Liberdade em Foco

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Como muitos nipo-descendentes de Sampa, morei na Liberdade por alguns anos, e sempre frequentei as lojas, restaurantes e a feirinha do bairro mais oriental de São Paulo. Eu me lembro que alguns anos atrás a cozinha japonesa não era tão conhecida, e muitos “gaijin” (os não-japoneses) torciam o nariz quando falávamos de algas marinhas, queijo de soja e peixe cru! Restaurantes japoneses só eram frequentados pela colônia japonesa e alguns poucos iniciados.  Como os tempos mudam!!! Hoje a culinária japonesa virou moda, e a Liberdade virou ponto turístico, sendo frequentada por milhares de pessoas de todos os cantos, atrás de seus restaurantes e lojas, que oferecem comidas e todos os tipos de produtos orientais.

 

Bem antes de se tornar o bairro oriental de São Paulo, a Liberdade foi palco de muitas histórias. No século XIX, a Praça da Liberdade era conhecida como o Largo da Forca, já que prisioneiros eram enforcados no local. Em 1821, o soldado negro Francisco José de Chagas, mais conhecido como Chaguinhas, foi condenado à morte por liderar uma rebelião contra o atraso do pagamento dos soldos. Diz a lenda que durante sua execução em praça pública, a corda se rompeu 3 vezes seguidas, o que fez a multidão achar que um milagre havia acontecido. Quando algo semelhante ocorria, o condenado era geralmente perdoado, devido à “clara demonstração da vontade divina”. Mas o governo foi irredutível: o soldado foi morto a pauladas e enterrado no Cemitério dos Aflitos, que ficava a apenas alguns metros dali. Lá eram enterrados os escravos, pobres e indigentes (o cemitério foi desativado em 1858, com a abertura do Cemitério da Consolação). Diante da injustiça e do milagre presenciados pela multidão, Chaguinhas foi alçado ao posto de mártir, quase um santo. A praça virou local de devoção, e dezenas de pessoas passaram a acender velas no largo, em homenagem ao soldado morto. Dizem que mesmo com o vento e a chuva, as velas não se apagavam! Até hoje inúmeras pessoas acendem velas para as almas na Igreja de Santa Cruz na Praça da Liberdade, também conhecida como a Igreja das Almas dos Enforcados. Em 1851, a forca foi desativada e o nome da praça foi mudado para “Liberdade”.

 

Em 1908 iniciou-se a imigração japonesa para o Brasil, com a chegada do navio Kasato Maru em Santos. Parte dos imigrantes foram para o interior de São Paulo, e muitos dos que permaneceram na capital se estabeleceram nas ruas do bairro (muitos imigrantes se estabeleceram também na Zona Leste da cidade, em bairros como Itaquera). A Liberdade se tornou um pedaço do Japão, e o Brasil o país com a maior colônia japonesa fora de seu país. Na década de 1960, os comerciantes da região se uniram para decorar as ruas em estilo oriental, com a instalação de lanternas japonesas. Desde 1975, a Praça da Liberdade recebe a feira oriental aos sábados e domingos, das 9h às 18h, com barracas de comidas e artesanatos diversos. Além da feirinha nos finais de semana, há eventos que atraem milhares de visitantes, como o “Tanabata Matsuri”, o festival japonês das estrelas, e as celebrações de Ano Novo. Hoje, a Liberdade não é meramente um reduto da colônia japonesa, abrigando também chineses, coreanos, portugueses e pessoas de todos os lugares do Brasil e do mundo!

 

Em nossas visitas ao bairro, fomos muito bem recebidos por todos os comerciantes das lojas e barracas por onde passamos. Gostaríamos de agradecer a todos, especialmente o pessoal do Minikimono Confecções, Tajimaya, Tenman-Ya, Livraria Sol, Mercearia Oriental e Marui Presentes pela gentileza de nos deixarem fotografar suas belas lojas para o nosso blog! Domo arigatô gozaimasu!!!

