoteca, no Largo General Osório. Projetado por Ramos de Azevedo e inaugurado em 1914, foi utilizado originalmente como armazem e escritório da Estação de Ferro Sorocabana. De 1935 a 1983 sediou o Departamento de Ordem Política e Social, o temido DOPS, onde vários presos políticos foram presos.

A belíssima Estação Pinacoteca, no Largo General Osório. Projetado por Ramos de Azevedo e inaugurado em 1914, foi utilizado originalmente como armazém e escritório da Estação de Ferro Sorocabana. De 1935 a 1983 sediou o Departamento de Ordem Política e Social, DOPS, onde vários presos políticos foram presos.

Em 2004 o edifício foi totalmente restaurado pelo arquiteto Haron Cohen, e incorporado pela Pinacoteca de São Paulo. Passa a se chamar Estação Pinacoteca, e recebe parte das exposições temporárias do museu principal.

Em 2004 o edifício foi totalmente restaurado pelo arquiteto Haron Cohen, e incorporado pela Pinacoteca de São Paulo. Passou a se chamar Estação Pinacoteca, e recebe parte das exposições temporárias do museu principal.

A Estação Pinacoteca abriga a coleção Nemirovsky, um dos mais importantes acervos de arte moderna do país. No térreo está instalado o Memorial da Resistência de São Paulo, que preserva as memórias dos tempos de resistência e repressão no período republicano.

A Estação Pinacoteca abriga a coleção Nemirovsky, um dos mais importantes acervos de arte moderna do país. No térreo está instalado o Memorial da Resistência de São Paulo, que preserva as memórias dos tempos de resistência e repressão no período republicano.

A lindíssima Estação Julio Prestes, projetada por Cristiano Stockler das Neves e Samuel das Neves em 1925, e inaugurada em 1938.

A lindíssima Estação Julio Prestes, projetada por Cristiano Stockler das Neves e Samuel das Neves em 1925, e inaugurada em 1938.

A Estação original foi inaugurada em 1892 pela Estrada de Ferro Sorocabana, e se chamava Estação São Paulo. A ferrovia foi construída para transportar o café produzido no oeste e sudoeste de São Paulo e no norte do Paraná para a capital. De lá, o café era transportado para a Estação da Luz, que fazia o transporte para o Porto de Santos.

A Estação original foi inaugurada em 1892 pela Estrada de Ferro Sorocabana, e se chamava Estação São Paulo. A ferrovia foi construída para transportar o café produzido no oeste e sudoeste de São Paulo e no norte do Paraná para a capital. De lá, o café era transportado para a Estação da Luz, que fazia o transporte para o Porto de Santos.

Com a riqueza gerada pela produção do café em São Paulo, a antiga estação ficou pequena. Decidiu-se construir uma nova estação, que seria a definitiva estação da Estrada de Ferro Sorocabana. Em 1951, passou a se chamar Estação Júlio Prestes, em homenagem ao ex-governador do estado.

Com a riqueza gerada pela produção do café em São Paulo, a antiga estação ficou pequena. Decidiu-se construir uma nova estação, que seria a definitiva estação da Estrada de Ferro Sorocabana. Em 1951, passou a se chamar Estação Júlio Prestes, em homenagem ao ex-governador do estado.

Com estrutura de concreto e alvenaria em tijolos, inspirada nas estações norte-americanas Grand Station e Pennsylvania, de Nova York, o luxuoso edifício foi construído em estilo Luis XVI, com inúmeros detalhes e esculturas.

Com estrutura de concreto e alvenaria em tijolos, inspirada nas estações norte-americanas Grand Station e Pennsylvania, de Nova York, o luxuoso edifício foi construído em estilo Luis XVI, com inúmeros detalhes e esculturas.

Ocupa uma área de 25.000 m², e tem em seu interior seis vitrais de Conrado Sogernicht Filho, da Casa Conrado, que executou os vitrais do Mercadão, Catedral da Sé, Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e Casa das Rosas, entre outro marcos.

