Largo do São Francisco/Pça. João Mendes/Praça do Patriarca Em Foco

A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, ou Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. É a faculdade de Direito mais antiga do Brasil, juntamente com a Faculdade de Direito de Olinda. Ambas foram criadas por lei do Imperador Dom Pedro I, em 1827.

Hoje continuamos o nosso tour pelo centro histórico de São Paulo, com um giro por três importantes logradouros da cidade: a Praça João Mendes, o Largo do São Francisco e a Praça do Patriarca, assim como seus arredores. Todas essas praças ficam ao redor do marco zero de São Paulo, a nossa querida Praça da Sé. Começamos a nossa caminhada pela Praça Dr. João Mendes. Originalmente ela se chamava Largo de São Gonçalo, devido à capela que a Irmandade de Nossa Senhora de Conceição e São Gonçalo Garcia havia construído ali por volta de 1756. Quando a Câmara Municipal de São Paulo foi inaugurada em 1791, o local passou a ser conhecido também como o Largo da Cadeia, pois o edifício da Câmara abrigava a cadeia da cidade! O Teatro São José, o mais importante de São Paulo na época, também ficava no largo. Com capacidade para 1.200 pessoas, lá foram encenadas peças de Castro Alves e óperas de Carlos Gomes, entre outros eventos culturais importantes. Com o passar dos anos, vários prédios foram demolidos, inclusive a cadeia e o teatro, fazendo o largo ganhar um espaço considerável. Em 1898, o largo passou a se chamar oficialmente Praça Dr. João Mendes, em homenagem ao renomado jurista e político, que foi um dos principais redatores da Lei do Ventre Livre. Hoje, a bela praça arborizada abriga o maior fórum cível do Brasil, o Fórum João Mendes Junior.

 

Andando alguns quarteirões, chegamos ao Largo do São Francisco. A singela igreja que deu seu nome ao largo foi construída em 1644 e é uma das poucas construções na cidade de estilo genuinamente colonial. Em 1827 foi instalada a Academia de Direito, que deu origem à Faculdade de Direito do Largo do São Francisco. Com a construção da Faculdade, deu-se início a vida estudantil e cultural da cidade, trazendo novos ares para a até então pacata província de São Paulo. Os estudantes introduziram novos conceitos de moda e costumes, e representaram uma quebra nos austeros modelos de conduta que existiam na época. A Faculdade de Direito, que depois foi incorporada à Universidade de São Paulo, teve vários estudantes ilustres, como Ruy Barbosa, Monteiro Lobato, Washington Luiz e Jânio Quadros, entre outros!

 

Continuamos a nossa caminhada, e chegamos à Praça do Patriarca. Ela é uma praça “bebê”, se comparada a outras da região: ela começou a ser construída por volta de 1912, com a demolição de casarões que ficavam entre a Rua Líbero Badaró e a Rua São Bento. Sua construção foi planejada para dar maior vazão ao trânsito local – sim, o trânsito de São Paulo já começava a ficar caótico em pleno início do século XX! Em 1922, ela passou a se chamar Praça do Patriarca, em homenagem a José Bonifácio de Andrada e Silva, o patriarca da independência. Curiosamente, a Rua José Bonifácio, que fica ali perto, tem esse nome em homenagem ao José Bonifácio, o “Moço”, que era sobrinho-neto do velho conselheiro de Dom Pedro I! A Praça do Patriarca foi totalmente remodelada em 2002, com o fechamento da praça para o trânsito de carros e ônibus e com a construção de um portal sobre a Galeria Prestes Maia.Vimos belíssimos edifícios e monumentos de nossa história ao longo de todo o trajeto.

 

Ao mesmo tempo que ficamos encantados com a beleza e a riqueza dos tesouros de nossa cidade, ficamos também impressionados ao ver tanto descaso com o nosso patrimônio histórico. Pichações, vandalismo, sujeira, falta de manutenção e cuidado podem ser vistas em quase todo o centro velho. O que mais nos chocou, no entanto, é a quantidade de moradores de rua, que tem aumentado assustadoramente nos últimos anos. O belo Largo do São Francisco estava praticamente tomado por pessoas sem-teto e usuários de drogas, em plena luz do dia! E isso não ocorre somente no centro da cidade, já que vemos o mesmo acontecendo em lugares diversos como a Avenida Paulista, Jardins e até mesmo no nosso bairro, infelizmente! Turistas e transeuntes precisam se sentir seguros para andar nas ruas da cidade. Pessoas precisam de habitações e condições de vida dignas. E nosso belo centro histórico também merece um tratamento digno por parte de todos! São questões sérias que o poder público precisa resolver com urgência. Mas nada disso nos tira o prazer de visitar, conhecer e fotografar tantas jóias, que merecem ser conhecidas, e o mais importante, preservadas a todo o custo. Uma cidade que não cuida de sua história é uma cidade sem alma!

