Viaduto do Chá e Vale do Anhangabaú em Foco

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Nos nossos quatro posts anteriores abordamos o chamado “Centro Velho” de São Paulo (Não deixem de ler sobre a Praça da SéLargo de São Francisco/Pça. João Mendes/Praça do PatriarcaPateo do Collegio e Largo de São Bento). Agora, atravessamos o Viaduto do Chá e o Vale do Anhangabaú, e começamos o nosso tour pelo chamado Centro Novo da cidade.

 

Ao caminhar pelo Vale do Anhangabaú hoje em dia, nem dá para imaginar que até 1822 o local estava coberto por pacatas chácaras, a maioria de propriedade do Barão de Itapetininga, que eram banhadas pelo Rio Anhangabaú. As suas águas eram utilizadas desde o século XVII para a lavagem de roupas, objetos e até para o banho. Os moradores da região vendiam o chá e agrião que eram produzidos nas terras ao longo do rio. Quem quisesse atravessar o vale naquela época tinha de descer a encosta, atravessar a Ponte de Lorena, e depois subir a Ladeira do Paredão, onde fica a Rua Xavier de Toledo atualmente.

 

Em 1877, com o projeto de construção do Viaduto do Chá, as chácaras da região teriam de ser desapropriadas. O Barão de Tatuí, proprietário de uma chácara localizada na atual Rua Líbero Badaró, foi contra e se recusou a sair de sua residência. A construção do viaduto só começou em 1889, após um protesto da população, que se armou de picaretas e atacou uma das paredes do sobrado onde o Barão morava! Após esse episódio, ele não teve outra alternativa a não ser deixar sua casa, e o projeto de urbanização do vale foi adiante, com a inauguração do Viaduto do Chá em 1892. O Parque do Anhangabaú foi inaugurado em 1910, com a canalização do rio e a construção de vários edifícios.  A nata da sociedade passou a frequentar os teatros e lojas da região, culminando com a inauguração do Teatro Municipal em 1911. Após várias remodelações ao longo dos anos, o Vale do Anhangabaú se transformou num dos maiores cartões postais de São Paulo. Entre o Viaduto do Chá e o Viaduto Santa Ifigênia, podemos avistar diversos tesouros da cidade, como os belos edifícios Altino Arantes e o Martinelli, o Edifício Matarazzo, Shopping Light, entre outros. O Vale do Anhangabaú abriga nos seus amplos espaços diversos eventos como shows, viradas culturais e esportivas e comícios.

 

Eu me lembro de quando eu recebi a visita de uma amiga da Suíça, que trabalhava na Companhia Aérea Swissair, em 1996. Ela e a tripulação estavam ali pertinho, no finado Hotel Hilton, e eles ficariam em São Paulo por apenas algumas horas. Naquela época, o centro da cidade e o Vale do Anhangabaú não estavam em sua melhor fase, e eles ficaram bem decepcionados com o que viram! Para salvar a pátria, resolvi levá-los para o Parque do Ibirapuera - todos ficaram satisfeitos e minha missão de entretê-los foi cumprida! Dezesseis anos depois, muitas coisas mudaram. Claro, ainda há muito a ser feito. A região tem problemas sérios como todo o centro da cidade: o vandalismo em monumentos como as belas esculturas e fontes do Vale do Anhangabaú é inaceitável! Mas é inegável que houve melhoras no sentido de se cuidar melhor de nosso patrimônio histórico. Vimos monumentos em estado lastimável, mas também vimos  edifícios importantes como o Teatro Municipal e o Palácio dos Correios restaurados. O centro está voltando a ser um ponto turístico frequentado por turistas brasileiros e estrangeiros. Isso nos deixa muito esperançosos de que nosso centro histórico recupere em breve, com a devida atuação do poder público, o lugar de destaque que nunca deveria ter perdido!

 

Para visitar esses belos marcos de Sampa, vá de metrô: a Estação Anhangabaú (linha vermelha) fica bem próxima da maioria das atrações. Há também diversas linhas de ônibus que servem a região. Deixe o carro e casa, e aproveite para fazer um passeio a pé – os estacionamentos são poucos e caríssimos! Só não deixe de visitar esses tesouros do patrimônio histórico paulistano!