Ocupa uma área de 25.000 m², e tem em seu interior seis vitrais de Conrado Sogernicht Filho, da Casa Conrado, que executou os vitrais do Mercadão, Catedral da Sé, Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e Casa das Rosas, entre outro marcos.

A sua torre de 75 m de altura se destaca na paisagem. O relógio é inglês, da marca Oben, e foi fabricado em 1942. Ele comandava o horário de todas as estações da Estrada de Ferro Sorocabana.

A sua torre de 75 m de altura se destaca na paisagem. O relógio é inglês, da marca Oben, e foi fabricado em 1942. Ele comandava o horário de todas as estações da Estrada de Ferro Sorocabana.

Suas belas janelas e portões são de ferro, e foram executadas pelo Liceu de Artes e Ofício.

Suas belas janelas e portões são de ferro, e foram executadas pelo Liceu de Artes e Ofício.

As adoráveis bilheterias antigas da Julio Prestes. Atualmente, a estação é ponto de partida da linha 8 - Diamante, da CPTM, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

As adoráveis bilheterias antigas da Julio Prestes. Atualmente, a estação é ponto de partida da linha 8 – Diamante, da CPTM, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Sua plataforma foi construída com estrutura metálica semelhante ao do hangar do dirigível Zeppelin, que ficava no Rio de Janeiro.

Sua plataforma foi construída com estrutura metálica semelhante ao do hangar do dirigível Zeppelin, que ficava no Rio de Janeiro.

Com quase 1.000 m² de área e 26 m de altura, o seu grande hall foi chamado de "o maior salão do Brasil" pela revista Arquitetura e Construção de 1929.

Com quase 1.000 m² de área e 26 m de altura, o seu grande hall foi chamado de “o maior salão do Brasil” pela revista Arquitetura e Construção de 1929.

O belo projeto arquitetônico da estação foi premiado no 3º Congresso Pan-americano de Arquitetos, de 1927.

O belo projeto arquitetônico da estação foi premiado no 3º Congresso Pan-americano de Arquitetos, de 1927.

London Calling? Não, São Paulo Calling!

London Calling? Não, São Paulo Calling!

Mas os anos de glória da bela estação estavam com os dias contados: com a decadência das ferrovias, e o fim do ciclo do café, a estação começou a perder sua importância. A estação passou por anos em declínio, até ser praticamente abandonada na década de 1980.

Mas os anos de glória da bela estação estavam com os dias contados: com a decadência das ferrovias, e o fim do ciclo do café, a estação começou a perder sua importância. A estação passou por anos em declínio, até ser praticamente abandonada na década de 1980.

Na década de 1990 o governador Mário Covas decidiu restaurar a velha estação. Atendendo a um pedido do maestro John Neschling, regente da Orquestra Sinfônica de São Paulo na época, o jardim interno da estação seria transformada numa sala de concertos.

Na década de 1990 o governador Mário Covas decidiu restaurar a velha estação. Atendendo a um pedido do maestro John Neschling, regente da Orquestra Sinfônica de São Paulo na época, o jardim interno da estação seria transformada numa sala de concertos.

Após 18 meses de trabalhos, a bela estação foi restaurada, com projeto de Nelson Dupré. A área central da estação foi transformada na Sala São Paulo, uma das mais belas e modernas salas de concerto do mundo.

Após 18 meses de trabalhos, a bela estação foi restaurada, com projeto de Nelson Dupré. A área central da estação foi transformada na Sala São Paulo, uma das mais belas e modernas salas de concerto do mundo.

Inaugurada em 1999, a Sala São Paulo tem capacidade para cerca de 1.500 pessoas, e possui um forro móvel motorizado, que permite uma acústica adaptável para cada concerto. Devido à estação ferroviária ao lado, houve a necessidade de se fazer uma laje flutuante.

Inaugurada em 1999, a Sala São Paulo tem capacidade para cerca de 1.500 pessoas, e possui um forro móvel motorizado, que permite uma acústica adaptável para cada concerto. Devido à estação ferroviária ao lado, houve a necessidade de se fazer uma laje flutuante.