 

Para visitar essas belas praças históricas, deixe o carro em casa: o trânsito lento e os estacionamentos caros não são nada encorajadores. A melhor pedida é o metrô. As estações Sé (linhas azul e vermelha), São Bento (linha azul) e Anhangabaú (linha vermelha) ficam bem próximas dos pontos mencionados neste post, além de haver diversas linhas de ônibus que servem a região. Não há coisa mais gostosa do que caminhar na região, e apreciar todos seus tesouros históricos – venha conhecer também!

Começamos nosso passeio na Praça Dr. joão Mendes, que começou a ser formada em torno de 1756. Recebeu diversos nomes, e foi remodelada diversas vezes ao longo dos anos.

Começamos nosso passeio na Praça Dr. joão Mendes, que começou a ser formada em torno de 1756. Recebeu diversos nomes, e foi remodelada diversas vezes ao longo dos anos.

A Igreja de São Gonçalo, que deu nome ao largo por anos. Com a instalação da Câmara Municipal em 1791, que também abrigava uma cadeia, o largo ficou conhecido como o Largo da Cadeia.

A Igreja de São Gonçalo, que deu nome ao largo por anos. Com a instalação da Câmara Municipal em 1791, que também abrigava uma cadeia, o largo ficou conhecido como o Largo da Cadeia.

A Igreja de São Gonçalo pertencia a uma irmandade tão pobre, que várias sobras de outras igrejas foram utilizadas em seu interior. Passou por várias reformas ao longo dos anos, e foi tombada pelo patrimônio histórico em 1971.

A Igreja de São Gonçalo pertencia a uma irmandade tão pobre, que várias sobras de outras igrejas foram utilizadas em seu interior. Passou por várias reformas ao longo dos anos, e foi tombada pelo patrimônio histórico em 1971.

Em 1898, o Largo passou a se chamar Praça Dr. João Mendes, em homenagem ao renomado jurista e principal relator da Lei do Ventre Livre.

Em 1898, o Largo passou a se chamar Praça Dr. João Mendes, em homenagem ao renomado jurista e principal relator da Lei do Ventre Livre.

A estátua em homenagem ao Dr. João Mendes foi feita por William Zadic, e restaurada na gestão de Jânio Quadros.

A estátua em homenagem ao Dr. João Mendes foi feita por William Zadic, e restaurada na gestão de Jânio Quadros.

O Fórum João Mendes, construído na segunda metade do século XX, é o maior fórum cível do Brasil.

O Fórum João Mendes, construído na segunda metade do século XX, é o maior fórum cível do Brasil.

A graciosa escultura em bronze "Contando a féria", de Ricardo Cipicchia. Após ser derrubada por uma tempestade em 2002, ela quase foi levada por carroceiros, mas foi recuperada, restaurada e devolvida à praça em 2008.

A graciosa escultura em bronze “Contando a féria”, de Ricardo Cipicchia. Após ser derrubada por uma tempestade em 2002, ela quase foi levada por carroceiros, mas foi recuperada, restaurada e devolvida à praça em 2008. É uma de minhas esculturas favoritas!

A Praça João Mendes é vizinha da Praça da Sé. Podemos ver os fundos do belíssimo Palácio da Justiça, projetado por Ramos de Azevedo.

A Praça João Mendes é vizinha da Praça da Sé. Podemos ver os fundos do belíssimo Palácio da Justiça, projetado por Ramos de Azevedo.

Os fundos da imponente Catedral da Sé, inaugurada em 1954.

Da Praça João Mendes podemos ver os fundos da imponente Catedral da Sé, inaugurada em 1954.

A Praça João Mendes também conta com belas construções antigas como essa, que hoje abriga uma livraria.

A Praça João Mendes também conta com belas construções antigas como essa, que hoje abriga uma livraria.

Outro belo edifício, ao lado da Catedral da Sé.

Outro belo edifício, ao lado da Catedral da Sé.

Nesse prédio está uma das farmácias de homeopatia mais antigas da cidade.

Nesse prédio está uma das farmácias de homeopatia mais antigas da cidade.

Numa das pontas da praça está a Rua Conselheiro Furtado, que termina no bairro da Aclimação.

Numa das pontas da praça está a Rua Conselheiro Furtado, que termina no bairro da Aclimação.