O Viaduto do Chá é o primeiro viaduto de São Paulo. Passa sobre o Vale do Anhangabaú, ligando o Centro Velho e o Centro Novo de São Paulo. Recebeu este nome devido às plantações de chá da Índia nas chácaras da região.

O Viaduto do Chá é o primeiro viaduto de São Paulo. Passa sobre o Vale do Anhangabaú, ligando o Centro Velho e o Centro Novo de São Paulo. Recebeu este nome devido às plantações de chá da Índia nas chácaras da região.

O Viaduto do Chá foi idealizado em 1877 pelo francês Jules Martin. Ele teve de convencer os paulistanos da necessidade de se construir uma ponte que ligasse a Rua da Direita ao Morro do Chá.

O Viaduto do Chá foi idealizado em 1877 pelo francês Jules Martin. Ele teve de convencer os paulistanos da necessidade de se construir uma ponte que ligasse a Rua da Direita ao Morro do Chá.

A construção do viaduto começou somente em 1888, mas os trabalhos foram interrompidos depois de um mês, devido à resistência dos moradores da região, entre eles o Barão de Tatuí. Ele saiu de sua casa após populares quebrarem as paredes de seu sobrado com picaretas!

A construção do viaduto começou somente em 1888, mas os trabalhos foram interrompidos depois de um mês, devido à resistência dos moradores da região, entre eles o Barão de Tatuí. Ele saiu de sua casa após populares quebrarem as paredes de seu sobrado com picaretas!

O Viaduto do Chá foi finalmente inaugurado em 1892, com estrutura metálica vinda da Alemanha. Houve uma grande festa, interrompida por uma chuva - foi o "batismo" do viaduto!

O Viaduto do Chá foi finalmente inaugurado em 1892, com estrutura metálica vinda da Alemanha. Houve uma grande festa, interrompida por uma chuva – foi o “batismo” do viaduto!

A Companhia Ferrocarril, que era responsável pelo viaduto, cobrava três vintens de pedágio de quem precisasse passar para o lado de lá do Anhangabaú.

A Companhia Ferrocarril, que era responsável pelo viaduto, cobrava três vinténs de pedágio de quem precisasse passar para o lado de lá do Anhangabaú.

O Viaduto do Chá era utilizado pela elite paulistana, que frequentava as lojas e teatros da região. Outros frequentadores assíduos eram os suicidas! Hoje, o viaduto é muito utilizado como pano de fundo de reportagens, filmes e propagandas de TV. A telenovela da Globo "Tempos Modernos" teve várias externas filmadas ali.

O Viaduto do Chá era utilizado pela elite paulistana, que frequentava as lojas e teatros da região. Outros frequentadores assíduos eram os suicidas! Hoje, o viaduto é muito utilizado como pano de fundo de reportagens, filmes e propagandas de TV. A telenovela da Globo “Tempos Modernos” teve várias externas filmadas ali.

Em 1938, com o crescimento da cidade, a estrutura metálica com assoalho de madeira do viaduto antigo foi demolida, e trocada por uma estrutura de concreto armado. Em 1992, ano de seu centenário, o piso foi reformado.

Em 1938, com o crescimento da cidade, a estrutura metálica com assoalho de madeira do viaduto antigo foi demolida, e trocada por uma estrutura de concreto armado. Em 1992, ano de seu centenário, o piso foi reformado.

Numa das pontas do Viaduto do Chá fica o Edifício Matarazzo, que é a atual sede da Prefeitura de São Paulo.

Numa das pontas do Viaduto do Chá fica o Edifício Matarazzo, que é a atual sede da Prefeitura de São Paulo.

Adoro essa vista do viaduto com os arranha-céus ao fundo!

Adoro essa vista do viaduto com os arranha-céus ao fundo!

Ao contrário do que muitos pensam, o Edifício Itália não é o mais alto de São Paulo. Este título pretence ao Edifício Mirante do VAle, que podemos ver ao fundo. Inaugurado em 1966, é o edifício mais alto do Brasil e o 18º mais alto da América do Sul!

Ao contrário do que muitos pensam, o Edifício Itália não é o mais alto de São Paulo. Este título pertence ao Edifício Mirante do Vale, que podemos ver ao fundo. Inaugurado em 1966, é o edifício mais alto do Brasil e o 18º mais alto da América do Sul!