A Sala São Paulo é sede da OSESP, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. São oferecidas visitas monitoradas à população, de segunda a domingo. Custam R$ 5,00, e são gratuitas nos finais de semana.

A Sala São Paulo é sede da OSESP, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. São oferecidas visitas monitoradas à população, de segunda a domingo. Custam R$ 5,00, e são gratuitas nos finais de semana.

Além da estação ferroviária da CPTM e a OSESP, o edifício também abriga a Secretaria de Estado da Cultura.

Além da estação ferroviária da CPTM e a OSESP, o edifício também abriga a Secretaria de Estado da Cultura.

Apesar da majestade do edifício, ele fica meio perdido no meio da paisagem. A estação está tomada por moradores de rua em plena luz do dia, e a praça em frente está praticamente abandonada.

Apesar da majestade do edifício, ele fica meio perdido no meio da paisagem. A estação está tomada por moradores de rua em plena luz do dia, e a praça em frente está praticamente abandonada.

Na Praça Julio Prestes está a estátua do engenheiro e político Alfredo Maia, um dos responsáveis pelo desenvolvimento ferroviário no Brasil. Esculpida pelo artista italiano Amadeo Zani, a obra foi vandalizada, com tijolos a mostra. Em volta da praça há trilhos e dormentes, uma lembrança dos tempos áureos da ferrovia - hoje, há várias pessoas dormindo nelas!

Na Praça Julio Prestes está a estátua do engenheiro e político Alfredo Maia, um dos responsáveis pelo desenvolvimento ferroviário no Brasil. Esculpida pelo artista italiano Amadeo Zani, a obra foi vandalizada, com tijolos a mostra. Em volta da praça há trilhos e dormentes, uma lembrança dos tempos áureos da ferrovia – hoje, há várias pessoas dormindo neles!

Praticamente vizinhas, a Estação da Luz transportava o café que era desembarcado na Estação Júlio Prestes para o Porto de Santos. Juntas, as duas estações foram fundamentais para o crescimento da cidade, durante o ciclo do café no início do século XX.

Praticamente vizinhas, a Estação da Luz transportava o café que era desembarcado na Estação Júlio Prestes até o Porto de Santos. Juntas, as duas estações foram fundamentais para o crescimento da cidade, durante o ciclo do café no início do século XX.

A belíssima Estação da Luz, projetada pelo arquiteto inglês Charles Henry Driver, e inaugurada em 1901.

A belíssima Estação da Luz, projetada pelo arquiteto inglês Charles Henry Driver, e inaugurada em 1901.

A belíssima Estação da Luz, projetada pelo arquiteto inglês Charles Henry Driver, e inaugurada em 1901.

Todos os materiais utilizados em sua construção foram importados. A estrutura metálica de ferro fundido foi trazida da Inglaterra em peças pré-moldadas e montadas aqui no Brasil. As telhas cerâmicas vieram de Marselha, França. O custo total da construção foi de 150.000 libras esterlinas.

O seu projeto foi inspirado em estações ferroviárias britânicas. Sua bela torre de 60 m, inspirada na torre do Big Ben de Londres, é um dos marcos de São Paulo.

O seu projeto foi inspirado em estações ferroviárias britânicas. Sua bela torre de 60 m, inspirada na torre do Big Ben de Londres, é um dos marcos de São Paulo.

A estação foi parcialmente destruída por um incêndio criminoso em 1946. Ela passou por várias reformas, sendo a mais recente durante as décadas de 1990 e 2000, com projeto de Paulo Mendes da Rocha e Pedro Mendes da Rocha.

A estação foi parcialmente destruída por um incêndio criminoso em 1946. Ela passou por várias reformas, sendo a mais recente durante as décadas de 1990 e 2000, com projeto de Paulo Mendes da Rocha e Pedro Mendes da Rocha.