Numa das pontas da Praça João Mendes, fica a Rua Conde de Sarzeda, conhecida por abrigar diversas lojas gospel. Um dos destaques da via é o belo Palacete Conde de Sarzedas, construído entre 1891 e 1895.

Uma das travessas da Rua Conselheiro Furtado é a Rua Conde de Sarzedas, conhecida por abrigar diversas lojas gospel. Um dos destaques da via é o belo Palacete Conde de Sarzedas, construído entre 1891 e 1895.

O palacete estava abandonado por anos e quase foi demolido. Após ser tombado pelo patrimônio histórico, foi restaurado e hoje abriga o Centro Cultural do Tribunal de Justiça. Atrás do palacete está o moderno edifício que abriga o tribunal, formando um interessante conjunto arquitetônico.

O palacete ficou abandonado por anos e quase foi demolido. Após ser tombado pelo patrimônio histórico, foi restaurado e hoje abriga o Centro Cultural do Tribunal de Justiça. Atrás do palacete está o moderno edifício em vidro azul que abriga o tribunal, formando um interessante conjunto arquitetônico.

Numa das pontas da Praça João Mendes, temos a Rua Tabatinguera. Lá encontramos a adorável Capela de Santa Luzia e Menino Jesus de Praga.

No quarteirão seguinte à Rua Conde de Sarzedas, temos a Rua Tabatinguera. Lá encontramos a adorável Capela de Santa Luzia e Menino Jesus de Praga.

A capela foi construída em 1901, por Domingos Dalphiano, a pedido da família do Conde de Sarzedas. É o segundo templo de estilo gótico construído na cidade (o primeiro foi a Capela da Santa Casa, em 1885).

A capela foi construída em 1901, por Domingos Dalphiano, a pedido da família do Conde de Sarzedas. É o segundo templo de estilo gótico construído na cidade (o primeiro foi a Capela da Santa Casa, em 1885).

Na esquina da Rua Tabatinguera e Rua do Carmo, encontramos a bela Igreja Nossa Senhora da Boa Morte.

Na esquina da Rua Tabatinguera e Rua do Carmo, encontramos a bela Igreja Nossa Senhora da Boa Morte.

A igreja, construída em taipa de pilão, foi inaugurada em 1810. A irmandade que a construiu tinha como característica admitir em sua igreja pessoas de todas as raças e posições sociais, homens livres e escravos.

A igreja, construída em taipa de pilão, foi inaugurada em 1810. A irmandade que a construiu tinha como característica admitir em sua igreja pessoas de todas as raças e posições sociais, homens livres e escravos.

A igreja era o itinerário dos escravos condenados à morte, que seriam enforcados na Liberdade. Na igreja, eles oravam por uma "boa morte". A igreja, em taipa de pilão, ficou fechada por 7 anos,  e reabriu em 2009 após ser totalmente restaurado.

A igreja era o itinerário dos escravos condenados à morte, que seriam enforcados na Praça da Liberdade. Na igreja, eles oravam por uma “boa morte”. A igreja, em taipa de pilão, ficou fechada por 7 anos, e reabriu em 2009 após ser totalmente restaurada.

O antigo Grupo Escolar do Carmo ou Escola Moderna do Carmo. Construído em 1890, é um dos poucos edifícios art-nouveau ainda existentes na cidade. Hoje abriga a Escola Fazendária do Estado de São Paulo.

O antigo Grupo Escolar do Carmo ou Escola Moderna do Carmo. Construído em 1890, é um dos poucos edifícios art-nouveau ainda existentes na cidade. Hoje abriga a Escola Fazendária do Estado de São Paulo. A via continua após o cruzamento com a Avenida Rangel Pestana, com o nome de Rua Roberto Simonsen.

Na outra ponta da Praça João Mendes fica o Viaduto Maria Paulina, a Rua Dr. Rodrigo Silva e a Rua Riachuelo.

Na outra ponta da Praça João Mendes ficam o Viaduto Maria Paulina, a Rua Dr. Rodrigo Silva à esquerda, e a Rua Riachuelo, à direita.

Na Rua Riachuelo está o belo edifício que abriga o Ministério Público do Estado de São Paulo.

Na Rua Riachuelo está o belo edifício que abriga o Ministério Público do Estado de São Paulo.

O edifício foi construído em 1928, com influência dos edifícios norte-americanos. Anteriormente abrigou a Secretaria de Viação e Obras Públicas.

O edifício foi construído em 1928, com influência dos edifícios norte-americanos. Anteriormente abrigou a Secretaria de Viação e Obras Públicas.

A Rua Quintino Bocaiuva, outra importante via do centro de São Paulo.

A Rua Quintino Bocaiuva, outra importante via do centro de São Paulo.