O Vale do Anhangabaú abriga diversos shows e eventos culturais e esportivos. Na ocasião de nossa visita, estava ocorrendo a Virada Esportiva, que oferece 24 horas de eventos e atividades esportivas para a população.

O Vale do Anhangabaú abriga diversos shows e eventos culturais e esportivos. Na ocasião de nossa visita, estava ocorrendo a Virada Esportiva, que oferece 24 horas de eventos e atividades esportivas para a população.

O Viaduto do Chá passa sobre a Avenida Prestes Mais, que faz parte de um complexo viário construído sob o Vale do Anhangabaú. Ao fundo, podemos ver o edifício da Câmara dos Vereadores de São Paulo.

O Viaduto do Chá passa sobre a Avenida Prestes Mais, que faz parte de um complexo viário construído sob o Vale do Anhangabaú. Ao fundo, podemos ver a Praça da Bandeira e o edifício da Câmara dos Vereadores de São Paulo, no Viaduto Jacareí.

Em 1940 foi inaugurada a Galeria Prestes Maia, uma ligação subterrânea entre a Praça do Patriarca e o vale, com saída abaixo do Viaduto do Chá. Foi projetada para ser um museu no centro da cidade, mas está fechada há anos. Existem projetos para transformá-la num anexo do prédio da Prefeitura de São Paulo.

Em 1940 foi inaugurada a Galeria Prestes Maia, uma ligação subterrânea entre a Praça do Patriarca e o vale. Foi projetada para ser um museu no centro da cidade, e tem 2 belas esculturas de Victor Brecheret em seu interior, mas está fechada há anos. Existem projetos para transformá-la num anexo do prédio da Prefeitura de São Paulo.

O belíssimo Teatro Municipal de São Paulo, inaugurado com pompas em 1911.

O belíssimo Teatro Municipal de São Paulo, inaugurado com pompas em 1911.

Com projeto de Claudio Rossi, desenhos de Domiziano Rossi e construção do Escritório Técnico de Ramos de Azevedo, as obras foram iniciadas em 1903.

Com projeto de Claudio Rossi, desenhos de Domiziano Rossi e construção do Escritório Técnico de Ramos de Azevedo, as obras foram iniciadas em 1903.

Na sua inauguração foi exibida a ópera "Hamlet", de Ambroise Thomas, com o barítono Tita Ruffo no papel principal. Desde então, o teatro recebeu em seu palco artistas como Enrico Caruso, Maria Callas, Mikhail Baryshnikov e Duke Ellington, entre outros.

Na sua inauguração foi exibida a ópera “Hamlet”, de Ambroise Thomas, com o barítono Tita Ruffo no papel principal. Desde então, o teatro recebeu em seu palco artistas como Enrico Caruso, Maria Callas, Mikhail Baryshnikov e Duke Ellington, entre outros.

O Teatro Municipal é uma das construções mais ricamente decoradas de São Paulo, com suas escadarias majestosas, baixos-relevos, estátuas e pinturas em ouro.

O Teatro Municipal é uma das construções mais ricamente decoradas de São Paulo, com suas escadarias majestosas, baixos-relevos, estátuas e pinturas em ouro.

O teatro tem capacidade para cerca de 1600 pessoas, e foi tombado pelo patrimônio histórico em 1981. Recebeu sua mais recente restauração em 2011, ano de seu centenário.

O teatro tem capacidade para cerca de 1600 pessoas, e foi tombado pelo patrimônio histórico em 1981. Recebeu sua mais recente restauração em 2011, ano de seu centenário.

Que lindos arcos e sacadas! Pena que não se façam mais construções como essa hoje em dia!

Que lindos arcos e sacadas! Pena que não se façam mais construções como essa hoje em dia!

O Teatro Municipal sediou a revolucionária Semana de Arte Moderna, de 11 a 18 de fevereiro de 1922. Mário de Andrade, Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Heitor Villa-Lobos e Victor Brecheret foram alguns dos nomes que participaram da exposição modernista e apresentações de música, poesia e palestras.

O Teatro Municipal sediou a revolucionária Semana de Arte Moderna, de 11 a 18 de fevereiro de 1922. Mário de Andrade, Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Heitor Villa-Lobos e Victor Brecheret foram alguns dos nomes que participaram da exposição modernista e apresentações de música, poesia e palestras.

O estilo arquitetônico utilizado no Teatro Municipal foi o eclético, que estava em voga na Europa desde a metade do século XIX. Os belos vitrais são exemplos desse estilo.