Com a reforma, a Estação da Luz passou a abrigar o Museu da Língua Portuguesa. Inaugurado em 2006, o museu é dedicado à valorização e difusão de nossa língua, e já é um dos museus mais visitados na cidade.

Com a reforma, a Estação da Luz passou a abrigar o Museu da Língua Portuguesa. Inaugurado em 2006, o museu é dedicado à valorização e difusão de nossa língua, e já é um dos museus mais visitados na cidade.

A Estação da Luz serve as linhas 7-Rubi e 11-Coral da CPTM, além de servir duas linhas de metrô (linhas azul e amarela). Para ver mais fotos da bela estação, não deixe de ver nosso post.

A estação serve as linhas 7-Rubi e 11-Coral da CPTM, além de servir duas linhas de metrô (linhas azul e amarela). Para ver mais fotos da bela estação, não deixe de ver nosso post sobre a Estação da Luz.

Em frente à Estação da Luz, a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Projetado por Ramos de Azevedo e Domiziano Rossi para sediar o Liceu de Artes e Ofícios, foi inaugurado em 1905. É o museu mais antigo de São Paulo.

Em frente à Estação da Luz, está a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Projetado por Ramos de Azevedo e Domiziano Rossi para sediar o Liceu de Artes e Ofícios, foi inaugurado em 1905. É o museu mais antigo de São Paulo.

A Pinacoteca foi reformada em 1998, com projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Tem mais de 8.000 peças e abriga um dos maiores e mais importantes acervos de arte brasileira.

A Pinacoteca foi reformada em 1998, com projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Tem mais de 8.000 obras em seu acervo e abriga um dos maiores e mais importantes acervos de arte brasileira.

Um belo pinheiro centenário dentro do Parque da Luz, que fica ao lado da Pinacoteca.

Um belo pinheiro centenário dentro do Parque da Luz, que fica ao lado da Pinacoteca.

A Igreja de São Cristovão, que foi construída em meados do século XIX em taipa de pilão, com doações obtidas pelo Bispo Dom Antonio Joaquim de Mello. A fachada foi refeita no início do século XX. São Cristovão é o protetor dos viajantes e motoristas, que no dia 25/07 recebem bençãos e celebram missas em homenagem ao seu padroeiro.

Na Avenida Tiradentes encontramos a Igreja de São Cristóvão, que foi construída em meados do século XIX em taipa de pilão, com doações obtidas pelo Bispo Dom Antonio Joaquim de Mello. A fachada foi refeita no início do século XX. São Cristóvão é o protetor dos viajantes e motoristas, que no dia 25/07 recebem bençãos e celebram missas em homenagem ao seu padroeiro.

Andando pela Avenida Tiradentes, nos deparamos com essa porta de pedra meio perdida no meio do caminho. Ela era o portão da antiga Casa de Detenção, mais tarde chamada de Presídio Tiradentes.

Andando pela Avenida Tiradentes, nos deparamos com esse portal de pedra perdido no meio do caminho. Ele era o portal da antiga Casa de Detenção, mais tarde chamada de Presídio Tiradentes.

O presídio foi criado em 1825 para escravos fugitivos e arruaceiros. Durante o Estado Novo, recebeu presos políticos, dentre eles o escritor Monteiro Lobato. No governo militar, recebeu opositores do regime. O presídio foi demolido em 1972, devido às obras do metrô, restando somente o portal, que foi construído na década de 1930.

O presídio foi criado em 1825 para escravos fugitivos e arruaceiros. Durante o Estado Novo, recebeu presos políticos, dentre eles o escritor Monteiro Lobato. No governo militar, recebeu opositores do regime. O presídio foi demolido em 1972, devido às obras do metrô, restando somente o portal, que foi construído na década de 1930.

A Praça Coronel Fernando Prestes, ao lado da estação Tiradentes do metrô (linha azul). Na praça fica o belo edifício da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC), que se encontrava em reforma na ocasião de nossa visita.

A Praça Coronel Fernando Prestes, ao lado da estação Tiradentes do metrô (linha azul). Na praça fica o belo edifício da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (FATEC), projetado por Ramos de Azevedo, que se encontrava em reforma na ocasião de nossa visita.