A rua tem vários belos edifícios do  final do século XIX e início do século XX. Infelizmente, eles sofrem com pichações constantes!

A rua tem vários belos edifícios do final do século XIX e início do século XX como esse. Infelizmente, eles sofrem com pichações constantes!

Na esquina das ruas Quintino Bocaiuva e Senador Feijó, podemos ver uma parte da Catedral da Sé.

Na esquina das ruas Quintino Bocaiuva e Senador Feijó, podemos ver uma parte da Catedral da Sé.

O maravilhoso Palacete Feijó.

O maravilhoso Palacete Feijó, outro belo exemplar da arquitetura do começo do século XX.

Aqui neste ponto da Rua Quintino Bocaiuva podemos ver o Edifício Triângulo, projetado por Oscar Niemeyer.

Aqui neste ponto da Rua Quintino Bocaiuva podemos ver o Edifício Triângulo, projetado por Oscar Niemeyer. Devido ao seu formato (que não estava no projeto original), o edifício é também conhecido como “bolo de noiva”.

Na esquina da Rua Benjamin Contant, podemos ver as palmeiras imperiais da Praça da Sé.

Na esquina da Rua Benjamin Constant, podemos ver as palmeiras imperiais da Praça da Sé.

Na esquina da Rua Benjamin Constant está o Edifício Casa das Arcadas, projetado e construído pelo escritório técnico Dácio A. de Morais, e inaugurado em 1929.

Na esquina da Rua Benjamin Constant está o Edifício Casa das Arcadas, projetado e construído pelo escritório técnico Dácio A. de Morais, e inaugurado em 1929.

O edifício pertenceu a Armando Alvares Penteado, e hoje integra a fundação de mesmo nome.

O edifício pertenceu a Armando Alvares Penteado, e hoje integra a fundação de mesmo nome.

O edifício recebeu este nome devido aos arcos que decoram sua fachada, e também porque abrigava vários escritórios de advogados formados na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, que era apelidada de "As Arcadas".

O edifício recebeu este nome devido aos arcos que decoram sua fachada, e também porque abrigava vários escritórios de advogados formados na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, que era apelidada de “As Arcadas”.

Na esquina das ruas Quintino Bocaiuva e José Bonifácio está o belo edifício que abrigou a Editora Irmãos Vitale.

Na esquina das ruas Quintino Bocaiuva e Direita está o belo edifício que abrigou a Editora Irmãos Vitale.

Construído em 1910, o edifício já abrigou a antiga Rádio Record entre 1941 e 1953.

Construído em 1910, o edifício já abrigou a antiga Rádio Record entre 1941 e 1953. Como várias construções no centro da cidade, este também está precisando de uma revitalização.

Na esquina das ruas Quintino Bocaiuva e Direita.

A Rua Quintino Bocaiuva termina na esquina da Rua Direita.

Na confluência das ruas Quintino Bocaiuva, Direita e o Largo de Misericórdia e Rua Alvares Penteado.

Na confluência das ruas Quintino Bocaiuva, Direita e o Largo de Misericórdia e Rua Alvares Penteado.

A Rua Direita é uma importante via comercial do centro da cidade. Teve moradores ilustres no século XIX,  como o Barão de Iguape, o Barão de Tietê e o Senador Nicolau de Campos Vergueiro.

A Rua Direita é uma importante via comercial do centro da cidade, que começa na Praça da Sé e termina na Rua São Bento.  Teve moradores ilustres no século XIX, como o Barão de Iguape, o Barão de Tietê e o Senador Nicolau de Campos Vergueiro.

O Edifício Guinle, na Rua Direita. Foi constuído entre 1913 e 1916, e projetado pelos arquitetos Hipólito Gustavo Pujol Jr. e Augusto de Toledo, na época de ouro do café. Podemos ver ramos e frutos de café na ornamentação do edifício.

O Edifício Guinle, na Rua Direita, construído entre 1913 e 1916, e projetado pelos arquitetos Hipólito Gustavo Pujol Jr. e Augusto de Toledo. O prédio foi uma das primeiras construções de concreto armado na cidade. Numa época em que não existiam prédios com mais de 3 andares, ele atingiu impressionantes 8 andares e 36 m de altura!

Com ornamentação Art-Nouveau, o Edifício Guinle foi uma das primeiras construções de concreto armado na cidade. Numa época em que não existiam prédios com mais de 3 andares, ele atingiu impressionantes 8 andares e 36 m de altura!

Com ornamentação Art-Nouveau, foi construído na época de ouro do café, e podemos ver ramos e frutos de café na ornamentação do edifício.