O estilo arquitetônico utilizado no Teatro Municipal foi o eclético, que estava em voga na Europa desde a metade do século XIX. Os belos vitrais são exemplos desse estilo.

No dia de sua inauguração, a nata da sociedade chegava em seus carros e automóveis nesta entrada, todos vestidos em traje a rigor? O Viaduto do Chá estava repleto de pessoas, que vieram admirar a beleza do novo teatro.

No dia de sua inauguração, a nata da sociedade chegava em seus carros e automóveis nesta entrada, todos vestidos em traje a rigor. O Viaduto do Chá estava repleto de pessoas, que vieram admirar a beleza do novo teatro.

Os mosaicos do piso vieram de Nova York e Berlim, e os suntuosos salões foram decorados com mármore de Siena, Carrara e Verona.

Os mosaicos do piso vieram de Nova York e Berlim, e os suntuosos salões foram decorados com mármore de Siena, Carrara e Verona.

O Café do Theatro Municipal, ricamente decorado.

O Café do Theatro Municipal, ricamente decorado.

O ferro artístico utilizado nesses portões foi encomendado em Frankfurt, Alemanha.

O ferro artístico utilizado nesses portões foi encomendado em Frankfurt, Alemanha.

O Teatro Municipal foi inspirado nos maiores teatros do mundo. Na época de sua inauguração, eram apresentadas principalmente óperas, para atender a grande comunidade italiana de São Paulo.

O Teatro Municipal foi inspirado nos maiores teatros do mundo. Na época de sua inauguração, eram apresentadas principalmente óperas, para atender a grande comunidade italiana de São Paulo.

Uma das muitas esculturas que adornam o Teatro Municipal. O bronze utilizado nessas obras foi encomendado em Berlim, Paris e Milão.

Uma das muitas esculturas que adornam o Teatro Municipal. O bronze utilizado nessas obras foi encomendado em Berlim, Paris e Milão.

Atualmente o Teatro Municipal abriga a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, a Orquestra Experimental de Repertório, o Coral Lírico e o Coral Paulistano, e o Ballet da Cidade de São Paulo.

Atualmente o Teatro Municipal abriga a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, a Orquestra Experimental de Repertório, o Coral Lírico e o Coral Paulistano, e o Ballet da Cidade de São Paulo.

O belíssimo conjunto de fontes e esculturas "Monumento a Carlos Gomes", executado pelo artista italiano Luigi Brizzolara. Um presente da comunidade italiana no centenário da independência do Brasil, em 1922.

O belíssimo conjunto de fontes e esculturas “Monumento a Carlos Gomes”, executado pelo artista italiano Luigi Brizzolara. Um presente da comunidade italiana no centenário da independência do Brasil, em 1922.

Essa belíssima obra de arte está abandonada - pichações, vandalismo, sujeira, descaso... O cheiro de urina estava insuportável! E isso a apenas alguns metros da sede da Prefeitura de São Paulo!

Essa belíssima obra de arte está abandonada – pichações, vandalismo, sujeira, descaso… O cheiro de urina estava insuportável! E isso a apenas alguns metros da sede da Prefeitura de São Paulo!

A escultura "O Condor". Por superstição, as pessoas passavem a mão no seu dedo, que foi arrancado por vândalos. Uma vergonha!

A escultura “O Condor”. Por superstição, as pessoas passavem a mão no seu dedo, que foi arrancado por vândalos. Uma vergonha!

A linda "Fonte dos Desejos". Os seus muros estão pichados, a fonte parece estar desligada há tempos e o mau cheiro impregna todo o cenário. Essa fonte poderia ser o que a Fontata di Trevi é para Roma. Como deixaram isso chegar a esse ponto lamentável?

A linda “Fonte dos Desejos”. Os seus muros estão pichados, a fonte parece estar desligada há tempos e o mau cheiro impregna todo o cenário. Essa fonte poderia ser o que a Fontana di Trevi é para Roma, um belo ponto turístico. Como deixaram nossa fonte chegar a esse ponto lamentável?

"Salvador Rosa", que faz parte do conjunto "Monumento a Carlos Gomes"

“Salvador Rosa”, que faz parte do conjunto “Monumento a Carlos Gomes”

"O guarani". Onde foi parar a flecha dele?