Na Avenida Tiradentes fica o belo Mosteiro da Luz, que também abriga a Igreja Nossa Senhora da Luz e o Museu de Arte Sacra. É um dos mais importantes e mais conservados exemplos de arquitetura colonial do século XVIII.

Na Avenida Tiradentes fica o belo Mosteiro da Luz, que também abriga a Igreja Nossa Senhora da Luz e o Museu de Arte Sacra. É um dos mais importantes e mais conservados exemplos de arquitetura colonial do século XVIII.

A Igreja Nossa Senhora da Luz tem origem na pequena capela que Domingos Luis, o "carvoeiro", erigiu no local no século XVII. Anos mais tarde, no século XVIII, o frade franciscano Antonio de Sant´Anna Galvão, o Frei Galvão, ajudou a construir o novo mosteiro.

A Igreja Nossa Senhora da Luz tem origem na pequena capela que Domingos Luis, o “carvoeiro”, erigiu no local no século XVII. Anos mais tarde, no século XVIII, o frade franciscano Antonio de Sant´Anna Galvão, o Frei Galvão, ajudou a construir o novo mosteiro.

Frei Galvão projetou o edifício, buscou fundos e trabalhou como pedreiro e supervisor na construção, que foi parcialmente concluída em 1788. Após sua morte em 1822, ele foi sepultado no mosteiro, e o Frei Lucas José da Purificação se incumbiu de terminar as obras, que continuaram até as primeiras décadas do século XVIII.

Frei Galvão projetou o edifício, buscou fundos e trabalhou como pedreiro e supervisor na construção, que foi parcialmente concluída em 1788. Após sua morte em 1822, ele foi sepultado no mosteiro, e o Frei Lucas José da Purificação se incumbiu de terminar as obras, que continuaram até as primeiras décadas do século XIX.

Frei Galvão foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 2007, tornando-se o primeiro santo brasileiro. Milhares de pessoas vão à igreja para visitar seu túmulo e tomar as famosas pílulas de papel de Frei Galvão, que teriam poderes milagrosos, segundo os fiéis.

Frei Galvão foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 2007, tornando-se o primeiro santo brasileiro. Milhares de pessoas vão à igreja para visitar seu túmulo e tomar as famosas pílulas de papel de Frei Galvão, que teriam poderes milagrosos, segundo os fiéis.

Por ter projetado e construído o mosteiro da Luz, Frei Galvão foi homenageado em 2008 com o título Honoris Causa de Engenheiro e Arquiteto pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo.

Por ter projetado e construído o mosteiro da Luz, Frei Galvão foi homenageado em 2008 com o título Honoris Causa de Engenheiro e Arquiteto pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo.

O Museu de Arte Sacra foi fundado em 1970, e abriga uma das mais importantes coleções de arte sacra no Brasil, incluindo obras de Aleijadinho, Mestre Ataíde, Almeida Junior e Benedito Calixto, entre outros. O museu abre de terça a domingo, das 10:00 às 18:00, e a entrada é gratuita aos sábados. É um museu muito interessante, independentemente de sua religião!

O Museu de Arte Sacra foi fundado em 1970, e abriga uma das mais importantes coleções de arte sacra no Brasil, incluindo obras de Aleijadinho, Mestre Ataíde, Almeida Junior e Benedito Calixto, entre outros. O museu abre de terça a domingo, das 10:00 às 18:00, e a entrada é gratuita aos sábados. É um museu muito interessante, independentemente de sua religião!

O acervo do museu começou a ser formado por Dom Duarte Leopoldo e Silva, o primeiro arcebispo de São Paulo. A partir de 1907, ele começou a reunir imagens sacras de igrejas e capelas que estavam sendo demolidas após a proclamação da república.

O acervo do museu começou a ser formado por Dom Duarte Leopoldo e Silva, o primeiro arcebispo de São Paulo. A partir de 1907, ele começou a reunir imagens sacras de igrejas e capelas que estavam sendo demolidas após a proclamação da república.