A Rua José Bonifácio se inicia na Rua Direita, e também está repleta de construções  interessantes.

A Rua José Bonifácio se inicia na Rua Direita, e também está repleta de construções interessantes.

Na Rua José Bonifácio está o Edifício Triângulo, projetado por Oscar Niemeyer na década de 1950. A construção recebeu este nome por ocupar integralmente um terreno em formato triangular.

Na Rua José Bonifácio está o Edifício Triângulo, projetado por Oscar Niemeyer na década de 1950. A construção recebeu este nome por ocupar integralmente um terreno em formato triangular.

Na entrada do Edifício Triangulo há um belo mosaico de autoria do artista Emiliano Di Cavalcanti. Pena que a obra esteja mal conservada na parte externa do prédio, com várias pastilhas arrancadas ou sujas.

Na entrada do Edifício Triangulo há um belo mosaico de autoria do artista Emiliano Di Cavalcanti. Pena que a obra esteja mal conservada na parte externa do prédio, com várias pastilhas arrancadas ou sujas.

Um detalhe do mosaico na parte interna do edifício - a obra está em melhor estado lá dentro!

Um detalhe do mosaico na parte interna do edifício – a obra está em melhor estado lá dentro!

Um dos adoráveis prédios antigos da Rua Bonifácio.

Um dos adoráveis prédios antigos da Rua Bonifácio. A via recebeu este nome em homenagem ao José Bonifácio, o Moço, que era sobrinho-neto do patriarca da independência!

Esse é um edifício muito bonito, mas como muitos prédios antigos, foi pintado com uma cor bem "cheguei"!

Esse é um edifício muito bonito, mas como muitos prédios antigos, foi pintado com uma cor bem “cheguei”! Mas eu até que gostei do resultado!

Mais um belo palacete que, como muitos no centro de São Paulo, precisa de uma restauração completa.

Mais um belo palacete que, como muitos no centro de São Paulo, precisa de uma restauração completa.

A Rua José Bonifácio recebeu este nome em homenagem ao José Bonifácio, o Moço, que era sobrinho-neto do patriarca da independência!

Um edifício triangular na esquina da Rua Senador Paulo Egídio. Essa pequena via liga a Rua José Bonifácio ao Largo do São Francisco.

E chegamos ao Largo de São Francisco, que começou a se formar no século XVII, com a chegada da Ordem de São Francisco.

E chegamos ao Largo de São Francisco, que começou a se formar no século XVII, com a chegada da Ordem de São Francisco.

No Largo de São Francisco estão duas das igrejas mais antigas da cidade: a Igreja de São Francisco de Assis, à esquerda, e a Igreja das Chagas do Serafico Pai São Francisco, à direita. Ambas foram construídas em taipa de pilão.

No Largo de São Francisco estão duas das igrejas mais antigas da cidade: a Igreja de São Francisco de Assis, à esquerda, e a Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco, à direita. Ambas foram construídas em taipa de pilão.

A Igreja de São Francisco de Assis foi construída entre 1642 e 1647, e em seu convento viveu o primeiro santo brasileiro, Frei Galvão.

A Igreja de São Francisco de Assis foi construída entre 1642 e 1647, e em seu convento viveu o primeiro santo brasileiro, Frei Galvão.

Que ventania! A Igreja das Chagas do Seráfico Pai Francisco foi inaugurada em 1787, após ampliações e reformas na antiga capela, que tinha sido erguida em 1676.

Que ventania! A Igreja das Chagas do Seráfico Pai Francisco foi inaugurada em 1787, após ampliações e reformas na antiga capela, que tinha sido erguida em 1676.

A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, ou Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. É a faculdade de Direito mais antiga do Brasil, juntamente com a Faculdade de Direito de Olinda. Ambas foram criadas por lei do Imperador Dom Pedro I, em 1827.

A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, ou Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. É a faculdade de Direito mais antiga do Brasil, juntamente com a Faculdade de Direito de Olinda. Ambas foram criadas por lei do Imperador Dom Pedro I, em 1827.

Foi projetada pelo arquiteto Ricardo Severo, e seu belo desenho cheio de arcos fez com que a Faculdade de Direito fosse apelidada de "As Arcadas". No seu interior há belos vitrais executados pela Casa Conrado, responsáveis pelos vitrais de marcos como a Estação Julio Prestes, Mercado Municipal, Catedral da Sé e Casa das Rosas.

Foi projetada pelo arquiteto Ricardo Severo, e seu belo desenho cheio de arcos fez com que a Faculdade de Direito fosse apelidada de “As Arcadas”. No seu interior há belos vitrais executados pela Casa Conrado, responsáveis pelos vitrais de marcos como a Estação Julio Prestes, Mercado Municipal, Catedral da Sé e Casa das Rosas.