 

Quando você for visitar a Liberdade, evite ir de carro, pois os estacionamentos da região são caros e lotados. A melhor pedida é ir de metrô e descer na estação Liberdade, da linha azul: você já estará bem no meio do burburinho! A Estação São Joaquim (linha azul) também serve o bairro. A Liberdade não é só feita de lojas e restaurantes – há muitos lugares interessantes e tesouros arquitetônicos espalhados pelo bairro. Venha também explorar e conhecer o charme oriental da Liberdade. Youkoso!!! (Bem vindos!)

Nosso passeio começa nas proximidades da Estação São Joaquim do metrô, na Rua Pirapitingui. Há diversas casas antigas como essas, que estão datadas de 1917, e tem o nome do Comendador J.C.L.Pinheiro.

Nosso passeio começa nas proximidades da Estação São Joaquim do metrô, na Rua Pirapitingui. Há diversas casas antigas adoráveis como essas, que estão datadas de 1917, e tem o nome do Comendador J.C.L.Pinheiro. 

Outra bela construção do início do século XX, que até está bem conservado, felizmente!

Outra bela construção do início do século XX, que até está bem conservada, felizmente!

Na Rua Pirapitingui está a belíssima casa projetada por Ramos de Azevedo. Erguida em 1891, o arquiteto morou no palacete até sua morte, em 1928.

Na Rua Pirapitingui está a belíssima casa projetada por Ramos de Azevedo, responsável por importantes ícones paulistanos, como o Teatro Municipal, o Mercadão e a Casa das Rosas. Erguido em 1928, foi o local onde o arquiteto morou com sua família até sua morte, em 1928. Hoje, abriga a Global Editora, que fez um incrível trabalho de restauração na casa, que está aberta para visitação. 

Ao lado da casa de Ramos de Azevedo, está outra bela construção do início do século XX, igualmente tombada pelo patrimônio histórico.

Ao lado da casa de Ramos de Azevedo, estão duas casas geminadas, também projetadas por ele, onde moravam duas de suas filhas. Todas essas casas são tombadas pelo patrimônio histórico.

Na Rua São Joaquim, está a Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo.

Na Rua São Joaquim, está a bela construção da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo, inaugurada em 1961. É a maior loja maçônica do estado. 

Descendo a Rua São Joaquim, encontramos o Templo Budista Soto Zenshu, que se instalou no Brasil em 1955.

Descendo a Rua São Joaquim, encontramos o Templo Budista Soto Zenshu, de origem japonesa, que se instalou no Brasil em 1955. O templo, inaugurado em 1995, é todo feito de madeira e tem um belo teto piramidal. Nas cerimônias, só se pode entrar com os pés descalços.  

Em frente ao templo, a bela construção que abrigou o antigo Colégio Campos Salles, que havia sido destruído por um incêndio (causado pelos próprios alunos). Está sendo restaurado, para abrigar um museu com as obras do artista japonês Manabu Mabe.

Em frente ao templo, a bela construção que abrigou o antigo Colégio Campos Salles, que havia sido destruído por um incêndio (causado pelos próprios alunos!). Está sendo restaurado, para abrigar um museu de arte moderna japonesa. 

A Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, ou Bunkyo, na esquina das ruas São Joaquim e Galvão Bueno. Abriga o Museu da Imigração Japonesa, que foi inaugurado em 1978.

O jardim japonês da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, ou Bunkyo, na esquina das ruas São Joaquim e Galvão Bueno. Inaugurado em 1964, abriga o Museu da Imigração Japonesa, que foi inaugurado em 1978, em comemoração ao 70º aniversário da imigração japonesa, com presença do Imperador Akihito.

"Que a paz prevaleça no mundo." O Bunkyo sedia diversos eventos culturais japoneses, além de realizar atividades filantrópicas e assistenciais.

“Que a paz prevaleça no mundo.” O Bunkyo sedia diversos cursos e eventos culturais japoneses, além de realizar atividades filantrópicas e assistenciais. As exposições anuais de orquídeas atraem centenas de visitantes!