No lado externo do museu, há réplicas de famosas estátuas de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

No lado externo do museu, há réplicas de famosas estátuas de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Estátua do Profeta Abdias

Estátua do Profeta Abdias

Estátua do Profeta Joel.

Estátua do Profeta Joel.

Estátua do Profeta Ezequiel

Estátua do Profeta Ezequiel

O acervo do museu é composto de cerca de 4.000 peças, originárias de várias igrejas de todo o Brasil, feitas a partir do século XVI até os dias de hoje. Este oratório é um exemplo.

O acervo do museu é composto de cerca de 4.000 peças, originárias de várias igrejas de todo o Brasil, feitas a partir do século XVI até os dias de hoje. Este oratório é um exemplo.

A riqueza da arte barroca

A riqueza da arte barroca

A pintura "Naufrágio do Sírio", de 1907, de Benedito Calixto, um dos maiores pintores brasileiros do início do século XX.

A pintura “Naufrágio do Sírio”, de 1907, de Benedito Calixto, um dos maiores pintores brasileiros do início do século XX.

Um retábulo, que é uma construção feita de madeira, mármore ou outro material, que fica atrás ou acima do altar.

Um retábulo, que é uma construção feita de madeira, mármore ou outro material, que fica atrás ou acima do altar.

Turíbulos, pequenos incensários utilizados na liturgia católica.

Turíbulos, pequenos incensários utilizados na liturgia católica.

O museu conta com várias peças de artistas consagrados como Aleijadinho e Mestre Valentim, alem de diversas obras de autoria desconhecida.

O museu conta com várias peças de artistas consagrados como Aleijadinho e Mestre Valentim, alem de diversas obras de autoria desconhecida.

"Nossa Senhora das Dores", de Aleijadinho, século XVII.

“Nossa Senhora das Dores”, de Aleijadinho, século XVII.

"Nossa Senhora da Conceição", uma bela obra originária de Portugal do século XVII, de autoria desconhecida.

“Nossa Senhora da Conceição”, uma bela obra originária de Portugal do século XVII, de autoria desconhecida.

"Santo Amaro", de Frei Agostinho da Piedade, século XVII.

“Santo Amaro”, de Frei Agostinho da Piedade, século XVII.

Á esquerda, "Nossa Senhora da Purificação", obra prima de Frei Agostinho de Jesus, do século XVII, na qual a virgem é retratada com feições adolescentes. À direita, uma outra imagem da madona.

Á esquerda, “Nossa Senhora da Purificação”, obra prima de Frei Agostinho de Jesus, do século XVII, na qual a virgem é retratada com feições adolescentes. À direita, uma outra imagem da madona.

Anjo de Mestre Valentim, do século XVIII.

Anjo de Mestre Valentim, do século XVIII.

"São Pedro Papa", obra portuguesa do século XVIII.

“São Pedro Papa”, obra portuguesa do século XVIII.

Dentro da Casa Forte, que guarda as peças mais valiosas da coleção. Ali ficava o antigo cemitério das religiosas da clausura. (O museu não permite a utilização de flash, por isso as fotos estão meio escuras.)

Dentro da Casa Forte, que guarda as peças mais valiosas da coleção. Ali ficava o antigo cemitério das religiosas da clausura. (O museu não permite a utilização de flash, por isso as fotos estão meio escuras.)

A valiosa coleção de ourivessaria e prataria sacras inclui diversos cálices, ostensórios, cruzes, lâmpadas, entre outros itens. Ao todo, as peças foram lavradas com quase 30 arrobas de ouro e prata.

A valiosa coleção de ourivessaria e prataria sacras inclui diversos cálices, ostensórios, cruzes, lâmpadas, entre outros itens. Ao todo, as peças foram lavradas com quase 30 arrobas de ouro e prata.

Custódia de São Miguel, toda feita de ouro, com o centro em cristal.