“O guarani”. Onde foi parar a flecha dele?

Uma lindíssima obra de arte totalmente depredada! Quando é que vandalismo como esse será devidamente punido?

Uma lindíssima obra de arte totalmente depredada! Quando é que vandalismo como esse será devidamente punido?

Os jardins do Vale do Anhangabaú. Até a construção do Viaduto do Chá, a chácara de propriedade do Barão de Itapetininga se encontrava no local.

Os jardins do Vale do Anhangabaú. Até a construção do Viaduto do Chá, a chácara de propriedade do Barão de Itapetininga se encontrava no local.

"Maria Tudor", que também não escapou das pichações.

“Maria Tudor”, que também não escapou das pichações.

As palmeiras imperiais que enfeitam os jardins do vale. Ao fundo, podemos ver o Edifício Grande São Paulo (à esquerda) e o Mercantil Finasa (à direita)

As palmeiras imperiais que enfeitam os jardins do vale. Em 1910, após um período de abandono, o vale foi ajardinado e começou a ser urbanizado com um projeto do arquiteto Alexandre Ferguson, com a construção de 33 prédios de cada lado, para serem alugados.

Se essas estátuas pudessem falar...

Se essas estátuas pudessem falar…

Seria legal se a gente pudesse encontrar pelo menos uma estátua sem uma pichação!

Seria legal se a gente pudesse encontrar pelo menos uma estátua sem uma pichação!

O edifício Alexandre Mackenzie, projetado pelo arquiteto William Proctor Preston e inaugurado em 1929. Sediou a São Paulo Tramway, Light and Power Company, que atuava na geração e distribuição de energia e transporte público por bondes. Desde 1999 abriga o Shopping Light.

O edifício Alexandre Mackenzie, projetado pelo arquiteto William Proctor Preston e inaugurado em 1929. Sediou a São Paulo Tramway, Light and Power Company, que atuava na geração e distribuição de energia e transporte público por bondes. Desde 1999 abriga o Shopping Light.

Em baixo do Viaduto do Chá, atrás daquelas árvores, fica o Museu do Teatro Municipal, com mostras de fotos e documentos de sua história. Está aberto de terça a domingo, e a entrada é gratuita.

Em baixo do Viaduto do Chá, atrás daquelas árvores, fica o Museu do Teatro Municipal, com mostras de fotos e documentos de sua história. Está aberto de terça a domingo, e a entrada é gratuita.

Na esquina da Rua Xavier Toledo, o antigo prédio do Mappin com seu tradicional relógio, a finada loja de departamentos que atuou durante 86 anos em São Paulo, até sua falência em 1999. Hoje abriga uma loja de eletrodomésticos.

Na esquina da Rua Xavier Toledo, o antigo prédio do Mappin com seu tradicional relógio. A finada loja de departamentos atuou durante 86 anos em São Paulo, até sua falência em 1999. Hoje abriga uma loja de eletrodomésticos.

A Ladeira da Memória, na Rua Xavier de Toledo. Antigo Largo de Piques, é considerada a praça mais bem projetada da cidade.

A Ladeira da Memória, na Rua Xavier de Toledo. Antigo Largo de Piques, é considerada a praça mais bem projetada da cidade.

O local era um ponto de encontro de tropeiros que chegavam à cidade. Em 1814, Daniel Pedro Muller projetou um obelisco, a Pirâmide de Piques, e mais tarde o charafiz. No século XIX era um dos pontos mais movimentados da cidade.

O local era um ponto de encontro de tropeiros que chegavam à cidade. Em 1814, Daniel Pedro Muller projetou um obelisco, a Pirâmide de Piques, e mais tarde o charafiz. No século XIX era um dos pontos mais movimentados da cidade.

O chafariz foi desativado em 1872. Em 1919, Washington Luis contratou o arquiteto Victor Dubugras para projetar uma reforma no largo, em comemoração ao centenário da independência do Brasil. Foram pintados azulejos e as escadarias foram reformadas.

O chafariz foi desativado em 1872. Em 1919, Washington Luis contratou o arquiteto Victor Dubugras para projetar uma reforma no largo, em comemoração ao centenário da independência do Brasil. Foram pintados belos azulejos e as escadarias foram reformadas.

As belas escadarias da Ladeira da Memória. Todo o monumento foi restaurado em 2005, mas continua sendo alvo constante de depredações e descaso.