O Tori, um típico pórtico japonês, na Rua Galvão Bueno

O Tori, um típico pórtico japonês, na Rua Galvão Bueno. É a via comercial mais importante da Liberdade, e abriga inúmeras lojas e restaurantes orientais. Ela começa na Praça da Liberdade, que fica nessa direção. 

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A Rua Galvão Bueno termina na Rua Tamandaré, que fica naquela direção, no bairro da Aclimação. O nome da rua é uma homenagem ao Dr. Carlos Mariano Galvão Bueno, que foi um renomado professor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco no século XIX. Não confundir com o comentarista da TV Globo!

Tem um jardim japonês atrás daqueles portões. Antes aberto para o público, foi fechado devido ao vandalismo.

Tem um jardim japonês atrás daqueles portões. Antes aberto para o público, foi fechado devido ao vandalismo. Lamentável!

As lojas da Rua Galvão Bueno também estão decoradas a caráter. Em 1974, a Associação de Lojistas da Liberdade organizou a decoração das ruas com as luminárias e portais japoneses, que agora são típicos do bairro.

As lojas da Rua Galvão Bueno também estão decoradas a caráter. Em 1974, a Associação de Lojistas da Liberdade organizou a decoração das ruas com as luminárias e portais japoneses, que agora são típicos do bairro.

A Praça da Liberdade, que até 1888 era conhecida como o Largo da Forca, devido aos enforcamentos que ali aconteciam.

A Praça da Liberdade, que até 1888 era conhecida como o Largo da Forca, devido aos enforcamentos que ali aconteciam. Com a abolição da escravatura, o seu nome foi alterado para “Liberdade”.

A Igreja Santa Cruz, também conhecida como a Igreja dos Enforcados.

A Igreja Santa Cruz, também conhecida como a Igreja das Almas dos Enforcados, construída em 1887. 

Em 1821 o soldado Chaguinhas, condenado à morte por ter liderado uma rebelião contra o atraso dos soldos, teve a corda da forca rompida 3 vezes seguidas.

Em 1821 o soldado Chaguinhas, condenado à morte por ter liderado uma rebelião contra o atraso dos soldos, teve a corda da forca rompida 3 vezes seguidas.

Ao ver tal cena, os presentes passaram a acreditar que um milagre havia acontecido. Até hoje, milhares de velas são acesas na igreja, para as almas dos falecidos.

Ao ver tal cena, os presentes passaram a acreditar que um milagre havia acontecido. O dito milagre não comoveu o carrasco, que matou o soldado a pauladas. Esse fato causou revolta na população, e transformou o soldado em mártir. Até hoje, milhares de velas são acesas na igreja, para as almas dos falecidos. 

Até o banco tem arquitetura oriental!

Até o banco tem arquitetura oriental! 

A Feira da Liberdade, que ocorre aos sábados e domingos na Praça da Liberdade. Podemos encontrar várias barracas com artesanatos e produtos diversos.

A Feira da Liberdade, que desde 1975 ocorre aos sábados e domingos na Praça da Liberdade. Podemos encontrar várias barracas com artesanatos e produtos diversos. 

Aqui há vários brinquedos educativos muito interessantes, feitos de madeira.

Aqui há vários brinquedos educativos muito interessantes, feitos de madeira.

Tem bonequinhos de todos os times de futebol nesta barraca!

Tem bonequinhos de todos os times de futebol nesta barraca!

Aqui há panos de pratos decorados caprichados - além de um atendimento muito simpático!

Aqui há panos de pratos decorados caprichados – além de um atendimento muito simpático!

Está precisando de um pouco de boa sorte? Aqui podemos encontrar amuletos diversos!

Está precisando de um pouco de boa sorte? Aqui podemos encontrar amuletos japoneses!

Essas colheres de bambu são ótimas!

Essas colheres e apetrechos de bambu são ótimos! Tem até coçador de orelha e coçador de costas!

As barracas de comes e bebes são super disputadas. Nelas podemos encontrar iguarias como o yakisoba, guioza e tempurá. Não há mesas ou cadeiras, mas os frequentadores não parecem se importar muito com isso!