Custódia de São Miguel, toda feita de ouro, com o centro em cristal.

O jardim interno do mosteiro, com sua bela fonte

O jardim interno do mosteiro, com sua bela fonte

O mosteiro é uma das principais construções de taipa de pilão da cidade. É a única construção colonial do século XVIII em São Paulo, que apresenta seus elementos, materiais e estruturas originais.

O mosteiro é uma das principais construções de taipa de pilão da cidade. É a única construção colonial do século XVIII em São Paulo, que apresenta seus elementos, materiais e estruturas originais.

O acervo do museu inclui também peças de mobiliário, provenientes de sacristias e residências episcopais. Há uma extensa coleção de arcas e baús como esse, além de bancos, mesas, entre outros itens.

O acervo do museu inclui também peças de mobiliário, provenientes de sacristias e residências episcopais. Há uma extensa coleção de arcas e baús como esse, além de bancos, mesas, entre outros itens.

O museu também abriga exposições temporárias. Na ocasião de nossa visita, havia uma exposição de fotógrafos brasileiros na década de 1980.

O museu também abriga exposições temporárias. Na ocasião de nossa visita, havia uma exposição de fotógrafos brasileiros na década de 1980.

O Museu de Arte Sacra tem também o interessante Museu do Presépio, que tem uma coleção de 130 presépios, que datam desde o século XVII até o XX. Diversas regiões brasileiras estão representadas no acervo, como Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. Há obras de artistas como Mestre Vitalino e Fúlvio Penachi, assim como de artistas desconhecidos.

O Museu de Arte Sacra tem também o interessante Museu do Presépio, que tem uma coleção de 130 presépios, datados do século XVII até o XX. Diversas regiões brasileiras estão representadas no acervo, como Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. Há obras de artistas como Mestre Vitalino e Fúlvio Penachi, assim como de artistas desconhecidos.

Há presépios de vários países do mundo, tais como Bolívia, México, Espanha, Japão, China, entre outros. Esse belo presépio, que mais parece um castelo, veio da Polônia.

Há presépios de vários países do mundo, tais como Bolívia, México, Espanha, Japão, China, entre outros. Esse belo presépio, que mais parece um castelo, veio da Polônia.

O impressionante presépio napolitano, com 1620 peças, do século XVIII.  Foi doado por Francisco Matarazzo Sobrinho, grande mecenas da arte paulista, que adquiriu o presépio em 1949 em Nápoles.

O impressionante presépio napolitano, com 1620 peças, do século XVIII. Foi doado por Francisco Matarazzo Sobrinho, grande mecenas da arte paulista, que adquiriu o presépio em 1949 em Nápoles.

O museu conta com diversos monitores - fomos muito bem recepcionados! Nossos sinceros agradecimentos!

O museu conta com diversos monitores – fomos muito bem recepcionados! Nossos sinceros agradecimentos!

O Quartel da Luz, projetado por Ramos de Azevedo e inaugurado em 1892. Foi construído por iniciativa do Barão de Parnaíba, governador de São Paulo, para melhor acomodar a Força Pública do estado. O quartel sobreviveu aos disparos de canhões durante a revolução de 1924, o maior conflito bélico ocorrido em São Paulo, e se tornou símbolo da resistência paulistana.

O Quartel da Luz, projetado por Ramos de Azevedo e inaugurado em 1892. Foi construído por iniciativa do Barão de Parnaíba, governador de São Paulo, para melhor acomodar a Força Pública do estado. O quartel sobreviveu aos disparos de canhões durante a revolução de 1924, o maior conflito bélico ocorrido em São Paulo, e se tornou símbolo da resistência paulistana.

O quartel foi projetado seguindo o estilo eclético do final do século XIX. Suas muralhas lembram construções medievais, e o seu interior tem acabamentos luxuosos em mármore carrara, portas de pinho Riga e vitrais austríacos.

O quartel foi projetado seguindo o estilo eclético do final do século XIX. Suas muralhas lembram construções medievais, e o seu interior tem acabamentos luxuosos em mármore carrara, portas de pinho Riga e vitrais austríacos.