As belas escadarias da Ladeira da Memória. Todo o monumento foi restaurado em 2005, mas continua sendo alvo constante de depredações e descaso.

A adorável praça precisa de mais cuidados. Encontramos até um sem-teto dormindo dentro da fonte que não funciona há tempos!

A adorável praça precisa de mais cuidados. Encontramos até um sem-teto dormindo dentro da fonte que não funciona há tempos!

Uma bela árvore centenária decora o Largo da Memória. Esse belo conjunto merece ser preservado!

Uma bela árvore centenária decora o Largo da Memória. Esse belo conjunto merece ser preservado!

Ao lado do Teatro Municipal fica o antigo edifício do Hotel Esplanada, um dos mais elegantes nas décadas de 1920 e 1930. Projetado pelos arquitetos Viret e Marmorat e inaugurado em 1923, hoje pertence ao grupo Votorantim.

Ao lado do Teatro Municipal fica o antigo edifício do Hotel Esplanada, um dos mais elegantes nas décadas de 1920 e 1930. Projetado pelos arquitetos Viret e Marmorat e inaugurado em 1923, hoje pertence ao grupo Votorantim.

Na Rua Conselheiro Crispiniano, ao lado do Teatro Municipal, fica o belo Edifício Glória, projetado pelo escritório técnico de Ramos de Azevedo, e construído em 1928.

Na Rua Conselheiro Crispiniano, ao lado do Teatro Municipal, fica o belo Edifício Glória, projetado pelo escritório técnico de Ramos de Azevedo, e construído em 1928.

Seguindo pela Rua Conselheiro Crispiniano, chegamos ao Largo do Paiçandu. Essa é a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, construída gratuitamente por trabalhadores negros, e inaugurada em 1906.

Seguindo pela Rua Conselheiro Crispiniano, chegamos ao Largo do Paiçandu. Essa é a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, construída gratuitamente por trabalhadores negros, e inaugurada em 1906.

Ao lado da igreja está a estátua da Mãe Preta, de Julio Guerra, em homenagem às antigas mães-de-leite. Feito em bronze fundido e patinado, e inaugurado em 1955, a princípio desagradou alguns militantes por suas feições "desproporcionais". Hoje se tornou referência para a comunidade afro-brasileira.

Ao lado da igreja está a estátua da Mãe Preta, de Julio Guerra, em homenagem às antigas mães-de-leite. Feito em bronze fundido e patinado, e inaugurado em 1955, a princípio desagradou alguns militantes por suas feições “desproporcionais”. Hoje se tornou referência para a comunidade afro-brasileira.

O Largo do Paiçandu se chamava originalmente Praça das Alagoas, devido às diversas nascentes e lagoas que lá havia, antes da canalização do Rio Anhangabaú.

O Largo do Paiçandu se chamava originalmente Praça das Alagoas, devido às diversas nascentes e lagoas que lá havia, antes da canalização do Rio Anhangabaú.

Descendo o Largo do Paiçandu, chegamos à Avenida São João, importante via que liga o centro à zona oeste da cidade. Este trecho da avenida era o endereço de vários cinemas pornôs. Eles deram espaço para edifícios restaurados. Ainda bem!

Descendo o Largo do Paiçandu, chegamos à Avenida São João, importante via que liga o centro à zona oeste da cidade. Este trecho da avenida era o endereço de vários cinemas pornôs. Eles deram espaço para edifícios restaurados. Ainda bem!

O Palácio dos Correios, projetado pelo escritório técnico de Ramos de Azevedo, e inaugurado em 1922.

O Palácio dos Correios, projetado pelo escritório técnico de Ramos de Azevedo, e inaugurado em 1922.

Após ficar anos em reforma, foi reaberto em 2006. Além da agência de correios, abriga exposições de fotografias e uma exposição permanente sobre a construção do prédio, com entrada gratuita.

Após ficar anos em reforma, foi reaberto em 2006. Além da agência de correios, abriga exposições de fotografias e uma exposição permanente sobre a construção do prédio, com entrada gratuita.

Os belos detalhes do Palácio dos Correios, edifício tombado pelo patrimônio histórico.

Os belos detalhes do Palácio dos Correios, edifício tombado pelo patrimônio histórico.