As barracas de comes e bebes são super disputadas. Nelas podemos encontrar iguarias orientais como o yakisoba, guioza e tempurá. Não há mesas ou cadeiras, mas os frequentadores não parecem se importar muito com isso!

Quadros em Kanji, os caracteres chineses que foram incorporados à escrita japonesa.

Quadros em Kanji, os caracteres chineses que foram incorporados à escrita japonesa.

Que tal uma lembrancinha de São Paulo?

Que tal uma lembrancinha de São Paulo?

Esse é o simpático bosan (sacerdote) do templo Xintoísta de São Paulo, e vende amuletos abençoados. O Xintoísmo é uma das maiores religiões do Japão.

Esse é o simpático bosan (sacerdote) do templo Xintoísta de São Paulo, e vende amuletos abençoados. O Xintoísmo é uma das maiores religiões do Japão, juntamente com o Budismo.

Os japoneses adoram esses quadros de borboletas. Anti-ecológicos, mas bonitos!

Os japoneses adoram esses quadros de borboletas. Anti-ecológicos, mas bonitos!

Cortinas de bambu para decorar o seu lar!

Sinos de vento e cortinas de bambu para dar um ar zen ao seu lar!

A Praça da Liberdade também está repleta de lojas e galerias, que vendem produtos orientais diversos.

A Praça da Liberdade também está repleta de lojas e galerias, que vendem produtos orientais diversos.

O McDonald´s da praça também tem um ar oriental!

O McDonald´s da praça também tem um ar oriental!

A torre da Rádio Taissô, que oferece aulas de ginástica na praça bem cedinho.

A torre da Rádio Taissô, que começou a operar em 1978, ocasião do 70º aniversário da imigração japonesa. Dezenas de pessoas praticam uma hora de ginástica na praça diariamente das 6:00 às 7:00, ao som de músicas japonesas.

Que belo portão!

Que belo portão! Além da feirinha, a Liberdade sedia diversas festas e eventos culturais orientais, como as festas de ano novo chinês e japonês, o Hanamatsuri (Festival das Flores), o Tanabata Matsuri (Festival das Estrelas), entre outros.

A Rua dos Estudantes, outra via importante da Liberdade, que também tem muitas lojas e restaurantes orientais.

A Rua dos Estudantes, outra via importante da Liberdade, que também tem muitas lojas e restaurantes orientais. Ela começa na Praça da Liberdade e termina na Baixada do Glicério.

Numa travessa da Rua dos Estudantes, está a Capela dos Aflitos, fundada em 1779. O cemitério ficava atrás da capela, e lá eram enterrados os escravos e indígenas. O cemitério foi desativado em 1851 com a abertura do Cemitério da Consolação, e seu terreno foi loteado.

Na Rua dos Aflitos, uma travessa da Rua dos Estudantes, está a Capela dos Aflitos, fundada em 1779. O cemitério ficava atrás da capela, e lá eram enterrados os escravos e indígenas. O cemitério foi desativado em 1851 com a abertura do Cemitério da Consolação, e seu terreno foi loteado.

Descendo a Rua dos Estudantes, chegamos à Rua da Glória. Como as outras ruas do entorno, está repleta de restaurantes e lojas orientais.

Descendo a Rua dos Estudantes, chegamos à Rua da Glória. Como as outras ruas do entorno, está repleta de restaurantes e lojas orientais.

Na Rua Glória, na esquina com a Rua Américo de Campos, encontramos a belíssima casa que pertenceu a Manuel Joaquim de Albuquerque Lins, governador de São Paulo entre 1908 a 1912. Projetada por Ramos de Azevedo, hoje ela abriga o 1º Distrito Policial de São Paulo.

Na Rua Glória, na esquina com a Rua Américo de Campos, encontramos a belíssima casa que pertenceu a Manuel Joaquim de Albuquerque Lins, governador de São Paulo entre 1908 a 1912. Projetada por Ramos de Azevedo, hoje ela abriga o 1º Distrito Policial de São Paulo.