Hoje, o edifício abriga a ROTA, Rondas Ostensivas Tobias Aguiar, força de elite da Polícia Militar paulista, além da cavalaria da PM. Bastante danificado por um incêndio, o quartel será totalmente restaurado, com previsão de término das obras no final de 2013.

Hoje, o edifício abriga a ROTA, Rondas Ostensivas Tobias Aguiar, força de elite da Polícia Militar paulista, além da cavalaria da PM. Bastante danificado por um incêndio, o quartel será totalmente restaurado, com previsão de término das obras no final de 2013.

Ao lado do quartel da Luz, uma visão inusitada: uma chaminé no meio da rua! Ela pertencia à primeira usina elétrica da cidade, que foi construída entre 1888 e 1892. A usina funcionava com baterias, e foi demolida em 1985 para a duplicação da Rua João Teodoro.

Ao lado do quartel da Luz, uma visão inusitada: uma chaminé no meio da rua! Ela pertencia à primeira usina elétrica da cidade, que foi construída entre 1888 e 1892. A usina funcionava com baterias, e foi demolida em 1985 para a duplicação da Rua João Teodoro.

A usina tinha sido projetada por Ramos de Azevedo, e tinha como finalidade fornecer energia elétrica para o Hospital Militar, que ficava ali perto. A usina havia sobrevivido aos bombardeios sofridos durante as revoluções de 1924 e 1932, mas sucumbiu à necessidade de dar maior vazão ao trânsito da região.

A usina tinha sido projetada por Ramos de Azevedo, e tinha como finalidade fornecer energia elétrica para o Hospital Militar, que ficava ali perto. A usina havia sobrevivido aos bombardeios sofridos durante as revoluções de 1924 e 1932, mas sucumbiu à necessidade de se dar maior vazão ao trânsito da região.

Na Rua Mauá, encontramos a adorável Vila Inglesa. Ela foi construída para abrigar os engenheiros ingleses que vieram trabalhar na construção da Estação da Luz.

Na Rua Mauá, encontramos a adorável Vila Inglesa. Ela foi construída para abrigar os engenheiros ingleses que vieram trabalhar na construção da Estação da Luz.

A vila foi projetada pelo arquiteto chileno Eduardo de Aguiar D´Andrada, e suas 28 casas foram construídas entre 1915 e 1919, no terreno onde antes estava o palacete da Baronesa de Itu.

A vila foi projetada pelo arquiteto chileno Eduardo de Aguiar D´Andrada, e suas 28 casas foram construídas entre 1915 e 1919, no terreno onde antes estava o palacete da Baronesa de Itu.

Combinando um estilo arquitetônico inglês e colonial brasileiro, a partir de 1924 a vila foi ocupada por famílias de classe média que haviam perdido suas casas na revolta tenentista de 1924. Tombadas em 1989 pelo Patrimônio Histórico, a vila é hoje um condomínio comercial, que abriga escritórios e ateliês.

Combinando um estilo arquitetônico inglês e colonial brasileiro, a partir de 1924 a vila foi ocupada por famílias de classe média que haviam perdido suas casas na revolta tenentista de 1924. Tombadas em 1989 pelo Patrimônio Histórico, a vila é hoje um condomínio comercial, que abriga escritórios e ateliês.

Gostaram? É só descer na Estação da Luz e explorar a região - vale a pena! Até o próximo passeio!

Gostaram? É só descer na Estação da Luz e explorar a região – vale a pena! Até o próximo passeio!

Veja a localização no mapa:

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2 comments to Estação Julio Prestes e Bairro da Luz em Foco

  • brazilianese  says:

    Como sempre, riquíssimo em detalhes de informações. Parabéns, Mina. Muito legal. Recomendo sempre aos meus alunos estrangeiros.
    Beijos,
    Yara

  • Mina Yodono  says:

    Obrigada, Yara! Fico feliz que o blog esteja te ajudando nas suas aulas! Beijos

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