A Faculdade trouxe intelectualidade e destaque para a até então pacata São Paulo, e teve inúmeros alunos ilustres como Ruy Barbosa, Castro Alves e vários presidentes brasileiros, como Prudente de Morais e Jânio Quadros.

A Faculdade trouxe intelectualidade e destaque para a até então pacata São Paulo, e teve inúmeros alunos ilustres como Ruy Barbosa, Castro Alves e vários presidentes brasileiros, como Prudente de Morais e Jânio Quadros.

Há belas obras de arte em frente à Faculdade de Direito. Está é uma peça em bronze chamada "O menino e o catavento", do artista O.M.Di Palma, que evoca o prazer das brincadeiras de criança. Lamentável que esteja pichada!

Há belas obras de arte em frente à Faculdade de Direito. Está é uma peça em bronze chamada “O menino e o catavento”, do artista O.M.Di Palma, que evoca o prazer das brincadeiras de criança. Lamentável que esteja pichada!

"Área do Centenário", do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito, que faz parte da Universidade de São Paulo.

“Área do Centenário”, do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito, que faz parte da Universidade de São Paulo.

Uma homenagem ao escritor Alvares de Azevedo, um dos alunos ilustres da Faculdade de Direito. O busto em bronze foi executado pelo artista Amadeo Zani.

Uma homenagem ao escritor Alvares de Azevedo, um dos alunos ilustres da Faculdade de Direito. O busto em bronze foi executado pelo artista Amadeo Zani.

A bela estátua "O idílio", de William Zadig. Finalizada em 1920, passou por vários locais como Pinheiros, Avenida Paulista e Cambuci, mas foi retirada desses locais, por ser considerada "Indecente"!

A bela estátua “O idílio”, de William Zadig. Finalizada em 1920, passou por vários locais como Pinheiros, Avenida Paulista e Cambuci, mas foi retirada desses locais, por ser considerada “Indecente”!

Após tantas controvérsias, estátua acabou indo para o depósito da prefeitura. Mas ela foi resgatada por estudantes da Faculdade de Direito, que pediram sua instalação em frente à instituição. Viva!

Após tantas controvérsias, estátua acabou indo para o depósito da prefeitura. Mas ela foi resgatada por estudantes da Faculdade de Direito, que pediram sua instalação em frente à instituição. Viva!

A obra "O idílio" retrata um dos poemas de Olavo Bilac, sobre o amor proibido entre um francês e uma india. Ao fundo, podemos ver a Escola de Comércio Alvares Penteado, meio escondida atrás das árvores.

A obra “O idílio” retrata um dos poemas de Olavo Bilac, sobre o amor proibido entre um francês e uma india. Ao fundo, podemos ver a Escola de Comércio Alvares Penteado, meio escondida atrás das árvores.

A Escola de Comércio Alvares Penteado foi projetada pelo arquiteto sueco Carlos Ekman, e erguida em 1908, por iniciativa do Conde Antonio Alves Leite Penteado. Ele cedeu o terreno e construiu o belo edifício às suas próprias expensas.

A Escola de Comércio Alvares Penteado foi projetada pelo arquiteto sueco Carlos Ekman, e erguida em 1908, por iniciativa do Conde Antonio Alves Leite Penteado. Ele cedeu o terreno e construiu o belo edifício às suas próprias expensas.

O Largo de São Francisco é o marco zero da Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, importante via da cidade, que cruza a Avenida Paulista, e vai até o bairro de Itaim Bibi.

O Largo de São Francisco é o marco zero da Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, importante via da cidade, que cruza a Avenida Paulista, e vai até o bairro  Itaim Bibi.

Outro edifício no Largo de São Francisco, que também tem sua beleza manchada por pichações. É lamentável!

Outro edifício no Largo de São Francisco, que também tem sua beleza manchada por pichações e descaso. É lamentável!

A Rua do Ouvidor, que liga o Largo de São Francisco ao Vale do Anhangabaú. O nome é uma homenagem ao primeiro ouvidor de São Paulo, Dr. Luis Antonio Peleja.

A Rua do Ouvidor, que liga o Largo de São Francisco ao Vale do Anhangabaú. O nome é uma homenagem ao primeiro ouvidor de São Paulo, Dr. Luis Antonio Peleja.

O Edifício Saldanha Marinho, na Rua Líbero Badaró. Projetado por Elisário da Cunha Bahiana no início da década de 1930 para abrigar a sede do Automóvel Clube do Brasil, é um dos belos exemplares de art-decó na cidade.