No início do século XX, a região estava sendo revitalizada, e muitas casas luxuosas como essa foram construídas no bairro.

No início do século XX, a região estava sendo revitalizada, e muitas casas luxuosas como essa foram construídas no bairro.

Descendo um quarteirão, chegamos à Rua Conselheiro Furtado, que liga a Aclimação à Praça Dr. João Mendes. Ali encontramos o monumento da Associação Budista Formosa, da comunidade de Taiwan.

Descendo um quarteirão, chegamos à Rua Conselheiro Furtado, que liga a Aclimação à Praça Dr. João Mendes. Ali encontramos o Templo Quannin, da Associação Budista Formosa, de Taiwan.

O belo jardim da Associação Budista Formosa

O belo jardim do Templo Quannin, com estátuas de Buda e divindades budistas.

O dragão, animal sagrado na mitologia chinesa. A comunidade chinesa também se faz presente na Liberdade, com várias lojas, associações e restaurantes.

O dragão, animal sagrado na mitologia chinesa. A comunidade chinesa também se faz presente na Liberdade, com várias lojas, associações e restaurantes.

As lojas da Liberdade são uma atração a parte: podemos encontrar uma infinidade de produtos orientais neles, como essas balas de café, que são uma delícia!

As lojas da Liberdade são uma atração a parte: podemos encontrar uma infinidade de produtos orientais neles, como essas balas de café, que são uma delícia!

Shitake, cogumelos saborosos, muito utilizados na culinária japonesa.

Shitake, cogumelos saborosos, muito utilizados na culinária japonesa.

Wakame, algas marinhas que são utilizados principalmente em sopas e caldos. São ótimos para a pele e o cabelo.

Wakame, algas marinhas que são utilizadas principalmente em sopas e caldos. São ótimas para a pele e o cabelo.

Wasabi, que não pode faltar na hora de saborear um sushi ou sashimi!

Wasabi, que não pode faltar na hora de saborear um sushi ou sashimi!

Sembei, bolachas japonesas feitas com arroz. Muito bons!

Sembei, bolachas japonesas feitas com arroz. Muito bons!

Esses são doces tipicamente japoneses, chamados Manju, recheados com doce de feijão azuki.

Esses são doces tipicamente japoneses, chamados Manju, recheados com doce de feijão azuki.

Esses são Bentô, uma espécie de marmita japonesa, com diversos sushis, carnes e legumes.

Esses são Bentô, uma espécie de marmita japonesa, com diversos sushis, carnes e legumes.

Este é o Tikuwa, uma massa de peixe muito utilizada na culinárias japonesa.

Este é o Tikuwa, uma massa de peixe muito utilizada na culinárias japonesa.

Itokonnyaku, um macarrão gelatinoso feito com batata konjac. Está sendo utilizado como um ingrediente milagroso em dietas. Fica uma delícia no Sukiyaki, um prato típico japonês que se come principalmente no inverno!

Itokonnyaku, um macarrão gelatinoso feito com batata konjac. Está sendo utilizado como um ingrediente milagroso em dietas. Fica uma delícia no Sukiyaki, um prato típico japonês que se come principalmente no inverno!

Essas são as batatas conjac, com as quais se faz o itokonnyaku. Parecem batatas alienígenas!

Essas são as batatas konjac, com as quais se faz o itokonnyaku. Parecem batatas alienígenas!

Nigauri, uma espécie de pepino rugoso. É muito consumido pelos japoneses de Okinawa. É bem amargo, mas acredita-se que traz longevidade e boa saúde!

Nigauri, uma espécie de pepino rugoso. É muito consumido pelos japoneses de Okinawa. É bem amargo, mas acredita-se que traz longevidade e boa saúde!

Um nabo com pernas!

Um nabo com pernas!

Batatas Yacon e o kabotiá, a abóbora japonesa, ambas excelentes para a saúde!

Batatas Yacon e o kabotiá, a abóbora japonesa, ambas excelentes para a saúde!

O Moyashi, brotos de feijão, que ficam ótimos na salada!

O Moyashi, brotos de feijão, que ficam ótimos na salada!