O Rio Anhangabaú era utilizado pela população para lavar roupas e até para o banho, até ser canalizado em 1910. O Parque do Anhangabaú foi inaugurado naquele ano, sendo substituído por uma via expressa na década de 1930.

O Rio Anhangabaú era utilizado pela população para lavar roupas e até para o banho, até ser canalizado em 1910. O Parque do Anhangabaú foi inaugurado naquele ano, sendo substituído por uma via expressa na década de 1930.

Antes do Viaduto do Chá ser construído, para atravessar o vale era necessário descer o morro, passar pela Ponte Lorena sobre o Rio Anhangabaú, e depois subir a Ladeira do Paredão, que ficava na atual Rua Xavier de Toledo. A Ponte Lorena se transformou na Rua Formosa em 1855.

Antes do Viaduto do Chá ser construído, para atravessar o vale era necessário descer o morro, passar pela Ponte Lorena sobre o Rio Anhangabaú, e depois subir a Ladeira do Paredão, que ficava na atual Rua Xavier de Toledo. A Ponte Lorena se transformou na Rua Formosa em 1855.

Daqui podemos avistar o belo Edifício Martinelli. Após diversas remodelações ao longo dos anos, o Vale ganhou um calçadão e jardins na década de 1980, com projeto paisagístico dos arquitetos Jorge Wilheim, Jamil José Kfouri e Rosa Glena Kliass.

Daqui podemos avistar o belo Edifício Martinelli. Após diversas remodelações ao longo dos anos, o Vale ganhou um calçadão e jardins na década de 1980.

Na outra ponta do Vale do Anhangabaú podemos avistar o Edifício Mirante do Vale e o Viaduto Santa Ifigênia. O projeto paisagístico do vale é bastante geométrico, tanto dos pisos quanto dos recantos.

Na outra ponta do Vale do Anhangabaú podemos avistar o Edifício Mirante do Vale e o Viaduto Santa Ifigênia. O projeto paisagístico do vale é bastante geométrico, tanto os pisos quanto os recantos.

O belo viaduto Santa Ifigênia, projetado pelos arquitetos italianos Giulio Michetti e Giuseppe Chiapori, e construído entre 1911 e 1913.

O belo viaduto Santa Ifigênia, projetado pelos arquitetos italianos Giulio Michetti e Giuseppe Chiapori, e construído entre 1911 e 1913.

Numa das pontas do viaduto, está o Largo São Bento. Na década de 1970 o viaduto ganhou um piso de pastilhas coloridas. Muitas delas foram arrancadas - cadê o pessoal da manutenção?

Numa das pontas do viaduto, está o Largo São Bento. Na década de 1970 o viaduto ganhou um piso de pastilhas coloridas. Muitas delas foram arrancadas – cadê o pessoal da manutenção?

De estrutura metálica, o viaduto tem 225 m e foi encomendado na Bélgica. As peças vinham prontas para serem montadas aqui. A construção ficou tão cara que a cidade pediu o seu primeiro empréstimo externo: 750.000 libras esterlinas da Inglaterra.

De estrutura metálica, o viaduto tem 225 m e foi encomendado na Bélgica. As peças vinham prontas para serem montadas aqui. A construção ficou tão cara que a cidade pediu o seu primeiro empréstimo externo: 750.000 libras esterlinas da Inglaterra.

De um lado do viaduto, podemos ver a Avenida Prestes Maia. Para lá fica a zona norte de São Paulo.

De um lado do viaduto, podemos ver a Avenida Prestes Maia, que depois se torna a Avenida Tiradentes. Para lá fica a zona norte de São Paulo.

Do outro lado, podemos ver a saída do túnel que passa sob o Vale do Anhangabaú. Para lá fica a zona sul de São Paulo.

Do outro lado, podemos ver a saída do túnel Papa João Paulo II,  que passa sob o Vale do Anhangabaú. Para lá fica a zona sul de São Paulo.

Ali embaixo fica uma das entradas da Estação São Bento do metrô.

Ali embaixo fica uma das entradas da Estação São Bento do metrô.

Daqui podemos ver alguns edifícios antigos

Daqui podemos ver alguns edifícios antigos.

Do Viaduto Santa Ifigênia temos uma bela vista do Mosteiro de São Bento.

Do Viaduto Santa Ifigênia temos uma bela vista do Mosteiro de São Bento.