O Edifício Saldanha Marinho, na Rua Líbero Badaró. Projetado por Elisário da Cunha Bahiana no início da década de 1930 para abrigar a sede do Automóvel Clube do Brasil, é um dos belos exemplares de art-decó na cidade.

Outros belos edifícios do início do século XX na Rua Líbero Badaró.

Outros belos edifícios do início do século XX na Rua Líbero Badaró.

A Rua Líbero Badaró é outra via importante do centro da cidade, e é uma homenagem ao jornalista italiano Giovanni Battista Líbero Badaró, que foi assassinado no local por motivos políticos. A rua teve moradores ilustres, como o Barão de Itapetininga, o Barão de Tatuí e o Barão de São João do Rio Claro.

A Rua Líbero Badaró é outra via importante do centro da cidade, e é uma homenagem ao jornalista italiano Giovanni Battista Líbero Badaró, que foi assassinado no local por motivos políticos. A rua teve moradores ilustres, como o Barão de Itapetininga, o Barão de Tatuí e o Barão de São João do Rio Claro.

Na esquina da Rua Dr. Falcão, que é adornada com belos balaustres de ferro fundido.

Na esquina da Rua Dr. Falcão, que é adornada com belos balaustres de ferro fundido.

O edifício da Secretaria de Participação de Parceria Municipal (seja lá o que isso significa!), com seus belos baixos-relevos no mármore!

O Edifício São Joaquim, que abriga a Secretaria de Participação de Parceria Municipal (seja lá o que isso significa!), com seus belos baixos-relevos no mármore!

O belíssimo Edifício Sampaio Moreira, elaborado em estilo Luis XVI pelo arquiteto Cristiano Stockler das Neves em 1924. Foi o primeiro arranha-céu da cidade, com 54 m de altura, até ser desbancado pelo Edifício Martinelli.

O belíssimo Edifício Sampaio Moreira, elaborado em estilo Luis XVI pelo arquiteto Cristiano Stockler das Neves em 1924. Foi o primeiro arranha-céu da cidade, com 54 m de altura, até ser desbancado pelo Edifício Martinelli.

Belos edifícios do início do século XX lado a lado! O Edifício Sampaio Moreira abriga, desde sua fundação, a tradicional Mercearia Godinho. Inaugurada em 1890 na Praça da Sé, a mercearia se mudou em 1924 para o endereço na Rua Libero Badaró.

Belos edifícios do início do século XX lado a lado! O Edifício Sampaio Moreira abriga, desde sua fundação, a tradicional Casa Godinho. Inaugurada em 1888 na Praça da Sé, a mercearia se mudou em 1924 para o endereço na Rua Libero Badaró, onde permanece até hoje.

E chegamos à Praça do Patriarca. Á direita, o Edifício Matarazzo, ou Banespinha, atual sede da prefeitura de São Paulo; e à esquerda, o edifício do antigo Othon Palace Hotel, que encerrou suas atividades em 2008. O outrora luxuoso hotel agora foi invadido por dezenas de sem-teto.

E chegamos à Praça do Patriarca. Á direita, o Edifício Matarazzo, ou Banespinha, atual sede da prefeitura de São Paulo; e à esquerda, o edifício do antigo Othon Palace Hotel, que encerrou suas atividades em 2008. O outrora luxuoso hotel agora foi invadido por dezenas de sem-teto.

O Edifício Matarazzo foi encomendado pelo empresário Francisco Matarazzo Junior ao arquiteto italiano Marecello Piacentini, em 1938. Passou às mãos do Banespa em 1947, e foi sede do Grupo Matarazzzo até 1972. Em 2004, passa a abrigar a Prefeitura de São Paulo.

O Edifício Matarazzo foi encomendado pelo empresário Francisco Matarazzo Junior ao arquiteto italiano Marcello Piacentini, em 1938. Passou às mãos do Banespa em 1947, e foi sede do Grupo Matarazzzo até 1972. Em 2004, passa a abrigar a Prefeitura de São Paulo.

Com 16 andares e quase 28.000 m² de área construída, a sua fachada foi feita com 25.000 pedras de mármore travertino romano. Há uma biblioteca, museu e um jardim no topo do edifício, que estão fechados para visitação.

Com 16 andares e quase 28.000 m² de área construída, a sua fachada foi feita com 25.000 pedras de mármore travertino romano. Há uma biblioteca, museu e um jardim no topo do edifício, que estão fechados para visitação.

Estátua do Patriarca da Independência, feita em bronze por Alfredo Ceschiatti, em 1972.

Estátua do Patriarca da Independência, feita em bronze por Alfredo Ceschiatti, em 1972.