Pãezinhos recheados chineses. São ótimos para aquele lanche da tarde - é só aquecê-los no vapor!

Pãezinhos recheados chineses. São ótimos para aquele lanche da tarde – é só aquecê-los no vapor!

Aqui encontramos todos os tipos de ornamentos orientais.

Aqui encontramos todos os tipos de ornamentos orientais.

Um belo prato decorado

Um belo prato decorado

Olha o tamanho desse prato! Os detalhes são belíssimos!

Olha o tamanho desse prato! Os detalhes são belíssimos!

As lojas estão repletas de itens tipicamente orientais. Esses são os Maneki Neko, os gatos da sorte.

Esses são os Maneki Neko, os gatos da sorte.

Uma loja de pedras e cristais brasileiros, que os estrangeiros adoram!

Uma loja de pedras e cristais brasileiros, que os estrangeiros adoram!

Diversos bules e conjuntos de chá japoneses.

Diversos bules e conjuntos de chá japoneses.

Lindas bonecas japonesas

Lindas bonecas japonesas

Uma bela cortina japonesa!

Uma bela cortina oriental!

O Ultimo Samurai?

O Ultimo Samurai?

Um belo futon, o edredon japonês, ricamente decorado.

Um belo futon, o edredon japonês, ricamente decorado.

Que tal um quimono?

Que tal um quimono?

Dragões chineses, para trazer boa sorte

Dragões chineses, para trazer boa sorte!

Vários katana, espadas utilizadas por samurais.

Vários katana, espadas utilizadas por samurais.

Na Liberdade podemos comprar livros, revistas, CDs e DVDs japoneses. Olha a seleção japonesa de futebol!

Na Liberdade podemos comprar livros, revistas, CDs e DVDs japoneses. Olha a seleção japonesa de futebol!

Adoro as capas coloridas desses livros de culinária!

Adoro as capas coloridas desses livros de culinária!

Um Mangá, a revista em quadrinhos japonesa. Adorava quando era adolescente!

Um Mangá, a revista em quadrinhos japonesa. Adorava quando era adolescente!

A Liberdade está repleta de restaurantes orientais, especialmente japoneses. Este apresenta o cardápio exatamente como no Japão!

A Liberdade está repleta de restaurantes orientais, especialmente japoneses. Este apresenta o cardápio exatamente como no Japão!

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A Avenida Liberdade, que se inicia na Praça Dr. João Mendes e termina na Estação São Joaquim do Metrô (linha azul). É uma importante via que liga o centro de São Paulo à zona sul da cidade, e nela se encontram diversas instituições culturais e educacionais, como a Casa de Portugal e a Fundação Escola de Comércio Alvares Penteado, a FECAP, importante universidade que começou em 1902, no Largo de São Francisco.

Na Avenida da Liberdade podemos também encontrar algumas construções do início do século XX, como essas.

Na Avenida da Liberdade podemos também encontrar algumas adoráveis construções do início do século XX, como essas.

O início da Avenida Liberdade, onde podemos avistar a Praça João Mendes e os fundos da belíssima Catedral da Sé.

O início da Avenida Liberdade, na Praça João Mendes, onde podemos avistar os fundos da belíssima Catedral da Sé.

Na esquina da Avenida Liberdade e a Rua Dr. Rodrigo Silva, encontramos o templo dos cosméticos - a mulherada adora!

Na esquina da Avenida Liberdade e a Rua Dr. Rodrigo Silva, encontramos o templo dos cosméticos – a mulherada adora! 

Na Rua Dr. Rodrigo Silva encontramos o antigo Cine Jóia, inaugurado em 1952, que exibiu filmes japoneses para a colônia até a década de 1980. Assisti muitos filmes lá! Hoje virou um ponto de balada, com apresentações de bandas nacionais e internacionais.

Indo pela Rua Dr. Rodrigo Silva, chegamos à Praça Carlos Gomes . Lá encontramos o antigo Cine Jóia, inaugurado em 1952, que exibiu filmes japoneses para a colônia até a década de 1980. Assisti muitos filmes lá! Hoje virou casa de shows, com apresentações de bandas nacionais e internacionais.