Na década de 1970, as luminárias foram substituídas por luminárias antigas, conhecidas também como "São Paulo antigo". O viaduto também ganhou uma escadaria que dá acesso ao vale.

Na década de 1970, as luminárias foram substituídas por luminárias antigas, conhecidas também como “São Paulo antigo”. O viaduto também ganhou uma escadaria que dá acesso ao vale.

Adoro essa vista! Daqui podemos ver os arranha-céus da região, com destaque ao belo topo do Edifício Martinelli.

Adoro essa vista! Daqui podemos ver os arranha-céus da região, com destaque ao belo topo do Edifício Martinelli - na minha opinião, um dos mais belos de São Paulo!

Na outra ponta do viaduto, fica o Largo Santa Ifigênia.

Na outra ponta do viaduto, fica o Largo Santa Ifigênia.

O Largo de Santa Ifigênia e seus edifícios.

O Largo de Santa Ifigênia e seus edifícios.

A Basílica de Nossa Senhora da Conceição e de Santa Ifigênia, inaugurada em 1910.

A Basílica de Nossa Senhora da Conceição e de Santa Ifigênia, inaugurada em 1910.

Entre 1930 e 1954, durante a construção da Catedral da Sé, a igreja de Santa Ifigênia serviu como a catedral da cidade. Foi tombada pelo patrimônio histórico em 1992.

Entre 1930 e 1954, durante a construção da Catedral da Sé, a Basílica de Santa Ifigênia serviu como a catedral da cidade. Foi tombada pelo patrimônio histórico em 1992.

O belo Hotel São Paulo Inn, construído na década de 1920 pelo escritório técnico de Ramos de Azevedo, como um dos hotéis de luxo da cidade.

O belo Hotel São Paulo Inn, construído na década de 1920 pelo escritório técnico de Ramos de Azevedo, como um dos hotéis de luxo da cidade, para servir os viajantes e turistas que chegavam da Estação da Luz.

Vai encarar??? Com este time, o nosso blog está bem protegido! Agradecemos a gentileza dos soldados da PM do posto policial no largo!

Vai encarar??? Com este time, o nosso blog está bem protegido! Agradecemos a gentileza dos soldados da PM do posto policial no largo!

Um belo edifício no Largo Santa Ifigênia.

Um belo edifício no Largo Santa Ifigênia.

O Largo Santa Ifigênia está na confluência do Viaduto Santa Ifigênia, a Rua Antonio Godoy, a Rua do Seminário, a Rua Santa Ifigênia e a Avenida Casper Líbero.

O Largo Santa Ifigênia está na confluência do Viaduto Santa Ifigênia, a Rua Antonio Godoy, a Rua do Seminário, a Rua Santa Ifigênia e a Avenida Casper Líbero.

Adorei as linhas desse edifício, que abriga um dos muitos hotéis da região.

A Avenida Casper Líbero, que abriga muitos dos hotéis da região. A via começa no Largo Santa Ifigênia e termina na Estação da Luz.

A Rua Santa Ifigênia é um movimentado centro comercial, com inúmeras lojas de produtos eletrônicos e instrumentos musicais.

A Rua Santa Ifigênia é um movimentado centro comercial, com inúmeras lojas de produtos eletrônicos e instrumentos musicais.

O Vale do Anhangabaú como conhecemos hoje foi feito no final da década de 1980 pelos arquitetos Jorge Wilheim, Jamil José Kfouri e Rosa Grena Kliass, que propuseram uma laje ajardinada sobre a via expressa.

O Vale do Anhangabaú como conhecemos hoje foi feito no final da década de 1980, com projeto dos arquitetos Jorge Wilheim, Jamil José Kfouri e Rosa Grena Kliass, que propuseram uma laje ajardinada sobre a via expressa. É um dos cartões postais mais importantes de São Paulo!

Gostaram? Venham passear no Vale do Anhangabaú e explorar seus arredores! Até o próximo passeio!

Gostaram? Venham passear no Vale do Anhangabaú e explorar seus arredores! Até o próximo passeio!

Veja a localização no mapa:

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2 comments to Viaduto do Chá e Vale do Anhangabaú em Foco

  • brazilianese  says:

    Completíssimo! Gostei muito da sua pesquisa! Parabéns!

  • Mina Yodono  says:

    Muito obrigada, ficamos felizes que tenha gostado!!! Abraços

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