Ao contrário de outras praças do centro de São Paulo, a Praça do Patriarca é relativamente nova: ela começou a ser construída em 1912, para melhorar o trânsito da região. Ao fundo, podemos ver o Viaduto do Chá.

Ao contrário de outras praças do centro de São Paulo, a Praça do Patriarca é relativamente nova: ela começou a ser construída em 1912, para melhorar o trânsito da região. Ao fundo, podemos ver o Viaduto do Chá.

O grandioso Edifício Lutécia, projetado por Ramos de Azevedo na década de 1920, que foi propriedade de Armando Alvares Penteado. Ele ocupa todo o quarteirão.

O grandioso Edifício Lutécia, projetado por Ramos de Azevedo na década de 1920, que foi propriedade de Armando Alvares Penteado. Ele ocupa todo o quarteirão.

O edifício atualmente pertence a três diferentes proprietários, o que explica as diferentes cores utilizadas na sua pintura.

O edifício atualmente pertence a três diferentes proprietários, o que explica as diferentes cores utilizadas na sua pintura. Uma parte dele pertence à Fundação Armando Alvares Penteado, que utiliza o prédio pra abrigar exposições culturais e artistas em seus lofts.

O Edifício Lutécia, na esquina da Rua Líbero Badaró. Uma parte dele pertence à Fundação Armando Alvares Penteado, que utiliza o prédio pra abrigar exposições culturais e artistas em seus lofts.

Ao lado do Edifício Lutécia, está o Edifício Conde de Prates,  arranha-céu de 33 andares, projetado por Giancarlo Palanti e inaugurado em 1955.

Ao fundo podemos ver a Rua São Bento, com o Edifício Lutécia à esquerda, e o edifício que abrigava a Casa Fretin à direita. Construído em 1886, o edifício abriga a tradicional loja de materiais cirúrgicos até hoje. Ao seu lado, o modernista Edifício Barão de Iguape, projetado pelo americano Gordon Bunshaft, na década de 1950.

Ao fundo podemos ver a Rua São Bento, com o Edifício Lutécia à esquerda, e o edifício que abrigava a Casa Fretin à direita. Construído em 1886, o edifício abriga a tradicional loja de materiais cirúrgicos até hoje. Ao seu lado, o modernista Edifício Barão de Iguape, projetado pelo americano Gordon Bunshaft, na década de 1950.

A Igreja de Santo Antonio, a mais antiga do centro de São Paulo. As primeiras referências a ela datam de 1592!

A Igreja de Santo Antonio, a mais antiga do centro de São Paulo. As primeiras referências a ela datam de 1592!

Em 2002 a praça ganhou um pórtico metálico, projetado por Paulo Mendes Rocha. O pórtico fica sobre a Galeria Prestes Maia, inaugurada em 1938, e que deveria ser um museu de arte no centro da cidade. A Galeria liga a praça ao Vale do Anhangabaú, e está fechada há anos. Uma pena!

Em 2002 a praça ganhou um pórtico metálico, projetado por Paulo Mendes Rocha. O pórtico, que foi alvo de muitas polêmicas, fica sobre a Galeria Prestes Maia, inaugurada em 1938, e que deveria ser um museu de arte no centro da cidade. A Galeria liga a praça ao Vale do Anhangabaú, e está fechada há anos. Uma pena!

Sinto que tem alguem nos observando! Lá em cima daquele prédio, está um dos bonecos que faziam parte de uma instalação do Centro Cultural Banco do Brasil.

Sinto que tem alguem nos observando! Lá em cima daquele prédio, está um dos bonecos que faziam parte de uma instalação do Centro Cultural Banco do Brasil.

Gostaram? Com uma saudação ao Patriarca, a gente se despede por hoje! Até o próximo passeio!

Gostaram? Com uma saudação ao Patriarca, a gente se despede por hoje! Até o próximo passeio!

Veja a localização no mapa:

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3 comments to Largo do São Francisco/Pça. João Mendes/Praça do Patriarca Em Foco

  • Dercia Maria Pereira Rocha  says:

    Parabéns pela inciativa, adorei é muito bom conhecer um pouco da história de São Paulo.

  • Dercia Maria Pereira Rocha  says:

    Parabéns pela iniciativa, adorei é muito bom conhecer um pouco da história desta cidade tão linda e tão importante na vida de cada brasileiro.

  • Mina Yodono Conhecendo SP  says:

    Muito obrigada, Dercia! Fico muito feliz que vc esteja curtindo o post, e que o blog esteja ajudando as pessoas a conhecerem um pouco sobre esta cidade sempre surpreendente!

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