Apesar de curta, a Rua Dr. Rodrigo Silva tem interessantes construções antigas como essa.

Apesar de curta, a Rua Dr. Rodrigo Silva tem interessantes construções do início do século XX como essa.

O belo edifício-sede do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, construído em 1925. É a mais antiga escola de esoterismo ainda em funcionamento no Brasil, e foi fundada pelo português Antonio Olivio Rodrigues em 1909.

O belo edifício-sede do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, construído em 1925. É a mais antiga escola de esoterismo ainda em funcionamento no Brasil, e foi fundada pelo português Antonio Olivio Rodrigues em 1909.

O Círculo Esotérico fica ao lado da adorável Igreja de São Gonçalo, na Praça Dr. João Mendes.

O Círculo Esotérico fica ao lado da adorável Igreja de São Gonçalo, na Praça Dr. João Mendes.

A Liberdade fica numa posição estratégica em São Paulo. Por lá passa a Ligação Leste-Oeste, via expressa muito utilizada pelos paulistanos. Para lá fica a zona oeste.

A Liberdade fica numa posição estratégica em São Paulo. Por lá passa a Ligação Leste-Oeste, via expressa muito utilizada pelos paulistanos. Para lá fica a zona oeste.

E para lá, a zona leste da cidade! Em 1864, José Vergueiro inaugurou a Estrada do Vergueiro, que começava no Largo da Liberdade. Ela ficou conhecida como a Estrava Nova para Santos.

E para lá, a zona leste da cidade! Em 1864, José Vergueiro inaugurou a Estrada do Vergueiro, que começava no Largo da Liberdade. Ela ficou conhecida como a Estrada Nova para Santos.

Gostaram? A Liberdade tem tudo isso e muito mais! Sayonara e até o próximo passeio!

Gostaram? A Liberdade tem tudo isso e muito mais! Sayonara e até o próximo passeio!

Veja a localização no mapa:

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8 comments to Liberdade em Foco

  • FeCardona  says:

    Oi Minita, td bom? Se der tudo certo, amanha vou passear na liberudade. Adoro andar por la tambem! Alem da comida japonesa, o pior e que continuo gostando e lendo manga ate hoje!

    Bjk
    Fe

  • Mina Yodono  says:

    Bom passeio Fê! A Liberudade é mesmo muito legal, néee??? Ah, e continue lendo os mangás, eu ainda curto muito animes, então estamos todas em casa, kkk!!! Beijão

  • Sônia Fukuda  says:

    Muito obrigada Mina, conheço a Liberdade mas jamais saberia por quê tem esse nome, e do passado sofrido desse lugar que hoje é um dos mais visitados de SP. Já tenho levado meus alunos aí, morasse em SP viveria visitando as lojas e feiras. Qdo vc mostrou o nigauri, lembrei que meu pai planta, e aqui todo mundo gosta..tem uma receita diferente tbm que é assar e comer com shoyu, bom acompanhamento para um churrasco. Seu blog é um passeio cultural. Amei!!! Parabéns, vou indicar…bjos! Sônia Fukuda – Registro – SP

  • Mina Yodono  says:

    Obrigada Sonia! Que legal que você leva os seus alunos para a Liberdade, é realmente um lugar muito interessante para passear e conhecer! Adorei a dica do nigauri, eu já experimentei, mas não sabia preparar direito, kkk!!!! Beijão

  • Romildo Pereira Luz  says:

    Ficou bonito mesmo !! chic no urtimo !!!kkk

  • Mina Yodono  says:

    Obrigada, é que eu tenho um ótimo fotógrafo!!! kkk…A Liberdade é mesmo da hora!!!

  • Anonymous  says:

    Gostei muito do seu texto informativo e também das maravilhosas fotos. Parabéns pelo talento!

  • Mina Yodono  says:

    Obrigada! Ficamos muito felizes com os elogios, que bom que você está curtindo o blog!

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